Olhar com o Teu olhar. Comentário para os esposos: Lc 6, 1-5

Evangelho do dia
Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 6, 15
Passava Jesus através das searas num dia de sábado e os discípulos apanhavam e comiam as espigas, debulhando-as com as mãos. Alguns fariseus disseram «Porque fazeis o que não é permitido ao sábado?». Respondeu-lhes Jesus: «Não lestes o que fez David, quando ele e os seus companheiros sentiram fome? Entrou na casa de Deus, tomou e comeu os pães da proposição, que só aos sacerdotes era permitido comer, e também os deu aos companheiros». E acrescentou; «O Filho do homem é senhor do sábado».
Olhar com o Teu olhar
Jesus, hoje convidas-nos a olhar com o Teu olhar. Os fariseus ficam-se pelo cumprimento da lei; Tu, porém, vais mais além e vês o coração. Enquanto eles veem uma ação a julgar, Tu, Senhor, vês uma necessidade de acolher e uma pessoa para amar.
Senhor, quantas vezes olho para o meu cônjuge a partir daquilo que lhe falta, daquilo que espero dele, daquilo que gostaria de mudar! E, sem me dar conta, deixo de contemplar o mistério que tenho diante de mim — um filho amado por Ti, uma pessoa que Tu conheces muito mais profundamente do que eu.
Ensina-nos a olhar para o nosso cônjuge a partir do Teu Coração. A descobrir nele não apenas aquilo que precisa de ser transformado, mas também a obra silenciosa da Tua graça, aquilo que Tu estás a fazer no oculto e que os nossos olhos ainda não alcançam. Dá-nos a graça de o receber como esse dom que ainda não sabemos valorizar suficientemente, de o amar na verdade de quem ele é e de o acolher com gratidão, sem pretender moldá-lo à nossa medida.
Senhor, o que vês Tu no meu cônjuge que eu ainda não sei valorizar? Ensina-me a olhar para ele como Tu o olhas e a amá-lo a partir do Teu Coração.
Transposição para a vida matrimonial:
Mariana: Gonçalo, porque é que compraste tudo isto? Mandei-te uma lista e disse-te que comprasses apenas o necessário. Há uma data de coisas que não estavam na lista!
Gonçalo: Eu sei… Mas vi algumas coisas e pensei que vocês podiam gostar. Comprei o chocolate de que gostas e um miminho para a miúda. Só vos queria dar uma alegria este fim de semana.
Mariana: Gonçalo… perdoa-me.
Gonçalo: Porquê?
Mariana: Porque estou a olhar para o que compraste, mas não estou a olhar para o teu coração. Não o fizeste por irresponsabilidade, mas a pensar em nós.
Gonçalo: Só queria dar-vos um miminho. Estava todo contente por chegar a casa e ter uma surpresa para vos dar.
Mariana: Ai, Gonçalo… Só posso dar graças a Deus por me mostrar a pobreza do meu coração. Como é fácil ficar presa a fazer as coisas bem, segundo o nosso critério, e esquecer-se da pessoa que temos diante de nós. Como os fariseus no Evangelho de hoje, tão preocupados com a norma que se esqueciam das pessoas. E eu estava a fazer o mesmo contigo. Estava a olhar para a lista e não para o teu coração… nem para o carinho com que o tinhas feito.
Gonçalo: Não te preocupes, Mariana. Agora percebo que só querias fazer as coisas bem. Obrigado por veres as coisas de outra maneira.
Mariana: Hoje Nosso Senhor ensinou-me que, antes de olhar para o que fazes, quero aprender a olhar para o teu coração. Quero olhar para as tuas intenções, o teu carinho e o amor que está por trás de cada gesto.
Mãe,
Ensina-nos a olhar para o nosso cônjuge com o olhar do Teu Filho, a cuidar do seu coração e a descobrir nele o dom que Deus nos confiou. Bendito e louvado sejas para sempre, Senhor.


