Arquivo mensal: Abril 2026

Entrego-Te tudo, confio em Ti. Comentário para os esposos: Mateus 11, 25-30

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus, 11 25-30

Naquela ocasião, Jesus tomou a palavra e disse: «Bendigo-te, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos entendidos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque isso foi do teu agrado.
Tudo me foi entregue por meu Pai; e ninguém conhece o Filho senão o Pai, como ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.»
«Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei de aliviar-vos. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.»

 

Entrego-Te tudo, confio em Ti.

Meu bom Jesus, estou cansado. E oprimido. Há muitas coisas que me ultrapassam. Há tantas que não compreendo. Muitas delas magoam-me, tenho dificuldade em aceitá-las, parecem-me injustas. E há imensas ocasiões em que não consigo amar, perdoar… Revolto-me, fico zangado.

Tu dizes-me que, para resolver isto, devo ir ter contigo. E levar o teu jugo. O jugo, aquele das mulas? Dizes-me que sim, porque o jugo faz com que caminhemos juntos contigo. Com o jugo, não nos separamos de ti e a maior parte do peso é carregado por Ti. Mas tenho de me deixar levar.

E dizes-me para aprender contigo, que és manso e humilde. Para me aliviar destes fardos, tenho de ser humilde? Também me dizes que sim. Que estou sobrecarregado porque penso demasiado em mim, no que preciso, no que me fazem, no que mereço… Dizes-me para deixar de olhar para o meu umbigo e olhar apenas para Ti. Tu entregas-Te sem pedir nada em troca. Tu perdoas, acolhes, olhas para o sofrimento dos outros em vez do teu. E confias totalmente no Teu Pai.

Senhor, ajuda-me a deixar de olhar para mim e a olhar para Ti. A olhar para Ti no próximo. E a confiar-Te tudo. Eu entrego-me e o resto deixo nas Tuas Mãos.

Muito obrigado, meu Jesus.

 

 

Transposição para a vida matrimonial

Maria: Estou exausta. Não aguento mais. Além disso, já há alguns dias que não paras de te queixar do trabalho. Eu também tenho um monte de problemas.

Santiago: Mas será que não te consegues colocar no meu lugar? Nada me corre bem.

Maria: E tu, perguntas pelas minhas coisas? Ou só te preocupas com as tuas? Eu também tenho dias difíceis no trabalho, sabes?

Depois de rezar, colocando tudo nas mãos do Senhor.

Santiago: Maria, perdoa-me. Jesus, perante as nossas dificuldades, diz-nos para sermos humildes. E eu percebi que não estava a sê-lo. Que encaro os meus problemas como se fossem os maiores do mundo. Tenho-me concentrado apenas em mim mesmo. Duvido das pessoas, não confio em ninguém. Mas Cristo quer que eu seja sincero e que confie Nele. Que faça o que estiver ao meu alcance e que deixe o resto nas Suas mãos. 

Maria: Perdoa-me também. Sofro quando te vejo infeliz. Por favor, confia no Senhor e em mim.

Santiago: Sim. Eu sozinho não consigo. Vou colocar-me inteiramente nas mãos do Senhor. E isso significa colocar-me nas tuas mãos. Vou ouvir-te verdadeiramente. Sei que, se te ouvir e fizer o que me dizes, o Senhor poderá realizar a Sua obra em nós. Em casa, vou começar por estar atento apenas a ti. Que o Senhor cuide daquilo a que eu não chego.

 

Mãe,

Ajuda-me a crescer em humildade. Que eu deixe de olhar para mim mesmo e olhe para Ti e para o Teu Filho, modelos de humildade. Muito obrigado, Mãe. Bendito e louvado seja Deus!

Ser ovelha. Comentário para os Esposos: João 10, 22-30

Leitura do Santo Evangelho segundo São João 10, 2230
Naquele tempo, celebrava-se em Jerusalém a festa da Dedicação do templo. Era inverno e Jesus passeava no templo, sob o Pórtico de Salomão. Então os judeus rodearam-n’O e disseram: «Até quando nos vais trazer em suspenso? Se és o Messias, diz- nos claramente». Jesus respondeu-lhes: «Já vo-lo disse, mas não acreditais. As obras que Eu faço em nome de meu Pai dão testemunho de Mim. Mas vós não acreditais, porque não sois das minhas ovelhas. As minhas ovelhas escutam a minha voz: Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me. Eu dou-lhes a vida eterna e nunca hão de perecer, ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que Mas deu, é maior do que todos e ninguém pode arrebatar nada da mão do Pai. Eu e o Pai somos um só».

