Amar-Te como Maria Madalena Comentario para os Esposos: Jo 10, 1-2, 11-18

Evangelho do dia

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João 10, 1-2, 11-18

No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo logo de manhã, ainda escuro, e viu retirada a pedra que o tapava. Maria estava junto ao túmulo, da parte de fora, a chorar. Sem parar de chorar, debruçou-se para dentro do túmulo, e contemplou dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha estado o corpo de Jesus, um à cabeceira e o outro aos pés. Perguntaram-lhe: «Mulher, porque choras?» E ela respondeu: «Porque levaram o meu Senhor e não sei onde o puseram.»
Dito isto, voltou-se para trás e viu Jesus, de pé, mas não se dava conta que era Ele. E Jesus disse-lhe: «Mulher, porque choras? Quem procuras?» Ela, pensando que era o encarregado do horto, disse-lhe: «Senhor, se foste tu que o tiraste, diz-me onde o puseste, que eu vou buscá-lo.» Disse-lhe Jesus: «Maria!» Ela, aproximando-se, exclamou em hebraico: «Rabbuni!» – que quer dizer: «Mestre!» Jesus disse-lhe: «Não me detenhas, pois ainda não subi para o Pai; mas vai ter com os meus irmãos e diz-lhes: ‘Subo para o meu Pai, que é vosso Pai, para o meu Deus, que é vosso Deus.’» Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos: «Vi o Senhor!» E contou o que Ele lhe tinha dito.

Amar-Te como Maria Madalena

Meu querido Senhor, adoro as três Marias do Evangelho: a Tua Mãe, Maria de Betânia e Maria Madalena. Que amor tão grande que elas tinham por Ti! Por favor, Senhor, ensina-me a amar-Te como elas. Sei que, se perseverar na oração e nos sacramentos, tentando viver cada segundo na Tua presença, vais poder ensinar-me.

Que grande ternura a de Maria Madalena! Como Te procurava, como chorava perante a Tua ausência! Mas chorava tanto que não Te reconhecia quando estavas ao seu lado. Senhor, quantas vezes choro porque, nos meus problemas, não vejo nada e parece-me que não estás presente. E Tu estás sempre ao meu lado. A sofrer mais do que eu, porque o Teu Coração é muito mais sensível. Jesus, que eu confie totalmente em Ti. Tu sabes tudo, Tu podes tudo. Se permites que as coisas aconteçam, é porque daí vais tirar um bem maior, se eu as abraçar contigo.

Senhor, que eu aproveite cada ocasião para Te amar mais. Para Te amar mais onde dói. E para Te amar sobretudo no meu cônjuge. Que eu seja como Tu para ele. Que esteja muito atenta, que corra ao seu encontro. Que olhe para o seu coração. Que lhe faça perguntas. Que o console. Que o ame. Senhor, ao amar o meu marido/a minha mulher, amo-Te a Ti.

Transposição para a vida matrimonial:

Gonçalo: Teresa, neste momento de oração, quero pedir-te desculpa por ter estado de tão mau humor. E quero agradecer-te especialmente por não te teres zangado, por me teres acolhido. É maravilhoso ver como mudaste, como me ajudas nos meus momentos difíceis.

Teresa: Gonçalo, gosto muito de ti. É o amor de Deus que faz isso, não sou eu. Antes, eu era incapaz. O meu orgulho dominava-me, parecia-me injusto que reagisses dessa maneira. Agora vivo isto com Jesus. Sinto-me tão amada, tão perdoada, que só quero amar como Ele. E essas ocasiões complicadas são perfeitas para o fazer. Por isso, mil vezes obrigada!

Gonçalo: He, he! Então vou resmungar mais para te dar mais oportunidades! Estou a brincar! Por favor, ajuda-me a avançar neste caminho. Quero amar muito mais o Senhor e, assim, poder amar-te muito mais a ti, que mereces tudo. O que hei de fazer para lá chegar?

