Aquivos por Autor: Esposos Misioneros

Escolhe o outro. Comentário para os esposos: João 14, 27-31a

Evangelho do dia

Leitura do santo Evangelho segundo São João 14, 2731a

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como a dá o mundo. Não se perturbe nem intimide o vosso coração. Ouvistes que Eu vos disse: Vou partir, mas voltarei para junto de vós. Se Me amásseis, ficaríeis contentes por Eu ir para o Pai, porque o Pai é maior do que Eu. Disse-vo-lo agora, antes de acontecer, para que, quando acontecer, acrediteis. Já não falarei muito convosco, porque vai chegar o príncipe deste mundo. Ele nada pode contra Mim, mas é para que o mundo saiba que amo o Pai e faço como o Pai Me ordenou».

 

 

Escolhe o outro

Quando deixamos entrar o príncipe deste mundo no nosso casamento, surgem inevitavelmente discussões, frieza, desconfiança e julgamentos. E então apresentam-se-nos dois caminhos muito claros: reagir a partir da ferida ou escolher amar, porque amamos o Pai e desejamos corresponder ao Seu amor. Basta que um dos dois quebre esse ciclo: que renuncie a ter razão, que dê o primeiro passo, que se aproxime com humildade para pedir perdão, que abrace com ternura, que diga um «amo-te» sincero… Então algo muda, porque a graça irrompe. E a paz chega a esse lar. Não uma paz superficial, mas a paz de Deus: aquela que alarga o coração, que cura, que devolve a verdadeira alegria. Uma paz que não depende das circunstâncias e que o mundo nunca nos poderá dar.

Transposição para a vida Matrimonial

A Laura e o Manuel tinham discutido por causa do campo de férias de verão dos filhos. A Laura tinha a certeza de que o melhor era repetir o mesmo dos anos anteriores, porque já conheciam. Por seu lado, o Manuel estava convencido de que precisavam de algo novo, de conhecer outras pessoas e situações para crescer. Ambos defendiam a sua posição com firmeza… até que a discussão explodiu. O tom das palavras elevou-se e, de repente, o silêncio. Um silêncio tenso, desconfortável, que os levou a afastar-se, cada um para um extremo da casa, com o coração apertado. Ambos sabiam o que tinha acontecido. Tinham cedido à tentação: onde deveria haver comunhão, havia divisão. E isso doía-lhes. Separadamente, começaram a rezar. 

Em segredo, deixaram que o Espírito Santo lhes mostrasse o caminho do Amor: um caminho que passa por renunciar ao próprio critério, por obedecer àquele que se ama, por procurar a comunhão… e, acima de tudo, por desejar o verdadeiro bem dos seus filhos (precisamente aquilo por que tinham começado a discutir). Porque não há maior bem para um filho do que contemplar o amor entre os seus pais. Ainda não sabiam que decisão tomariam, mas tinham a certeza de que aquele não era o caminho. E então, quase ao mesmo tempo, levantaram-se os dois. Cada um, do seu lugar, decidiu avançar em direcção ao outro. E, de forma inesperada, encontraram-se no meio do corredor. Olharam-se. Pararam. E nos seus rostos, ainda cansados pela discussão, surgiu o início de um sorriso que os surpreendeu a ambos.O Espírito Santo também suscita sorrisos. Deram mais um passo… e abraçaram-se. E naquele instante, sem ainda terem decidido sobre qual o campo de férias escolher, já tinham escolhido o mais importante: amar-se acima de tudo.

Mãe,

ensina-nos a que a vontade de Deus se manifeste sempre através do amor sacrificial e da união. Louvado seja Deus!

Habita em nós. Comentário para os esposos: João 14, 21-26

Evangelho do dia.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João 14, 21-26

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se alguém aceita os meus mandamentos e os cumpre, esse realmente Me ama. E quem Me ama será amado por meu Pai e Eu amá-lo-ei e manifestar-Me-ei a ele». Disse-Lhe Judas, não o Iscariotes: «Senhor, como é que Te vais manifestar a nós e não ao mundo?» Jesus respondeu-lhe: «Quem Me ama guardará a minha palavra e meu Pai o amará; Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada. Quem Me não ama não guarda a minha palavra. Ora a palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que Me enviou. Disse- vos estas coisas, enquanto estava convosco. Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos recordará tudo o que Eu vos disse».