Ser ovelha
Através deste evangelho, Jesus deixa bem claro aos judeus que Ele é o Messias, e também deixa bem claro quem são as Suas ovelhas. Hoje reflito e pergunto-me… Serei uma ovelha do Senhor? Ouço a Sua voz e sigo-O? Muitas vezes podemos ir à Missa (até mesmo diariamente), estar diante do sacrário ou em adoração perante o Santíssimo; mas não se trata tanto do que fazemos, mas sim de ter essa presença do Senhor na nossa vida, de ir transformando o nosso coração para nos tornarmos um com Ele.
Para isso, devemos ser fiéis e saber esperar pelos Seus tempos, permanecer firmes e não nos deixarmos envolver pelo ruído, nem estar sempre a pedir e a exigir o que queremos. Temos de ser capazes de O ouvir no silêncio, através do nosso cônjuge e das pessoas e mediadores que Deus coloca no nosso caminho para a santidade.

Transposição para a Vida Matrimonial 
António: Madalena, lembras-te de eu te ter falado na semana passada que abriu uma vaga muito importante na empresa? Bem, estive a pensar nisso e acho que seria uma oportunidade de promoção perfeita para mim… é verdade que teria de trabalhar mais horas, mas também me aumentariam o salário. Olha, amanhã vou à missa e vou pedir a Deus que «mexa os Seus cordelinhos» para que me escolham a mim. O que achas?
Madalena: António, a verdade é que é uma grande oportunidade, mas talvez fosse bom dizer-lhes que, mesmo que te dediques totalmente a isso, tens outras prioridades e talvez não consigas cumprir esses horários tão exigentes. Ainda ontem falávamos de como o Senhor mudou a nossa vida; Ele deve ser a nossa prioridade, assim como o nosso casamento e os nossos filhos, e tu já passas muito tempo fora de casa.
António: Tens razão, querida, quem sou eu para exigir alguma coisa a Deus? E quem melhor do que Ele para saber o que é melhor para nós? Vou antes rezar e pedir-Lhe simplesmente, do fundo do coração, que se faça a Sua vontade.
(Na tarde do dia seguinte)
Madalena: Como correu a entrevista?
António: Bem, disseram-me que estão muito interessados em mim e que vão rever a questão dos horários para que eu possa trabalhar a partir de casa alguns dias e assim conseguir conciliar tudo. Como Deus é bom! Muito obrigado, querida, por me aproximares do coração d’Ele e por não quereres impor-Lhe a minha vontade!

Mãe,

Ajuda-nos a saber ouvir a voz do Senhor e a segui-Lo.
Que Ele seja para sempre bendito e louvado!

Abrimos ou saltamos? Comentário para os Esposos: João 10, 1-10

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João 10, 1-10

Naquele tempo, disse Jesus: «Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que não entra no aprisco das ovelhas pela porta, mas entra por outro lado, é ladrão e salteador. Mas aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas. O porteiro abre-lhe a porta e as ovelhas conhecem a sua voz. Ele chama cada uma delas pelo seu nome e leva-as para fora. Depois de ter feito sair todas as que lhe pertencem, caminha à sua frente e as ovelhas seguem-no, porque conhecem a sua voz. Se for um estranho, não o seguem, mas fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos». Jesus apresentou-lhes esta comparação, mas eles não compreenderam o que queria dizer. Jesus continuou: «Em verdade, em verdade vos digo: Eu sou a porta das ovelhas. Aqueles que vieram antes de Mim são ladrões e salteadores, mas as ovelhas não os escutaram. Eu sou a porta. Quem entrar por Mim será salvo: é como a ovelha que entra e sai do aprisco e encontra pastagem. O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Eu vim para que as minhas ovelhas tenham vida e a tenham em abundância

 

Abrimos ou saltamos?

Jesus fala da porta, da voz que se reconhece e de quem guia com confiança. No casamento, a “porta” simboliza a forma como os esposos acedem um ao outro: não pela imposição, manipulação ou orgulho, mas pela verdade, transparência, respeito e entrega sincera.

A imagem do pastor que chama cada ovelha pelo seu nome recorda-nos que, na vida conjugal, não basta conviver, mas é preciso partilhar uma verdadeira intimidade e, para isso, é necessário conhecer o coração do outro, ajudá-lo com as suas feridas, conhecer as suas alegrias… e dirigir-se a ele ou a ela com carinho, escutando-o e actuando com paciência. Esta forma de se sentir acolhido pelo outro faz com que cada um se sinta amado – mesmo na sua fragilidade – e confie.

Para isso, é fundamental seguir o que hoje refere o Evangelho: não seguir vozes estranhas (comparações, expectativas irreais, egoísmos, influências externas que arrefecem o amor…). Um matrimónio que quer construir deve aprender a discernir como é Deus, a segui-Lo naquilo que Ele lhes pede e a escolher amar o seu cônjuge com um amor sem limites. Esse amor verdadeiro não sufoca nem empobrece, mas dá vida, alarga o coração e faz crescer os esposos.

