Evangelho do dia
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como a dá o mundo. Não se perturbe nem intimide o vosso coração. Ouvistes que Eu vos disse: Vou partir, mas voltarei para junto de vós. Se Me amásseis, ficaríeis contentes por Eu ir para o Pai, porque o Pai é maior do que Eu. Disse-vo-lo agora, antes de acontecer, para que, quando acontecer, acrediteis. Já não falarei muito convosco, porque vai chegar o príncipe deste mundo. Ele nada pode contra Mim, mas é para que o mundo saiba que amo o Pai e faço como o Pai Me ordenou».
Escolhe o outro
Quando deixamos entrar o príncipe deste mundo no nosso casamento, surgem inevitavelmente discussões, frieza, desconfiança e julgamentos. E então apresentam-se-nos dois caminhos muito claros: reagir a partir da ferida ou escolher amar, porque amamos o Pai e desejamos corresponder ao Seu amor. Basta que um dos dois quebre esse ciclo: que renuncie a ter razão, que dê o primeiro passo, que se aproxime com humildade para pedir perdão, que abrace com ternura, que diga um «amo-te» sincero… Então algo muda, porque a graça irrompe. E a paz chega a esse lar. Não uma paz superficial, mas a paz de Deus: aquela que alarga o coração, que cura, que devolve a verdadeira alegria. Uma paz que não depende das circunstâncias e que o mundo nunca nos poderá dar.
Transposição para a vida Matrimonial
Em segredo, deixaram que o Espírito Santo lhes mostrasse o caminho do Amor: um caminho que passa por renunciar ao próprio critério, por obedecer àquele que se ama, por procurar a comunhão… e, acima de tudo, por desejar o verdadeiro bem dos seus filhos (precisamente aquilo por que tinham começado a discutir). Porque não há maior bem para um filho do que contemplar o amor entre os seus pais. Ainda não sabiam que decisão tomariam, mas tinham a certeza de que aquele não era o caminho. E então, quase ao mesmo tempo, levantaram-se os dois. Cada um, do seu lugar, decidiu avançar em direcção ao outro. E, de forma inesperada, encontraram-se no meio do corredor. Olharam-se. Pararam. E nos seus rostos, ainda cansados pela discussão, surgiu o início de um sorriso que os surpreendeu a ambos.O Espírito Santo também suscita sorrisos. Deram mais um passo… e abraçaram-se. E naquele instante, sem ainda terem decidido sobre qual o campo de férias escolher, já tinham escolhido o mais importante: amar-se acima de tudo.
Mãe,
ensina-nos a que a vontade de Deus se manifeste sempre através do amor sacrificial e da união. Louvado seja Deus!