Casamento novo. Comentário para os esposos: Lucas 5, 33-39

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas 5, 33-39

Naquele tempo, os fariseus e os escribas disseram a Jesus: «Os discípulos de João Batistae os fariseus jejuam muitas vezes e recitam orações. Mas os teus discípulos comem e bebem». Jesus respondeu-lhes: «Quereis vós obrigar a jejuar os companheiros do noivo, enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo lhes será tirado; nesses dias jejuarão». Disse-lhes também esta parábola: «Ninguém corta um remendo de um vestido novo, para o deitar num vestido velho, porque não só rasga o vestido novo, como também o remendo não se ajustará ao velho. E ninguém deita vinho novo em odres velhos, porque o vinho novo acaba por romper os odres, derramar-se-á e os odres ficarão perdidos. Mas deve deitar-se vinho novo em odres novos. Quem beber do vinho velho não quer do novo, pois diz: ‘O velho é que é bom’».

Casamento novo

Cristo faz referência ao Esposo e, inevitavelmente, interpela-nos diretamente a nós, os casais. Cristo é o Esposo que vem ao nosso encontro e que deseja entrar na nossa vida conjugal. O casamento não é simplesmente duas pessoas que tentam amar-se melhor; é uma vocação na qual Cristo deseja fazer-se presente e renovar o nosso amor.

Muitas vezes queremos viver um casamento novo com um coração velho. Queremos que o nosso cônjuge mude, que as nossas circunstâncias mudem, que haja mais diálogo, mais carinho, mais paciência… mas continuamos a reagir da mesma forma: defendendo o nosso ponto de vista, guardando mágoas, exigindo do outro ou tentando mudá-lo.

O vinho novo é Cristo. E os odres novos somos nós, quando deixamos que Ele nos transforme. Não se trata de colocar um pequeno «remendo» cristão sobre a nossa forma de viver o casamento. Não basta rezar um pouco mais ou ir à missa aos domingos para continuarmos depois a viver a partir do egoísmo, da exigência ou da autossuficiência. Cristo quer dar-nos um amor novo: um amor capaz de perdoar, de se entregar, de esperar, de compreender e de procurar o bem do outro antes do próprio, e isso requer um coração novo.

Peçamos hoje ao Senhor que não tentemos remendar o nosso casamento com pequenos remendos, mas que nos conceda «odres novos»: um coração capaz de receber o vinho novo do Seu Amor. Porque quando Cristo renova o nosso coração, também o nosso casamento começa a renovar-se.

Transposição para a vida matrimonial:

Nuno: Já não sei o que fazer contigo. Conversamos e acabamos sempre da mesma forma.

Susana: Porque tu também não me ouves. Só queres que eu faça as coisas como tu dizes.

Nuno: É que parece que não te importas com nada do que faço!

Susana: Eu importo-me. Mas estou cansada de sentir que, faça o que fizer, nunca é suficiente para ti.

Houve um silêncio. Ambos estavam magoados. Já há algum tempo que tentavam resolver aquela situação, mas cada conversa acabava por abrir uma nova ferida.

Nuno: Talvez estejamos a tentar salvar o nosso casamento com as nossas próprias forças.

Susana: E o que queres que façamos?

Nuno: Não sei… Mas hoje, durante a oração, veio-me à mente o Evangelho: «Vinho novo, odres novos». Talvez estejamos a pedir um amor novo, mas continuamos a ser os mesmos de sempre.

Susana: Pode ser. Há dias que ando a pedir a Jesus que sejas tu a mudar.

Nuno: Hehe! E eu há dias que ando a pedir-Lhe que sejas tu a mudar.

Susana: Então, talvez sejamos nós que tenhamos de mudar.

Nuno: Bem, talvez seja melhor dizer que… somos nós que temos de deixar que Jesus nos mude.

Susana: Tens razão, Nuno! Depois, na nossa oração conjugal, pedimos ao Senhor que nos transforme o coração.