Habita em nós

O amor entre os cônjuges vai além do sentimento. No dia do nosso casamento, comprometemo-nos a cumprir as promessas matrimoniais. Eu entrego-me a ti e prometo ser-te fiel… na saúde e na doença… (quando tens um dia mau, uma fraqueza…). Quando aceitamos e cumprimos de coração estas promessas, estamos a permitir que Jesus e o Pai habitem no nosso casamento e que o Espírito Santo se manifeste com os seus Dons no nosso coração – e isso transforma toda a nossa vida. O Espírito Santo, que está entre nós desde o dia em que nos casámos, precisa que lhe demos “permissão” com a nossa intenção e as nossas ações, para assim atuar em nós.

Transposição para a vida Matrimonial

Álvaro: Lúcia, desde que tomei consciência de que, quando prometi no casamento ser-te fiel, isso também implicava manter a pureza dos meus atos e dos meus pensamentos, tudo mudou no meu coração! Dou-te graças por tudo o que me ajudaste nesse caminho.

Lúcia: Eu também mudei muito. Antes pensava muitas vezes mal de ti, e isso fazia com que o meu coração te recebesse com desconfiança. E não estava a ser a ajuda que Deus me pedia que fosse.

Álvaro: No início, custava-me muito e era uma grande luta, mas com o tempo está a tornar-se o mais natural acolher esta lógica de Deus.

Lúcia: Foi isso que vimos outro dia nas catequeses: quando conseguimos crescer na virtude da pureza, que normalmente nos custa, ficamos mais disponíveis para a receber como dom do Espírito Santo, como diz o Evangelho de hoje.

Álvaro: Que alegria ver o Espírito Santo manifestar-se nisto! Agora que se aproxima o Pentecostes, é um bom momento para o celebrar.

 

Mãe,

Que cumpramos por amor os mandamentos de Jesus, para que Ele e o Pai possam habitar no nosso coração. Louvado seja Deus!


Sempre à espera. Comentário para os esposos: João 14, 1-12

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João 14, 1-12

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não se perturbe o vosso coração. Se acreditais em Deus, acreditai também em Mim. Em casa do meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, Eu vos teria dito que vou preparar-vos um lugar? Quando Eu for preparar-vos um lugar, virei novamente para vos levar comigo, para que, onde Eu estou, estejais vós também. Para onde Eu vou, conheceis o caminho».

Disse-Lhe Tomé: «Senhor, não sabemos para onde vais: como podemos conhecer o caminho?».

Respondeu-lhe Jesus: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vai ao Pai senão por Mim. Se Me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. Mas desde agora já O conheceis e já O vistes».

Disse-Lhe Filipe: «Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta».

Respondeu-lhe Jesus: «Há tanto tempo que estou convosco e não Me conheces, Filipe? Quem Me vê, vê o Pai. Como podes tu dizer: ‘Mostra-nos o Pai’? Não acreditas que Eu estou no Pai e o Pai está em Mim? As palavras que Eu vos digo, não as digo por Mim próprio, mas é o Pai, permanecendo em Mim, que faz as obras.

Acreditai-Me: Eu estou no Pai e o Pai está em Mim. Acreditai ao menos pelas minhas obras. Em verdade, em verdade vos digo: quem acredita em Mim fará também as obras que Eu faço e fará obras ainda maiores, porque Eu vou para o Pai».

 

Sempre à espera

Quantas vezes nos sentimos perturbados, e parece que o Senhor foi embora e não O vemos. As preocupações, o trabalho, milhares de coisas para fazer e não temos tempo de estar com o Senhor, e parece que é Ele que se foi, quando na realidade somos nós que nos afastámos.
Ele diz-nos que é “o caminho, a verdade e a vida”, mas nós distraímo-nos e não O vemos. Esposos! Ele está sempre à espera que vamos esse bocadinho estar com Ele, está à espera na Eucaristia, está à nossa espera na oração, está à nossa espera no nosso marido/na nossa mulher.
Deixemos o mundo de lado e entremos no Seu Coração, porque Ele está à nossa espera. Só n’Ele encontramos a Verdade e a Vida. Só por Ele, com Ele e n’Ele viveremos plenamente.
Ânimo, esposos! Cristo está connosco.

