Aquivos por Autor: Esposos Misioneros

A Fé. Comentario para esposos: Mateus 13, 54-58

Evangelho do Dia
Evangelho segundo São Mateus 13,5458.
Naquele tempo, Jesus foi à sua terra e começou a ensinar os que estavam na sinagoga, de tal modo que ficavam admirados e diziam: «De onde Lhe vem esta sabedoria e este poder de fazer milagres?
Não é Ele o filho do carpinteiro? A sua Mãe não se chama Maria e os seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas?
E as suas irmãs não vivem entre nós? De onde Lhe vem tudo isto?».
E estavam escandalizados com Ele. Mas Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua terra e em sua casa».
E, por causa da falta de fé daquela gente, Jesus não fez ali muitos milagres.
A Fé
Com apenas um olhar, Jesus convertia os corações mais endurecidos; no entanto, muitas pessoas da sua cidade, que estavam próximas dele, não souberam reconhecê-lo. Apesar de o ouvirem e de se maravilharem com o que ele dizia, não compreendiam as suas palavras, porque não souberam acolhê-las com fé. 
Como é difícil reconhecer a mensagem salvadora de Jesus sem fé! Na verdade, é impossível. O mesmo pode acontecer-nos com o nosso cônjuge: podemos chegar ao ponto de ignorar a sua mediação precisamente devido à proximidade que temos com ele. Porque conhecemos as suas fraquezas, as suas quedas, até os seus pecados, e pode parecer-nos impossível que o Senhor o utilize como instrumento para nos ajudar a alcançar a santidade, mas trata-se de uma mediação especial através do sacramento do Matrimónio.  Por isso, devemos pedir ao Senhor que aumente a nossa fé, que Ele nos concedeu no dia do nosso Batismo, para que possamos ver a Sua mão redentora em todos os acontecimentos da nossa vida.
Transposição para a vida matrimonial

Maria: Parece-me incrível que a tua irmã queira agora dar-nos lições sobre o casamento. Mas se eles estiveram prestes a divorciar-se! Duas vezes! E agora vem-se armar em santinha…

António: A mim também me parecia incrível, mas já viste como se olham? A delicadeza com que se tratam um ao outro, isso sim é incrível!  E lembra-te que a minha irmã sempre foi do tipo «pronta para a luta».

Maria: Sim, a verdade é que impressiona a forma como olham um para o outro

António: Desde que fizeram aquele retiro do Projeto não sei o quê, mudaram muito.
Maria: «Projeto Amor Conjugal»; enviam-me todos os dias o comentário do Evangelho, acho que aplicado aos casais, mas ainda nem sequer o abri.

António: Ouve, e se o lermos? Dizem que é bom fazê-lo juntos e, depois, ouvir o que o Senhor nos quer dizer e partilhá-lo um com o outro. Porque não tentamos?

Maria: Bem, parece-me uma ideia muito boa; quando disseste isso, senti uma grande alegria interior. Vou buscar o telemóvel agora mesmo!
António: Bendito seja Deus! Colocamo-nos na Sua presença, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Mãe,
Ajuda-nos a ver no nosso marido essa mediação que Deus nos concedeu para alcançarmos juntos a santidade. Sê o nosso modelo de humildade e de fé, para que possamos acolher toda a graça que o Senhor deseja conceder-nos. Bendito seja o Santíssimo Sacramento do Altar, o teu Filho amado! Que Ele seja para sempre bendito e louvado.

A rede do Reino. Comentario para os Esposos: Mateus 13, 47-53

Leitura do Santo Evangelho segundo S. Mateus 134753
 
Naquele tempo disse  Jesus aos seus apóstolos  «O Reino do Céu é ainda semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes. Logo que ela se enche, os pescadores puxam-na para a praia, sentam-se e escolhem os bons para as canastras e os ruins deitam-nos fora. Assim será no fim do mundo: sairão os anjos e separarão os maus do meio dos justos, para os lançarem na fornalha ardente: ali haverá choro e ranger de dentes.Compreendestes tudo isto?» «Sim» – responderam eles. Jesus disse-lhes, então: «Por isso, todo o doutor da Lei instruído acerca do Reino do Céu é semelhante a um pai de família, que tira coisas novas e velhas do seu tesouro.»