Perguntemo-nos hoje:

A nossa forma de amar o nosso cônjuge abre portas ou fecha-as, obrigando o outro a “saltar” do nosso lado, para conseguir sobreviver?

Transposição para a vida matrimonial:

Inês: Alexandre… às vezes sinto que falamos, mas não nos escutamos de verdade, não escutamos o coração um do outro. É como se estivéssemos unidos apenas por uma relação superficial, seguindo caminhos estranhos.

Alexandre: Caminhos estranhos?

Inês: Sim… entramos apenas na forma de gerir a casa, as nossas filhas e os planos que vão surgindo, mas fazemos tudo com pressa, com suposições, com julgamentos, na defensiva. Não entramos no que é importante, não vamos “pela porta”, mas entramos pela janela ou até pelo telhado, como os ladrões de que fala hoje o Evangelho. Ainda por cima, colocamos o piloto automático e há dias em que penso que nem te conheço e até me irritas profundamente…

Alexandre: Pois… agora que o dizes, é verdade. Não dedicamos tempo de qualidade um ao outro como fazíamos no início. Estamos apenas a sobreviver a esta fase com as nossas filhas e, se não tivermos cuidado, realmente deixaremos de nos conhecer e de crescer juntos…

Inês: É isso mesmo. E eu penso que a culpa é toda tua, sem reconhecer a minha parte, e não penso que tu também precisas que te escute, que te dedique um momento do dia, que te olhe com carinho, que ame as tuas fragilidades, os teus tempos, e que, no fundo, eu me alimente mais do Amor de Deus, para entrar por essa “porta” que me levará ao Céu.

Alexandre: Eu também quero entrar por essa porta, mas não tenho a fé que tu tens.

Inês: Então vamos os dois pedir ao Senhor que a aumente em ti, porque Ele está desejoso de ta dar.

Alexandre: Muito obrigado, querida. Já vou entendendo isto que nos dizem: que tu és a minha porta para o Céu… Com a ajuda do Senhor, Ele fará com que eu também seja a tua porta para o Céu.

Inês: E se, em vez de fazermos oração apenas quando não estamos cansados e tudo corre bem, passarmos a dedicar pelo menos 10 minutos todos os dias para conhecermos juntos melhor o Senhor e, assim, pouco a pouco, crescermos em união com Ele e entre nós?

Alexandre: Concordo! O convívio gera carinho. Vamos começar já agora.

Mãe,

ensina-nos a entrar no coração do outro com respeito e verdade, sem forçar, sem ferir, sempre pela porta do amor.

Louvados sejam para sempre Jesus e Maria.


Voz que abrasa. Comentário para os Esposos: João 10, 1-10

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João 10, 1-10

Naquele tempo, disse Jesus: «Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que não entra no aprisco das ovelhas pela porta, mas entra por outro lado, é ladrão e salteador. Mas aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas. O porteiro abre-lhe a porta e as ovelhas conhecem a sua voz. Ele chama cada uma delas pelo seu nome e leva-as para fora. Depois de ter feito sair todas as que lhe pertencem, caminha à sua frente e as ovelhas seguem-no, porque conhecem a sua voz. Se for um estranho, não o seguem, mas fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos».
Jesus apresentou-lhes esta comparação, mas eles não compreenderam o que queria dizer.
Jesus continuou: «Em verdade, em verdade vos digo: Eu sou a porta das ovelhas. Aqueles que vieram antes de Mim são ladrões e salteadores, mas as ovelhas não os escutaram. Eu sou a porta. Quem entrar por Mim será salvo: é como a ovelha que entra e sai do aprisco e encontra pastagem. O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Eu vim para que as minhas ovelhas tenham vida e a tenham em abundância».

Voz que abrasa

Meu Deus e meu Senhor: dói reconhecer que, pelo meu pecado, posso ser o ladrão na vida do meu/minha esposo/a, que rouba, mata e causa estragos. Perdoa-me por o/a “alimentar” com aquilo que não sacia: o meu orgulho, as minhas ideias, as minhas expectativas, as minhas inseguranças… Ensina-me a viver o silêncio no meu coração para reconhecer a Tua voz e a rezar para purificar esse coração com o Teu Sangue. Apascenta-me, Jesus meu. Só assim atrairei o meu esposo/a e sairemos juntos “por Ti”, a porta do céu. Amor dos amores, que roubas e enamoras: quem pode resistir à Tua voz abrasadora?

