




Mãe
Amamos-te tanto! Muito obrigado por tudo o que nos deste através do Projeto Amor Conjugal. Quantas bênçãos recebemos! Quantos casamentos curados! Aqui estamos para te ajudar a cumprir a Vontade do Pai, em tudo o que precisares. Louvada seja para sempre a Santíssima Trindade, Deus Pai, Filho e Espírito Santo!


Transposição para a vida Matrimonial
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Rafael: Olá Rita, já estou em casa. Como correu o teu primeiro dia de trabalho depois das férias?
Rita: Que bom que já estás em casa. Olha, o meu primeiro dia foi correu mai ou menos… já tive um confronto importante com uma colega, e não é a primeira vez.
Rafael: Não posso acreditar… a mesma colega que, na altura, te meteu naquele conflito com o teu chefe? Pensava que isso já estava resolvido.
Rita: A mesma. Parece mentira que tenha sido ela. Fez-me uma grande partida e deixou-me mal vista à frente de toda a equipa. Já estou a pensar na melhor maneira de lhe responder na mesma moeda.
Rafael: Não acho que tenha sido assim tão grave, e sabes bem que responder mal com mal não te faz bem nenhum, pelo contrário. No fim, acabas sempre por sair a ganhar quando tratas os outros como gostas que te tratem a ti.
Rita: Pois… isso é fácil dizer quando não te aconteceu a ti. Mas desta vez ela passou mesmo dos limites, estamos como da última vez. Noutras ocasiões deixei passar e não serviu de nada. Aliás, falar com ela ajudou-me muito na altura, mas parece que não serviu para nada.
Rafael: Não te esqueças de como éramos nós antes, e de como respondíamos um ao outro conforme aquilo que recebíamos. Agora, não ficamos à espera que um de nós dê o primeiro passo para fazer algo bom pelo outro; damos tudo para estarmos bem, mesmo continuando a falhar muitas vezes.
Rita: Tens razão, Rafael. Vim bastante irritada e não estou a ser coerente com aquilo que devo fazer. Na minha impulsividade, a primeira resposta é devolver-lhe o mal, mas de certeza que há alguma razão para ela estar a comportar-se assim. Amanhã vou falar com ela para ver se consigo resolver isto.
Rafael: Assim é que é, minha querida. Sempre disposta a dar tudo pelos outros, apesar do que possam fazer contigo. Mostras‑mo todos os dias, e ajuda-me imenso no meu dia-a-dia.


Estamos, sem dúvida, perante o momento de maior escuridão na vida de São José. Sem compreender o que se passa e enfrentando uma dor avassaladora, ele mantém-se aberto à voz de Deus. Permite inclusive que Deus altere os seus planos: em vez de repudiar Maria, passa a acolher a sua esposa. Temos tanto a aprender com José, nós, cônjuges! Quando nos deparamos com o mistério do coração do outro, quando não compreendemos por que razão age assim, quando o outro não vê as coisas como nós ou quando se revela a sua fraqueza, o seu pecado… a nossa primeira tentação é afastar-nos. Rompe-se a comunhão quando a nossa vocação nos chama a entregar-nos e a acolher-nos mutuamente. Perante a dificuldade, ouve também tu as palavras do anjo: «Não temas acolher o teu esposo». Grava-as no coração. O anjo não diz simplesmente a José: «Não te preocupes». Chama-o a encarnar o amor, é o momento! «Não temas acolher Maria, a tua mulher». José confia em Deus e acolhe-a. É isso que temos de fazer se quisermos a promessa de viver um casamento tal como Deus o concebeu. Estão a passar por uma dificuldade? Acolham-se. Têm divergências? Acolham-se. Magoaram-se um ao outro? Acolham-se. Não se compreendem? Acolham-se. E vejam o fruto gerado: José acolheu Maria e, ao acolher Maria, o fruto foi Jesus. Por isso, não olhes para o quanto te custa acolher o teu esposo, não olhes para o que perdes. Pede ao Espírito Santo que alargue o teu coração, vence o teu orgulho e lança-te a amar, porque cada vez que vos acolherdes e vos entregardes, ganhareis a Cristo.
Transposição para a Vida Matrimonial
O Xavier e a Helena regressam a casa de carro depois de jantarem com uns amigos. É ela quem está a guiar. O Xavier, cansado e ansioso por chegar, olha pela janela com algum desespero enquanto, um após outro, os carros os ultrapassam e desaparecem à sua frente. Então, dirige o olhar para o velocímetro.
Xavier: Helena, querida… estás a ir a 40…
Helena: E então?
Xavier: Por este andar só chegamos a casa amanhã…
Helena: Ai, que exagerado que tu és. É que gosto de conversar contigo no carro. Tu não?
Xavier: Hahahaha, mas o que é que isso tem a ver?
Ele está com vontade de insistir, mas olha para ela. Sabe que ela precisa de guiar assim para se sentir segura e fica calado. Ela sorri-lhe, sabe que o Xavier gosta de acelerar, mas aceita-o tal como ele é.
Helena: Amo-te, seu “Fangio”…
Xavier: E eu também te amo, querida.
Mãe,
Como é simples construir o amor e ao mesmo tempo quanto nos custa fazê-lo. Ensina-nos a encontrar a verdadeira humildade que nos permitirá penetrar no que está oculto. E aí encontrar o amor verdadeiro. Louvado seja Jesus!