Depois de terminar estas parábolas, Jesus partiu dali

A rede do Reino
Podemos dizer que a Igreja é a representação do Reino dos Céus na nossa vida terrena e que lança a rede por todo o mundo para dar a conhecer o amor de Deus, sem importar quem  seja cada pessoa, ao que se dedica, de onde vem ou o que pensa — a todos, sem qualquer condição. Tu e eu, que um dia fomos recolhidos por essa rede, temos de dar a conhecer o que o Senhor fez na nossa vida, sem nos determos a pensar se este ou aquele o merece, porque não nos cabe decidir quem vale ou não. Não somos nós que devemos julgar ninguém, mas sim anunciar o amor de Deus a todos os que nos rodeiam.
O Papa Leão, na sua encíclica, recorda-nos que a solidariedade é o reconhecimento concreto de que o destino de cada um está ligado ao destino de todos, que “ninguém se salva sozinho”. Quanto mais tu e eu devemos ser solidários com aqueles que não conhecem Deus e dar-lhes a conhecer o que o Senhor faz na nossa vida, oferecendo sem condição aquilo que recebemos.
No nosso matrimónio temos de fazer o mesmo: lançar a rede em todos os momentos para ter sempre o nosso marido/a nossa mulher ao nosso lado, manifestando com ele e nele o amor de Deus que está em nós, e juntos mostrá-lo ao mundo. Por vezes, o pecado pode erguer um muro entre os esposos, mas através dessa rede — esse amor de Deus em nós — somos impulsionados e animados a acolher o nosso marido/a nossa mulher em qualquer circunstância, como prometemos no dia do nosso casamento: nas alegrias e nas tristezas, todos os dias da nossa vida. Tornando presente o amor de Deus em nós, mostramos ao mundo, com alegria, que Cristo se manifesta através de nós.

Transposição para a vida Matrimonial
 

Anabela: Às vezes pergunto‑me se estamos a fazer o suficiente para corresponder a tudo o que estamos a receber.

Pedro: Anabela, comigo é o contrário, às vezes parece‑me que fazemos demasiado e dedicamos pouco tempo às nossas coisas.

Anabela: Bem, mas essas coisas vão estar sempre aí. O que me preocupa é que nos estejamos a acomodar demasiado ao nosso estado de vida, que é maravilhoso, mas recebemos tanto ao descobrir que o nosso matrimónio é o mais importante que temos e o quanto o devemos mostrar ao mundo.

Pedro: Não percebo como podes estar preocupada. Não parámos um momento, estamos sempre a ir e a vir para todo o lado — para esta paróquia, para aquela — sem uma única queixa e indo a todos os sítios onde nos pedem para estar.

Anabela: Sim, eu sei, e fazemos isso com alegria. Mas vou um pouco mais longe. Temos um sacramento maravilhoso, onde Cristo se manifesta continuamente, mas às vezes tenho a sensação de que o damos pouco a conhecer, como se estivéssemos à espera que nos chamem para o fazer.

Pedro: Tenho de te dizer que te preocupas sem necessidade. O amor de Deus manifesta‑se continuamente em ti através de mim, e em mim através de ti, cada vez que nos acolhemos, que nos corrigimos com carinho ou que não damos importância a alguma das pequenas coisas que não gostamos um do outro. O Senhor vai agindo em nós nas coisas pequenas e prepara‑nos para depois o mostrarmos ao mundo.

Anabela: Obrigada, Pedro. O Senhor age através de ti e faz‑me ver aquilo que o meu pecado me oculta. Tens toda a razão.

Pedro: Obrigado a ti. Através da tua paciência e perseverança conseguiste transformar o meu coração, e aprendi a ver Cristo em tudo o que fazes, mesmo quando às vezes não o compreendo.

Mãe
Ajuda‑nos a transmitir o Reino dos Céus ao mundo inteiro, que se manifesta através da presença do Teu Filho no nosso matrimónio.
Bendito e louvado seja Deus.