Transposição para a vida matrimonial

O João chega tarde à noite, mais uma vez. Mal cumprimenta. Senta-se no sofá e evita a conversa.
Um pouco antes, de manhã, ao rezar, algo tinha tocado o coração de Maria, sua esposa. No silêncio da oração, ouviu uma voz: não a da ferida, mas a de Cristo: «O João precisa do Meu amor. Que vais dar-lhe a beber?».
Ali estava o João, sentado no sofá. Maria sente o impulso de atacar… mas “a Voz” ressoa no seu coração: «Que vais dar-lhe a beber?».
Maria aproxima-se e diz-lhe:
— Noto-te muito sobrecarregado nestes dias. Estás bem?
João responde seco:
— Sim, está tudo bem. Estou apenas cansado.
Antes, Maria teria insistido com um tom acusador. Hoje não. Maria senta-se ao seu lado em silêncio e, passados alguns minutos, apoia a cabeça no ombro do João.
Esse gesto quebra algo.
João suspira… e, sem olhar para ela, diz:
— A verdade… é que estou bastante angustiado. No trabalho as coisas não estão a correr bem… e sinto que não consigo dar conta de tudo.
Maria poderia aproveitar para lhe cobrar, mas ouve… «Que vais dar-lhe a beber?».
Maria diz:
— Deve ser muito duro carregar com isso… não estás sozinho, querido.
João, desatando a chorar, abraça Maria e diz:
— Obrigado, querida.

Mãe,

Ensina-nos a escutar a voz do teu Filho. Seja para sempre bendito e louvado Aquele que, com o Seu Sangue, nos redimiu.


Jesus fica connosco. Comentário para os Esposos: João 6, 52-59

Evangelho do dia

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João 6, 52-59

Naquele tempo, os judeus discutiam entre si: «Como pode Jesus dar-nos a sua carne a comer?». Então Jesus disse-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: Se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia. A minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele. Assim como o Pai, que vive, Me enviou e Eu vivo pelo Pai, também aquele que Me come viverá por Mim. Este é o pão que desceu do Céu; não é como o dos vossos pais, que o comeram e morreram: quem comer deste pão viverá eternamente». Assim falou Jesus, ao ensinar numa sinagoga, em Cafarnaum.

 

Jesus fica connosco

Na Eucaristia, Jesus está realmente presente: o Seu Corpo, o Seu Sangue, a Sua Alma e a Sua Divindade. É o mesmo Jesus que nasceu em Belém, que pregou na Galileia, que sofreu, morreu e ressuscitou em Jerusalém. O Pão Vivo descido do Céu que me espera, que nos espera para saciar a Sua Sede de Amor. O que me impede de estar com Ele? Está claro que, o acompanhamento do meu marido, dos meus filhos e dos meus pais, bem como a minha atividade profissional, constituem prioridades estabelecidas. Contudo, como deverei gerir o tempo restante? Os meus passatempos, as minhas séries, o meu descanso, o meu, o meu… Onde fica o Senhor que deu a Sua vida por mim? Conscientes disso, cônjuges! Recorremos mais frequentemente à Eucaristia, à Adoração, a rezar perante o Santuário, estamos a jogar a Vida Eterna.

 

 

 

Transposição para a vida matrimonial

Marta: Olá, Carlos, como foi o dia?

Carlos: Olá, querida, estou exausto. Tive reunião atrás de reunião e quase não tive tempo nem para comer.

Marta: Ufa! Que dia! Hoje terminei mais cedo e pude ficar com as crianças a ajudá-las com os trabalhos de casa. Há pouco tempo a minha mãe foi buscá-las e levou-as ao parque para dar um passeio.

Carlos: Ah! Então podemos aproveitar este tempinho para ir à Missa; esta manhã não tive tempo porque fiquei preso num engarrafamento tremendo.

Marta: À missa? Mas Carlos, hoje não é domingo. Tu sabes que acho ótimo que vás todos os dias que puderes, mas hoje estava à tua espera para irmos às compras. Há muito tempo que não vamos juntos, e sabes que adoro isso.

Carlos: O que achas de tentarmos fazer as duas coisas? Vamos à missa na paróquia, que fica pertinho, e quando acabarmos vamos ao centro comercial que fica ao lado.

Marta: Bem, está bem, mas depois não vamos com pressa, está bem?

Carlos: Parece-me bem, estarei lá contigo o tempo que precisares.

(Depois da missa)

Marta: Querido, vamos ao parque dar um passeio com as crianças, neste momento tenho o coração cheio do Senhor e só quero estar convosco.

Carlos: Obrigado, Senhor, obrigado Marta. Não há plano melhor.

 

Mãe

Ajuda-nos a ser cada vez mais conscientes de que o Teu Filho nos espera na Eucaristia. É o mesmo Menino Jesus que Tu embalaste nos Teus braços e que deitaste na manjedoura, oferecendo-O como alimento para a nossa alma. Obrigado, Mãe abençoada!