Teresa: Então, a partir de hoje vamos dedicar-nos mais à oração. É na oração que vamos descobrindo o amor de Deus e onde Jesus nos vai mostrando o que nos impede de amar como Ele: o nosso amor-próprio. E vamos aproveitar o verão para irmos todos os dias juntos à missa. Conscientes de que, cheios de Jesus Eucaristia, vamos poder entregar-nos como Ele. E vamos propor-nos ajudar-nos mutuamente para aproveitar cada situação complicada como uma oportunidade para aprender a amar. Parece-te bem?

Gonçalo: Vamos a isso! Obrigado, Senhor!

Mãe,

Por favor, ensina-me a amar o Teu Filho como Tu. Ajuda-me a acolher o Seu Amor infinito para amar como Ele. Bendito e louvado seja Deus!

A Sua vontade. Comentario para os esposos: Mateus 12, 46-50

Leitura do Santo Evangelho  segundo São Mateus 12, 4650
Naquele tempo, enquanto Jesus estava a falar à multidão, chegaram sua Mãe e seus irmãos. Ficaram do lado de fora e queriam falar-Lhe. Alguém Lhe disse: «Tua Mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo». Mas Jesus respondeu a quem O avisou: «Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?». E apontando para os discípulos, disse: «Estes são a minha mãe e os meus irmãos: todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos Céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe».
A Sua vontade.
Como  é fácil para nós, por vezes, dizer que queremos fazer «a vontade de Deus», mas como nos custa fazê-la realmente! A nossa concupiscência, os nossos critérios, a nossa tendência para a vitimização, para o conforto, para a vaidade, para a preguiça… Quantas vezes a nossa natureza decaída nos impede de discernir e de viver, dia após dia, a verdadeira vontade do Senhor, para podermos levar a cabo o Seu plano no nosso casamento.
Por esta razão, o importante é conhecer o caminho que nos conduz à santidade e permanecer nele. Devemos perseverar, ajudar-nos uns aos outros e, acima de tudo, entre nós, os cônjuges, devemos ver-nos como irmãos, com a dignidade de filhos de Deus, e não como um obstáculo ou como se fôssemos inimigos. Devemos compreender que cada um tem as suas fraquezas, mas também os seus dons, que devemos colocar ao serviço do outro para podermos chegar mais cedo ao Céu e não exigir aquilo que nem sequer nós próprios alcançámos ainda.
Transposição para a vida Matrimonial:
(Paula chega a casa exausta, depois de um dia difícil no trabalho e de mau humor por causa do calor insuportável, e pensa para si mesma: «Basta! Mais um dia em que o Gonçalo saiu de manhã sem fazer a cama; ainda por cima, levanta-se mais tarde e sou eu que tenho de levar os miúdos! Quando ele chegar a casa, vou dizer-lhe umas verdades.»)
(Gonçalo chega a casa também exausto, depois de ir buscar os miúdos à escola, mas, feliz por ver a Paula, dá-lhe um beijo, sem se aperceber da sua cara de raiva.)
Gonçalo: Olá, querida! Como foi o teu dia? Meninos, deixem as coisas arrumadas e vão tomar banho, que cheiram pior que leões enjaulados! Bolas, que calor insuportável! Meu amor, hoje sou eu que faço o jantar; senta-te ao lado do ventilador e bebe um copo de água bem fresca.
Paula: Gonçalo, acabas de me desarmar.

Gonçalo: O que é que se passa, querida? Não te estou a perceber, estás bem?

Paula: Bem… é que fiquei muito zangada quando cheguei a casa e vi a cama por fazer. Fiquei a remoer a tarde toda e a pensar em como te ia ralhar. Mas acabaste de desmontar todos os meus argumentos com a tua atitude. Agora percebo que não foi má intenção não teres feito a cama, mas sim um mero descuido.