A espera de Marta. Comentario para os Esposos: Jo 11, 19-27


Evangelho do dia

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João 11, 19-27

Naquele tempo, muitos judeus tinham ido visitar Marta e Maria, para lhes apresentar condolências pela morte do irmão.
Quando ouviu dizer que Jesus estava a chegar, Marta saiu ao seu encontro,
enquanto Maria ficou sentada em casa.
Marta disse a Jesus:
«Senhor, se tivesses estado aqui,
meu irmão não teria morrido.
Mas sei que, mesmo agora, tudo o que pedires a Deus, Deus To concederá».
Disse-lhe Jesus: «Teu irmão ressuscitará».
Marta respondeu:
«Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia».
Disse-lhe Jesus:
«Eu sou a ressurreição e a vida.
Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá; e todo aquele que vive e acredita em Mim, nunca morrerá. Acreditas nisto?».
Disse-Lhe Marta:
«Acredito, Senhor, que Tu és o Messias, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo».

A espera de Marta

E se Deus quiser dar-nos algo muito maior do que aquilo que pedimos? Marta está devastada pela morte do irmão e repreende Jesus por não ter chegado a tempo. No entanto, Jesus não responde justificando-se nem se apressa a realizar o milagre. Antes de ressuscitar Lázaro, Jesus quer conduzir Marta a uma fé mais profunda. Por isso, antes de lhe conceder a dádiva, revela-lhe quem Ele é: «Eu sou a Ressurreição e a Vida».

Primeiro, entrega-Se Ele; depois, entrega o dom. Marta procurava recuperar o seu irmão, um desejo profundamente humano, mas Jesus queria conquistar primeiro o seu coração, revelando-lhe quem Ele era, para que a sua fé não dependesse das circunstâncias. Porque o milagre passará, Lázaro voltará a morrer, mas a fé em Cristo poderá sustentá-la vida inteira. Que maravilhosa pedagogia divina!

Muitas vezes, no nosso casamento ou na nossa vida espiritual, procuramos o que Deus pode fazer por nós: que resolva um problema, que mude uma situação, que alivie um sofrimento… Jesus não despreza os nossos pedidos; ouve-os com ternura, mas, muitas vezes, antes de mudar as nossas circunstâncias, quer ensinar-nos a viver com o coração apoiado Nele. Quando Cristo ocupa o centro da nossa vida, pode ser que as circunstâncias não mudem de imediato, mas o nosso coração muda e, com ele, a nossa forma de as viver. Assim, até a espera se torna um lugar de encontro com Ele.

Transposição para a vida matrimonial:

Luis: Há mais de um ano que rezamos pela nossa filha, por esta situação tão dolorosa, e tudo continua na mesma… Não percebo nada…

Marta: Eu também não, Luis. Desespera-me que o Senhor não intervenha. Pergunto-Lhe muitas vezes: Senhor, onde estás? Estás atrasado! Como podes permitir esta situação?

Luis: Talvez o Senhor queira dar-nos algo ainda maior.

Marta: «Maior?» Desculpa, mas não consigo imaginar nada que possa ser maior do que recuperar a nossa filha.

Luis: Eu também quero isso. E não vou deixar de o pedir. Mas talvez, enquanto esperamos por esse milagre, o Senhor já esteja a fazer outro em nós: ensinar-nos a confiar mais Nele, a descobrir que Ele não abandonou a nossa filha, que a ama ainda mais do que nós, ensinar-nos a não vivermos escravos do medo… e, além disso, a experimentar uma intimidade com o Senhor que não teríamos tido sem esta provação.

Marta: Obrigada, Luís… Acabaste de me abrir os olhos. O problema pode durar algum tempo ou resolver-se amanhã, mas aprender a confiar, a esperar e a caminhar com Cristo… esse dom ninguém nos poderá tirar.

Luis: É verdade. Repara que Jesus acabou por ressuscitar Lázaro. Não deixou de lhes conceder aquilo que tanto desejavam, mas antes quis dar-lhes algo que ninguém lhes poderia tirar: uma fé apoiada Nele.

Mãe,

Quando não compreendermos os desígnios de Deus, lembra-nos de que Ele nunca chega tarde e ensina-nos a esperar de outra forma. Bendita e louvada sejas para sempre!