Evangelho do dia
Leitura do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas, 6, 6-11
Naquele tempo, Jesus entrou numa sinagoga a um sábado e começou a ensinar. Estava lá um homem com a mão direita paralítica. Os escribas e fariseus observavam Jesus, para verem se Ele ia curar ao sábado e encontrarem assim um pretexto para O acusarem. Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse ao homem que tinha a mão paralítica: «Levanta-te e põe-te de pé, aí no meio». O homem levantou-se e ficou de pé. Depois Jesus disse-lhes: «Eu pergunto-vos se é permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar a vida ou tirá-la». Então olhou para todos à sua volta e disse ao homem: «Estende a mão». Ele assim fez e a mão ficou curada. Os escribas e fariseus ficaram furiosos e começaram a falar entre si do que haviam de fazer a Jesus.
Para lá da norma
Na vida matrimonial, estabelecemos muitas vezes normas e expectativas sobre o que é “justo” ou “razoável”: que ajuda esperamos receber, como repartimos as tarefas ou onde estão os limites da conveniência. Quando estas regras nascem do desejo de agir bem e à luz do Evangelho, são úteis, pois contrariam a nossa tendência desordenada para o egoísmo, a preguiça, a soberba…
No entanto, Jesus convida-nos a não ficarmos presos ao simples cumprimento das leis. A verdadeira conversão transforma o coração para colocar o amor acima da norma. À medida que este amor amadurece, e deixamos a graça agir em nós, o mero critério do “razoável” torna-se insuficiente; surge um desejo espontâneo e profundo de cuidar do cônjuge. O anseio de fazer bem ao nosso cônjuge e de procurar a sua salvação acaba por substituir qualquer exigência ou lista de deveres mútuos.
Transposição para a vida matrimonial:
Laura: Eduardo, senta-te a descansar um momento. Desde que chegaste do trabalho não paraste, e agora estás a passar a ferro a minha roupa para amanhã!
Eduardo: Não te preocupes, já acabo. Hoje não estou assim tão cansado. Além disso, não me podes dizer nada: ontem deste cabo de ti a ajudar a minha mãe e eu estava preocupado que te magoasses.
Laura: Reparas como mudou a nossa vida, Eduardo? Antes discutíamos a exigir que o outro cumprisse as suas obrigações; agora discutimos para tirar tarefas um ao outro.
Eduardo: Sim. Hoje o meu maior desejo é procurar o teu bem. Já nem me lembro das listas de tarefas que fazíamos, embora reconheça que ao início nos serviram.
Laura: E descobrir a Eucaristia juntos foi fundamental. Dizes sempre que foi aí que começou a tua grande mudança.
Mãe,
Ajuda-nos a trabalhar pela conversão do nosso coração em vez do cumprimento das normas. Louvado seja Deus!