Gonçalo: Ai, querida! A sério que me esqueci outra vez? Sou um desastre, perdoa-me! Olha que todos os dias acordo e peço a Deus que me ajude a fazer a Sua vontade e a vencer toda a minha preguiça, a minha desorganização… mas há alguns descuidos que não consigo superar.

Paula: Não me peças desculpa, acho que desta vez é a mim que o Senhor está a dar uma lição. Tu és um amor e sou eu que devo ver-te como o tesouro que és. Eu devia agradecer a oportunidade que o Senhor me dá quando vejo que deixas a cama por fazer para trabalhar as minhas paixões, colocar os meus dons ao teu serviço e, assim, dar glória a Deus.

Mãe,
Que sejamos conscientes de todas as oportunidades que o Senhor nos oferece para cumprirmos a Sua vontade.
Bendito seja Deus!


Não exigir provas. Comentario para os esposos: Mateus 12, 38-42

Leitura do Santo Evangelho segundo São Mateus 12, 38-42

Naquele tempo, alguns escribas e fariseus disseram a Jesus: «Mestre, queremos ver um sinal da tua parte». Mas Jesus respondeu-lhes: «Esta geração perversa e infiel pretende um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta Jonas. Assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim o Filho do homem estará três dias e três noites no seio da terra. No dia do Juízo, os homens de Nínive levantar-se-ão com esta geração e hão de condená-la, porque fizeram penitência quando Jonas pregou; e aqui está quem é maior do que Jonas. No dia do Juízo, a rainha do Sul erguer-se-á com esta geração e há de condená-la, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão; e aqui está quem é maior do que Salomão».

Não exigir provas

Neste Evangelho, Jesus denuncia uma atitude que também pode surgir no casamento: a necessidade constante de “provas” para acreditar no amor do outro. Os fariseus pedem um sinal extraordinário, mas são incapazes de reconhecer a presença de Deus que já têm diante deles. O mesmo pode acontecer connosco quando esperamos gestos espetaculares para nos sentirmos amados e deixamos de valorizar os pequenos sinais do dia-a-dia: uma conversa, uma renúncia, um serviço silencioso, um olhar cheio de carinho ou um perdão sincero.

No entanto, o Senhor convida-nos a que a pergunta não seja tanto: “O que é que o meu marido ou a minha mulher ainda tem de fazer para me provar que me ama?”, mas antes: “Tenho um coração disposto a reconhecer o amor que já recebo e a deixar-me transformar por ele?”

Quando o coração se habitua a exigir provas, acaba por ficar cego aos dons que Deus já está a oferecer. Pelo contrário, quando aprendemos a contemplar com gratidão, descobrimos que Cristo continua a fazer milagres no nosso lar através da paciência, da fidelidade, da reconciliação e do serviço mútuo.

O Senhor recorda-nos que o maior sinal será a sua entrega total na cruz e a sua ressurreição. O verdadeiro amor não se demonstra com fogo de artifício, mas com uma entrega perseverante, mesmo quando custa. Também os esposos são chamados a fazer da sua vida um “sinal de Jonas”: morrer para o egoísmo para que o amor renasça todos os dias.

 

Transposição para a vida Matrimonial:

Maria: Afonso, há dias que espero um sinal de que me amas.

Afonso: E o facto de te  tentar acompanhar em todos os planos que me propões?

Maria: Bem… isso acho que é o normal. Esperava algo mais espetacular… uma serenata, uma viagem a Paris… não sei, qualquer coisa com fogo de artifício!

Afonso: Ah, então és como os fariseus do Evangelho: “Senhor, dá-nos um sinal.”

Maria: Bem… um bocadinho.

Afonso: O problema é que, quando se espera o extraordinário, deixa-se de ver o que é quotidiano. Jesus disse-lhes que já tinham diante deles o maior sinal e não o reconheceram.