Mãe,

Ajuda-nos a deixar que o Teu Filho transforme o nosso coração para que possamos recebê-Lo como Tu o fizeste. Louvado seja o Senhor!


O Senhor surpreende-nos. Comentário para os esposos: Lucas 5, 1-11

Leitura do Santo Evangelho segundo S. Lucas 5, 111

Naquele tempo, encontrando-se junto do lago de Genesaré, e comprimindo-se à volta dele a multidão para escutar a palavra de Deus,Jesus viu dois barcos que se encontravam junto do lago. Os pescadores tinham descido deles e lavavam as redes. Entrou num dos barcos, que era de Simão, pediu-lhe que se afastasse um pouco da terra e, sentando-se, dali se pôs a ensinar a multidão. Quando acabou de falar, disse a Simão: «Faz-te ao largo; e vós, lançai as redes para a pesca.»  Simão respondeu: «Mestre, trabalhámos durante toda a noite e nada apanhámos; mas, porque Tu o dizes, lançarei as redes.» Assim fizeram e apanharam uma grande quantidade de peixe. As redes estavam a romper-se, e eles fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco, para que os viessem ajudar. Vieram e encheram os dois barcos, a ponto de se irem afundando. Ao ver isto, Simão Pedro caiu aos pés de Jesus, dizendo: «Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador.»  Ele e todos os que com ele estavam encheram-se de espanto por causa da pesca que tinham feito; o mesmo acontecera  a Tiago e a João, filhos de Zebedeu e companheiros de Simão.Jesus disse a Simão Pedro: «Não tenhas receio; de futuro, serás pescador de homens.»  E, depois de terem reconduzido os barcos para terra, deixaram tudo e seguiram Jesus.

O Senhor surpreende-nos. 
Quantas vezes o Senhor nos surpreende, e quantas outras nos quereria surpreender e nós não nos deixamos. A iniciativa é sempre d’Ele, mas é necessário que nos deixemos transformar pela Sua graça. De Deus recebemos a chamada, a vocação, a fé, a força, a graça, mas cabe-nos a nós acolhê-la e vivê-la. Quando nos abandonamos n’Ele e deixamos de lado os nossos critérios, Ele age e o impossível torna-se possível. Então podemos dizer como Pedro: “Senhor, afasta-Te de mim, que sou um homem pecador”, porque vemos o Seu poder e a Sua grandeza e reconhecemos a nossa pequenez. E também a nós, como a Pedro, Ele diz: “Não temas, ânimo, levanta-te, Eu estou contigo.” No nosso matrimónio, também devemos deixar que o Senhor suba à nossa barca, e assim alcançaremos uma pesca milagrosa, algo inimaginável: um matrimónio santo. Deus nunca deixa de nos encher com a Sua graça. Bendito seja Deus e bendito sacramento do matrimónio.

Transposição para a vida Matrimonial

Maria e Xavier levam vários dias distanciados. Sempre que tentam falar de um problema relacionado com os filhos, acabam a discutir.
Xavier: Acabamos sempre na mesma. Não há maneira de falar contigo.
Maria: Nunca me escutas.
Os dois estão cansados. Ambos acreditam que têm razão. Ambos sentem que já fizeram tudo o que podiam.
Depois de alguns minutos de silêncio, Maria recorda a cena da pesca milagrosa e pensa:
“Se calhar estamos a tentar levar o nosso matrimónio para a frente com as nossas próprias forças. Talvez o Senhor me esteja a pedir algo que, neste momento, eu não quero fazer.”
Maria: Agora não me apetece falar. Estou magoada e continuo a achar que tenho razão. Mas não quero que isto termine assim. Podemos pedir ao Senhor que suba à nossa barca?
Xavier: Eu também não tenho vontade e também estou ferido. E acho que tu não entendes o que eu sinto. Mas… talvez tenhas razão. Estamos a tentar resolver tudo sozinhos. Vamos recorrer à oração, parece-te bem?
Maria: Senhor, nós não sabemos como sair disto. Lançámos as nossas redes e não apanhámos nada. Mas, se Tu nos disseres onde as lançar, queremos confiar em Ti.
Xavier: Maria, perdoa-me. Antes de tentar que entendesses a minha posição, devia ter tentado compreender o teu coração.
Maria: E perdoa-me tu a mim. Estava mais preocupada em defender-me do que em amar-te.
O problema não desaparece magicamente naquela noite. Mas algo mudou: deixaram o Senhor entrar na sua barca. E onde antes só havia cansaço, queixas e impotência, começa a surgir uma graça nova: humildade, perdão e esperança.