 

Transposição para a vida matrimonial:

Carmo: Olha, Xavier, apercebi-me de que ultimamente me tenho deixado levar pelas coisas do mundo.
Xavier: Então, Carmo, por que o dizes?
Carmo: Olha, a rezar ontem, percebi que tenho estado muito focada nos eventos sociais que temos tido, preocupada com compras que muitas vezes eram desnecessárias. Com coisas que não valem a pena.
Xavier: A verdade é que, às vezes, tenho-te visto um pouco absorvida pelas compras.
Carmo: Não é só isso… também, para me distrair, tenho ficado agarrada a algumas séries, dizia a mim mesma que era para descontrair.
Xavier: Bem, eu também gosto de séries, mas não sei onde queres chegar.
Carmo: Quero dizer que, se me dedico a estas coisas, descuido outras mais importantes, como a oração, a Eucaristia, até a ti, esposo. E começo até a pensar que já não tenho tempo para isso, quando é o mais importante. Sem Ele não podemos fazer nada. Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida.
Xavier: Pois, agora que o dizes, eu também tenho descuidado o nosso caminho de fé e deixei-me apanhar pelo “não tenho tempo”.
Carmo: Então temos de nos reorientar e voltar ao nosso caminho de santidade, de felicidade: o nosso Sacramento, a oração e, sempre que pudermos, ir à Eucaristia. O que te parece?
Xavier: Gosto muito dessa ideia. É nestes momentos que percebo que és a ajuda adequada que Deus me deu para ir até Ele.
Carmo: E eu dou graças a Deus por este marido que me deu.

 

Mãe,

Cuida de nós para que nunca nos afastemos do Senhor e assim caminhemos para o Céu, onde gozaremos todos juntos, dando glória a Deus. Bendito e louvado sejas para sempre, Senhor!

Procedei como credes. Comentário para os esposos – Jo 14, 7-14

Evangelho do dia
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João (14714)
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se Me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. Mas desde agora já O conheceis e já O vistes». Disse-Lhe Filipe: «Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta». Respondeu-lhe Jesus: «Há tanto tempo estou convosco e não Me conheces, Filipe? Quem Me vê, vê o Pai. Como podes tu dizer: ‘Mostra-nos o Pai’? Não acreditas que Eu estou no Pai e o Pai está em Mim? As palavras que vos digo, não as digo por Mim próprio, mas é o Pai, permanecendo em Mim, que faz as obras. Acreditai-Me: Eu estou no Pai e o Pai está em Mim. Acreditai ao menos pelas minhas obras. Em verdade, em verdade vos digo: Quem acredita em Mim fará também as obras que Eu faço e fará obras ainda maiores, porque Eu vou para o Pai. E tudo quanto pedirdes em meu nome, Eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, Eu a farei».
Procedei como credes.
Neste Evangelho, Jesus revela-nos uma verdade central da nossa fé: «quem Me vê, vê o Pai». N’Ele, Deus torna-Se visível, próximo, humano. Cristo não fala apenas de Deus: mostra-O com a própria vida. E este mistério ilumina profundamente o sacramento do matrimónio. Nós, os esposos cristãos, unidos em Cristo, somos chamados a ser sinal vivo do amor de Deus.
E, pela graça do nosso sacramento, participamos do Seu amor e, como nos ensina São João Paulo II, somos chamados a tornar visível o invisível. Os esposos, na vida quotidiana, nos gestos de entrega, de perdão e na nossa comunhão, refletimos o verdadeiro amor de Deus. Que grandeza a nossa vocação matrimonial! Ser, no meio do mundo, um reflexo vivo do amor divino. Ser sinal, presença e testemunho. Ser, com humildade e verdade, um lugar onde o nosso cônjuge e aqueles que nos rodeiam possam vislumbrar o rosto do Pai.
Transposição para a vida matrimonial:
Carla: António, lembras-te de quando começámos a rezar juntos? Para mim era algo natural, mas contigo muitas vezes tornava-se difícil.
António: Sim… custava-me muito. Sentia-me desconfortável e resistia, até a deixar-me acompanhar por ti.
Carla: E eu, sem me aperceber, por vezes pressionava-te. Era tão grande o meu desejo de te aproximar do Senhor, mas nem sempre o fazia com a delicadeza que Ele teria querido.
António: Querida, isso fazia com que eu me fechasse ainda mais. Mas, com o tempo e perseverando, o Senhor foi mudando o meu coração e comecei a ver a tua fé como um dom.
Carla: António, e eu aprendi a esperar e a confiar mais em Deus do que nas minhas próprias forças, porque compreendi que insistir só provocava rejeição.
António: Carla, agora compreendo que Deus também me fala através de ti e que deixar-me acompanhar pela tua mão me aproxima mais d’Ele.
Carla: E a mim ensina-me a amar-te com paciência, entrega e acolhimento, confiando sempre nos tempos de Deus.
Mãe,
Leva-nos ao Pai por Jesus e guia-nos para vivermos no Seu coração e nas Suas obras.
Bendito e louvado sejais para sempre, Senhor!