Maria: É verdade. Às vezes também não vejo os teus pequenos gestos de carinho porque estou à espera de outros mais chamativos.

Afonso: Reconheço que, por vezes, faço o mesmo contigo e exijo que sejas de uma forma que não és.

Maria: Então o milagre não é aparecer fogo de artifício…

Afonso: …mas descobrir que o amor se demonstra todos os dias, nos gestos mais simples.

Maria: Bem… e se um dia aparecer também uma viagem a Paris…

Afonso: Esse milagre ainda vamos ter de continuar a rezá-lo mais um bocadinho.

 

Mãe,
ensina-nos a reconhecer a presença de Jesus na simplicidade de cada dia. Que não vivamos à espera de grandes sinais, mas saibamos descobrir o milagre de um amor que se entrega com paciência, perdão e fidelidade.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.


Joio fecundo. Comentario para os esposos: Mateus 13 24-30

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São  Mateus  13 24-30

Naquele tempo, Jesus disse às multidões mais esta parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se a um homem que semeou boa semente no seu campo. Enquanto todos dormiam, veio o inimigo, semeou joio no meio do trigo e foi-se embora. Quando o trigo cresceu e começou a espigar, apareceu também o joio. 

Os servos do dono da casa foram dizer-lhe: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem então o joio?’. 

Ele respondeu-lhes: ‘Foi um inimigo que fez isso’. Disseram-lhe os servos: ‘Queres que vamos arrancar o joio?’.

‘Não! – disse ele – não suceda que, ao arrancardes o joio, arranqueis também o trigo. Deixai-os crescer ambos até à ceifa e, na altura da ceifa, direi aos ceifeiros: Apanhai primeiro o joio e atai-o em molhos para queimar; e ao trigo, recolhei-o no meu celeiro’».

Joio fecundo

O que quero arrancar no meu matrimónio? O joio do meu esposo ou da minha esposa é testemunha da colheita do meu coração.O seu joio revela o meu. É o despertar da consciência da minha alma. É a porta estreita para a minha vida divina. O seu joio é o arado que revolve o meu espírito e prepara a minha alma para a grande sementeira. É um não compreender que me abre, pela fé, à Providência (sol, chuva, seca, inundação…). É, na Sua esperança, deixar-me despojar e despir por Cristo de tudo aquilo que não sou. É o instrumento da graça que aduba e transforma a minha vida em trigo abundante através da Sua Caridade. Se o arrancares… vais perder tudo isto!

Transposição para a vida matrimonial:

Maria andava há vários dias a preparar, com entusiasmo, o almoço de família. Ao vê-lo, o seu esposo, João, comentou sem pensar:

— Fizeste comida a mais. Vai sobrar imenso. É sempre a mesma coisa.

Maria pensou: «Ele nunca valoriza aquilo que faço.» Esteve prestes a responder com dureza e frieza, mas lembrou-se da parábola do joio.

«Senhor, aqui está o joio que vejo no João: a forma como fala, que me magoa. Mas o que está isto a revelar no meu coração?»

Fez alguns segundos de silêncio. Descobriu que, para além das palavras de João, o que realmente lhe doía era a sua necessidade de ser reconhecida e de que tudo corresse como ela tinha idealizado.

João, ao reparar no silêncio de Maria, também refletiu:

«A reação dela mostra-me a minha falta de delicadeza. Senhor, transforma o meu coração.»

Aproximou-se dela e disse:

— Perdoa-me, Maria. Obrigado por todo o carinho que colocas em cuidar da nossa família.

— Não, perdoa-me tu, João — respondeu Maria. — O Senhor quer purificar o meu orgulho através desta situação.

Antes de o resto da família chegar, rezaram juntos para agradecer o caminho que estavam a percorrer:

— Jesus, ajuda-nos a não arrancar o joio um do outro, mas a permitir que, através dele, transformes o nosso coração.