Mãe

Mãe nossa. Ensina-nos a viver junto de Jesus em todos os momentos. Bendita sejas, Mãe.


Tudo como Tu, Senhor. Comentário para os esposos: Lucas 4, 38-44

Evangelho do dia

Leitura do Evangelho segundo São Lucas 4, 38-44

 

Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e entrou em casa de Simão. A sogra de Simão estava com febre muito alta e pediram a Jesus que fizesse alguma coisa por ela. Jesus, aproximando-Se da sua cabeceira, falou imperiosamente à febre, e a febre deixou-a. Ela levantou-se e começou logo a servi-los. Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes com diversas enfermidades traziam-nos a Jesus e Jesus, impondo as mãos sobre cada um deles, curava-os. De muitos deles saíam demónios, que diziam em altos gritos: «Tu és o Filho de Deus». Mas Jesus, em tom severo, impedia-os de falar, porque sabiam que Ele era o Messias. Ao romper do dia, Jesus dirigiu-Se a um lugar deserto. A multidão foi à procura d’Ele e, tendo-O encontrado, queria retê-l’O, para que não os deixasse. Mas Jesus disse-lhes: «Tenho de ir também às outras cidades anunciar a boa nova do reino de Deus, porque para isto fui enviado». E pregava pelas sinagogas da Judeia.
Palavra da salvação.

 

Tudo como Tu, Senhor.

Querido Senhor, que grande presente nos ofereceste, impossível de agradecer suficientemente. Ao tornares-Te homem, não só nos redimiste e abriste as portas do Céu, como também nos ensinas a viver.

Só temos de Te ouvir. Em silêncio. Atentos ao que nos queres dizer. E depois traduzir isso em obras.

Neste Evangelho, vemos-Te a dar a vida.

Entregando aos outros cada momento do Teu dia. Com um aspeto fundamental: sustentado na oração para procurar fazer, em cada ocasião, a vontade do Pai. Ajudando, evangelizando, entregando-Te… Sem olhar para o Teu cansaço, sem olhar se Te correspondiam. Sem olhar para Ti mesmo. Apenas olhando para o Pai e para o próximo.

Senhor, que eu me entregue assim ao meu cônjuge/à minha esposo/a. Sem olhar para mim mesmo. Sem fazer contas. Sem esperar nada em troca. Afastando-me dos meus critérios. Procurando apenas fazer a Tua Vontade. Fazer tudo como Tu o farias.

Ajuda-me a esquecer-me de mim mesmo, a olhar apenas para Ti e a dedicar-me apenas a entregar-me em cada ocasião, a acolher tudo com o Teu amor. A amar como Tu amarias

Jesus, ajuda-me a perseverar. Eu faço a minha parte: oração, sacramentos, formação e obras de amor. Tu farás o resto.

Muito obrigado, Senhor, por me dares a graça para o conseguir.

 

Transposição para a vida matrimonial

Luis: Lucia, perdoa-me. Na minha oração, apercebi-me que ontem estive muito centrado em mim mesmo, sem me colocar no teu lugar. E isso fez com que ficasse mais irritadiço e te falasse mal.  Perdoa-me.

Lucia: Muito obrigada, Luis. Dou muitas graças a Deus pelo que Ele vai fazendo nos nossos corações. Antes, passávamos por muitas situações como essa, mas não nos apercebíamos e culpávamo-nos um ao outro. Sem oração, Deus não nos pode dar a Sua luz, não nos pode guiar.