Caminho, Verdade, Vida Comentario para os esposos: João 14, 1-6

Evangelho do dia

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João 14, 1-6

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não se perturbe o vosso coração. Se acreditais em Deus, acreditai também em Mim.

Em casa de meu Pai há muitas moradas; se assim não fosse, Eu vos teria dito que vou preparar-vos um lugar?

Quando Eu for preparar-vos um lugar, virei novamente para vos levar comigo, para que, onde Eu estou, estejais vós também.

Para onde Eu vou, conheceis o caminho».

Disse-Lhe Tomé: «Senhor, não sabemos para onde vais: como podemos conhecer o caminho?».

Respondeu-lhe Jesus: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim».

 

Caminho, Verdade, Vida

O Senhor diz aos seus discípulos: «Não se perturbe o vosso coração.» Ele prepara-os para o momento da Cruz. E diz-lhes também: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida.»

Aqui dá-nos a chave para viver o Reino dos Céus e começar a vivê-lo aqui na terra.

– O Senhor é o caminho: e guia-nos com a Sua Palavra, dá-nos a Graça e, pela Sua Paixão e pela Sua Cruz, deixa-nos os sacramentos. A nós, em especial, dá-nos o sacramento do matrimónio, no qual, através da caridade conjugal, tornamos Cristo presente, que faz crescer o nosso amor e o derrama à nossa volta!

– O Senhor é a verdade: a verdade que está inscrita no nosso coração de cônjuges; somos chamados a amar-nos uns aos outros com o Seu Amor.

– O Senhor é a vida: porque quem n’Ele crer terá a vida eterna. Por isso, se vivermos com Cristo, por Cristo e em Cristo, viveremos o Céu aqui na terra.

Não vos parece atraente? E como se não bastasse, dá-nos a Sua Mãe como nossa Mãe para nos levar até Ele.

 

Transposição para a vida matrimonial:

Filomena: Sabes querido, Há já algum tempo que ando a pensar no quanto crescemos nestes anos, desde que começámos o percurso do nosso casamento.

Ricardo: Ah, sim, Filoomena? E a que conclusão chegaste?

Filomena: Pois bem, se não O tivéssemos conhecido, provavelmente estaríamos como muitos dos nossos amigos, separados ou cada um para seu lado… Porque é tão fácil deixar-se levar, mais ainda se não conhecermos toda esta verdade que estamos a descobrir.

Na realidade somos afortunados! Bem, agora vejo que mais do que afortunados, somos mimados pelo Senhor.

Ricardo: Pois é verdade, Filomena, tens razão… Não tinha parado para pensar em todas as luzes que estamos a receber e como isso nos tornou mais unidos… E tudo por termos dito sim à tua amiga Cristina, que nos propôs começar… e uma coisa levou à outra…

Filomena: Pois é! Meu Deus! O que um «sim» faz, não é?

Ricardo: E agora é a vez de dizer «sim» a um jantar romântico, está bem?

Filomena: Claro, Ricardo, isso sempre!

 

Mãe

Que, tal como tu, digamos «Sim» ao plano de Deus. Bendito e louvado seja o Senhor!