Vê o trigo! Comentario para os Esposos: Mateus 13, 36-43


Evangelho do dia 
Leitura do Santo Evangelho segundo São Mateus 13, 36-43
Naquele tempo, Jesus deixou a multidão e foi para casa. Os discípulos aproximaram-se d’Ele e disseram-Lhe: «Explica-nos a parábola do joio no campo». Jesus respondeu: «Aquele que semeia a boa semente é o Filho do homem e o campo é o mundo. A boa semente são os filhos do reino, o joio são os filhos do Maligno e o inimigo que o semeou é o Diabo. A ceifa é o fim do mundo e os ceifeiros são os Anjos. Como o joio é apanhado e queimado no fogo, assim será no fim do mundo: o Filho do homem enviará os seus Anjos, que tirarão do seu reino todos os escandalosos e todos os que praticam a iniquidade, e hão de lançá-los na fornalha ardente; aí haverá choro e ranger de dentes. Então, os justos brilharão como o sol no reino do seu Pai. Quem tem ouvidos, oiça».
Vê o trigo!
Se é verdade que no nosso coração crescem juntos o trigo e o joio, eles também coexistem no nosso casamento. Entre nós há gestos de entrega, de perdão e de ternura, mas também surgem o orgulho, a impaciência, a crítica e o egoísmo. Não nos escandalizemos tanto com o joio que descobrimos no coração do nosso cônjuge, porque esee mesmo joio também cresce no nosso. A tentação será querer arrancar imediatamente o joio do outro, corrigi-lo, mudá-lo, exigir-lhe… quando a primeira conversão que o Senhor me pede é a do meu próprio coração. Jesus, no entanto, não começa por arrancar o mal. Começa por semear o trigo bom. Ele transforma o coração a partir de dentro, enchendo-o de bondade, até que essa bondade vá vencendo e expulsando o mal. Deus não concebeu a nossa vocação para que fôssemos juízes uns dos outros, mas para que colaborássemos com Cristo, de modo que, pela ação da Sua graça, o trigo cresça cada vez mais e o joio tenha cada vez menos espaço. Hoje, o Senhor convida-nos a deixar de olhar obsessivamente para o joio do nosso cônjuge, para aprendermos a contemplar o trigo que Ele próprio semeou no seu coração. Cristo não perde a esperança em nenhum de nós. Ele continua a acreditar na obra que começou e não Se cansa de semear. Tenhamos com o nosso cônjuge a paciência que o Senhor tem connosco. Confiemos na força da semente, ainda que seja pequena. Esperemos, acompanhemos, perdoemos e amemos enquanto Deus faz crescer aquilo que muitas vezes não sabemos ver. Se permanecermos perto de Cristo, a ouvir a Sua Palavra, a pô-la em prática e a deixar-nos transformar pela Sua graça, chegará o dia em que também o nosso casamento reflectirá a Sua luz. Então compreenderemos que toda a espera, toda a luta, toda a renúncia e todo o esforço para amar valeram a pena. Porque o destino para o qual Deus nos chama vai muito além de nos suportarmos ou de nos darmos bem. Ele chama-nos a viver entre nós um amor que nos transforme e que nos faça brilhar com Ele para sempre. Ânimo! Não nos cansemos de semear, de esperar e de amar. Este é o caminho.
Transposição para a vida Matrimonial 
Carla: Olho para trás e lembro-me de como começámos este caminho. Houve uma altura em que tudo o que via em ti me parecia mau. Custava-me imenso reconhecer o que quer que fosse de bom em ti.
Luís: Comigo passava-se o mesmo, Carla. Foram muitos anos a viver mal e a magoar-nos um ao outro. Quando os nossos tutores nos encorajavam a ver o que havia de bom no outro, eu pensava: «O que é que vou valorizar, se ela só quer complicar-me a vida?». Que grande cegueira eu tinha!
Carla: Eu também estava cega. Estava convencida de que a solução para o nosso casamento dependia de tu mudares. E, além disso, pensava que essa mudança era impossível.
Luís: Quanto sofremos por não sabermos amar! A falta de fé levava-nos a viver à base de exigências, críticas e julgamentos constantes em relação ao outro. E esse caminho só conduz à destruição.
Parece tão simples dizê-lo e é tão difícil dar esse passo: deixar de nos fixarmos continuamente no que o outro faz de errado e começar a agradecer e a valorizar todo o bem que existe nele.
Carla: É por isso que agora temos de ter muita paciência com os casais qua acompanhamos. Às vezes penso que eles não acreditam em nós. Vejo-os a olhar para nós como se, para eles, fosse impossível chegar a um final feliz. Mas nós também achávamos isso impossível.
Luis: É verdade. Damos graças a Deus pelos tutores que pôs no nosso caminho. Apesar de tudo o que viram e de toda a dor que vivemos, nunca se cansaram de nós. Não deixaram de confiar, de rezar e de nos mostrar, uma e outra vez, o caminho que conduz ao amor.
Carla: E é exactamente isso que faremos pelos nossos tutelados. Não deixaremos de confiar na obra de Deus nos seus casamentos. Rezaremos por eles, acompanhá-los-emos e continuaremos a anunciar-lhes que, com a graça de Deus, há sempre esperança.
Luís: Mesmo que agora não consigam ver isso.
Carla: Mesmo que por agora acreditem que é impossível.
Luís: Porque Deus pode renovar todas as coisas.
Carla: E é por eles que vamos rezar o Terço!
Mãe,
Pomos nas tuas mãos os casais que iniciam este caminho. Dá-lhes fé, esperança e perseverança para que não desistam. Louvada seja a paciência do Senhor! Louvado seja o Seu Santo Nome!