Luis: Sem dúvida. Sem oração, é inevitável ver a vida apenas da minha perspetiva. E engano-me ao pensar que tenho razão. Sem a luz de Deus, ando às cegas. E na oração, quando me calo e O escuto, Deus guia-me.

Lúcia: Sim, e mostra-me o meu egoísmo, os meus apegos… para que, a partir daí, eu possa ir definindo tarefas concretas para me libertar desses desequilíbrios e crescer em virtude e em amor.

Luis: É verdade que é difícil. Sobretudo no início, o que mais me custava era perseverar na oração e estar atento a ir cumprindo essas tarefas. E quando não o fazia, voltava ao inferno de ver tudo negro. Mas, ao perseverar, Deus vai conseguindo realizar a Sua obra nos nossos corações e isso é uma libertação. Quão grande é o Senhor!

 

Mãe,

Por favor, ajuda-nos a perseverar na oração e no caminho da purificação, para que o Teu Filho nos possa ensinar a amar. Bendito seja Deus!


A autoridade do amor. Comentário para os esposos: Lucas 4, 31-37


Evangelho do dia

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas 4, 31-37 
Naquele tempo, Jesus desceu a Cafarnaum, cidade da Galileia, e ali ensinava aos sábados. Todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque falava com autoridade. Encontrava-se então na sinagoga um homem que tinha um espírito de demónio impuro, que bradou com voz forte: «Ah! Que tens que ver connosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos destruir? Eu sei quem Tu és: o Santo de Deus». Disse-lhe Jesus em tom severo: «Cala-te e sai desse homem». O demónio, depois de o ter arremessado para o meio dos presentes, saiu dele sem lhe fazer mal nenhum. Todos se encheram de assombro e diziam entre si: «Que palavra esta! Ordena com autoridade e poder aos espíritos impuros e eles saem!». E a fama de Jesus espalhava-se por todos os lugares da região.
A autoridade do amor
Já vos aconteceu ficarem maravilhados ao ouvir um sacerdote ou alguém falar sobre as coisas de Deus ou sobre alguma verdade relativa ao casamento ou à família? Isso acontece quando esse sacerdote ou essas pessoas, ungidas pelo Espírito Santo, falam com Verdade. E, tal como acontecia com Jesus, todos os ouviam e ficavam maravilhados porque falavam com autoridade.
Assim pode acontecer também no nosso casamento, quando falamos com o nosso cônjuge a partir do coração. Quando o fazemos a partir da oração e falamos com a ajuda do Espírito Santo, podemos falar com «autoridade» e a partir do Amor, para podermos transmitir tudo o que o Senhor quer que nos mostremos uns aos outros, derrubando as barreiras que os espíritos impuros querem erguer entre nós para nos dividir e, assim, tornar-nos uma só carne.
Transposição para a vida Matrimonial 
Afonso: Tenho de te dizer que, depois destes meses de oração conjugal, o nosso casamento mudou imenso.
Laura: Que alegria ouvir-te dizer isso, Afonso! Eu já tinha notado, mas não sabia se tu também te tinhas apercebido.
Afonso: Sei que sou um pouco mais lento a perceber estas coisas e que me custa mais dar-me conta de alguns sinais, queirda. Na verdade, antes sentia que havia alguma desconfiança entre nós e agora respira-se comunhão, paz e tranquilidade.
Laura: É verdade, antigamente tinha sempre alguma desconfiança, mas, com a oração, fomos abrindo os nossos corações e fomos derrubando todas essas barreiras e desconfianças. Agora já não há segredos nem recantos escondidos entre nós.
Afonso: É que o diabo não tem lugar onde não há segredos.
Mãe,
Pedimos-Te que nos concedas a humildade necessária para abrir o nosso coração na oração conjugal.
Glória e louvor a Deus!