A dificuldade não desapareceu, mas compreenderam que o defeito do outro podia tornar-se, pela graça, o caminho para fazer crescer o verdadeiro trigo: o amor de Cristo no seu matrimónio.

Mãe,

Tu, que és a Cheia de Graça, guia-me até ao teu Filho, Caminho para a vida eterna. Seja para sempre bendito e louvado Aquele que, com o Seu Sangue, nos redimiu.

Misericórdia. Comentario para os esposos: Mateus 12, 1-8

Evangelho do dia:

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 12, 1-8

Naquele tempo, Jesus passou através das searas em dia de sábado, e os discípulos, sentindo fome, começaram a apanhar e a comer espigas. Os fariseus viram e disseram a Jesus: «Vê como os teus discípulos estão a fazer o que não é permitido ao sábado». Jesus respondeu-lhes: «Não lestes o que fez David, quando ele e os seus companheiros sentiram fome? Entrou na casa de Deus e comeu dos pães da proposição, que não era permitido comer, nem a ele nem aos seus companheiros, mas somente aos sacerdotes. Também não lestes na Lei que, ao sábado, no templo, os sacerdotes violam o repouso sabático e ficam isentos de culpa? Eu vos digo que está aqui alguém que é maior que o templo. Se soubésseis o que significa: ‘Eu quero misericórdia e não sacrifício’, não condenaríeis os que não têm culpa. Porque o Filho do homem é Senhor do sábado».

 

Misericórdia

Que coração tão fechado o dos fariseus!

Julgam e condenam os discípulos por infringirem a lei e aproveitam para atacar mais uma vez Jesus. Quantas vezes agimos assim com o nosso cônjuge, com os nossos filhos, com os colegas de trabalho…? Exigindo e julgando quando não correspondem às nossas expectativas, aplicamos-lhes a regra sem uma pitada de misericórdia. O Senhor ensina-nos que o mais importante é o amor; Ele não vem para abolir a Lei, mas para lhe dar cumprimento e plenitude, mas coloca a pessoa em primeiro lugar. Não devemos prestar a Deus um culto vazio e estéril; nas palavras de São João da Cruz: «Onde não há amor, põe amor e tirarás amor».

 

Transposição para a vida matrimonial

Rosa: Pedro, já não aguento mais. Já te disse um milhão de vezes que a máquina de lavar louça tem de ser enchida antes de irmos para a cama. A bancada está outra vez cheia de formigas, é sempre a mesma coisa todos os dias…

Pedro: E tu? Deixaste outra vez as compras sem arrumar e os legumes descongelaram-se… lá não vão as formigas?

(A filha mais nova entra na cozinha e fica a olhar para eles, muito séria)

Rosa: Ai, Pedro. Já estamos a discutir

outra vez, como antes… desculpa. Vem cá, minha pequenina, vamos dar um grande abraço ao pai e eu vou pedir-lhe desculpa, está bem?

Pedro: São estas as minhas meninas! Vamos lá, um abraço dos

três juntos. Adoro-vos imenso! E, claro que te perdoo… Rosa. Perdoa-me tu também.

Rosa: Vamos lá, pequenina, vai avisar os teus irmãos que está na hora do pequeno almoço. Vamos começar juntos, a dar graças pela refeição.

Pedro: Como é que voltamos a cair tão depressa! Ainda bem que o Senhor nos dá meios para acalmar rapidamente as nossas paixões, para que a queda seja pequena.

Rosa: Que dor! No olhar da Rosita vi que o medo e a desconfiança voltaram; sim, essas más paixões que me levaram a falar-te assim acalmaram-se rapidamente… Obrigada, Senhor!

Pedro: Muito bem, já estamos todos aqui. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, abençoa, Senhor, estes alimentos…

 

Mãe

da Misericórdia, Mãe do Nosso Salvador, cobre-nos com o Teu Manto e leva-nos até ao Céu, junto a Ele. Bendito e louvado seja o Senhor!