Deixa-o crescer. Comentario para os Esposos: Mateus 13, 31-35

Leitura do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
13, 31-35

Naquele tempo, Jesus disse ainda à multidão a seguinte parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se ao grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. Sendo a menor de todas as sementes, depois de crescer, é a maior de todas as hortaliças e torna-se árvore, de modo que as aves do céu vêm abrigar-se nos seus ramos». Disse-lhes outra parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado». Tudo isto disse Jesus em parábolas, e sem parábolas nada lhes dizia, a fim de se cumprir o que fora anunciado pelo profeta, que disse: «Abrirei a minha boca em parábolas, proclamarei verdades ocultas desde a criação do mundo».
Palavra da salvação.

 

Deixa-o crescer

No dia do nosso casamento, Deus plantou em nós a semente para que o Reino de Deus crescesse entre nós e no nosso lar. Foi o Espírito Santo quem nos uniu para vivermos o belo desígnio que Deus sonhou para a nossa vida.

Ele está sempre presente! Mas esta semente do Reino de Deus não cresce se não acolhermos a graça; não pode dar fruto se não nos deixarmos transformar pelo Seu amor, se não formos dóceis à Sua ação.

Cada renúncia, cada gesto de entrega e de acolhimento do cônjuge, cada oração que levamos diante de Deus, sempre que a nossa vocação matrimonial ocupa o primeiro lugar na nossa vida…Tudo isto, vivido em união com o Coração de Cristo! E chega um dia em que, quase sem nos apercebermos, contemplamos esse belo Reino de Deus que cresceu em nós e entre nós.

Transposição para a vida matrimonial:

Laura: Pedro, estiveste muito calado hoje.

Pedro: Sim, Laura. Hoje, durante a Eucaristia, senti-me profundamente tocado. O Senhor mostrou-me como é belo cada dia que vivemos juntos, apesar de todas as dificuldades.

Laura: O Reino de Deus cresceu na nossa casa como o grão de mostarda. A partir de pequenas coisas que pareciam insignificantes, o Espírito Santo realizou maravilhas.

Pedro: Lembras-te de como me custou desprender-me do apego ao sucesso profissional? Era algo que nos afastava tanto.

Laura: Lembro-me bem. Agora entregamos tudo nas mãos de Deus… e até creio que te tem corrido melhor! Quanto a mim, os ciúmes toldavam-me o coração e faziam-nos discutir e sofrer muito.

Pedro: É verdade. Mas a oração feita em conjunto permitiu que o Senhor te fosse mostrando que é o nosso casamento, o nosso sacramento, aquilo que verdadeiramente move o meu coração.

Laura: E, de repente, olhamos para trás e vemos ali uma grande árvore. Mas não a podemos descuidar. Temos de continuar unidos ao Coração de Cristo, caminhando sempre de mãos dadas com Ele.

Mãe,

Faz com que, todos os dias, continuemos a permitir que o Reino de Deus cresça no nosso casamento.

Louvado seja Deus!