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O que fazemos? Comentário para os esposos – Jo 11, 45-56
Somos filhos de Deus. Comentário para os Esposos: João 10, 31-42
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João 10, 31-42
Naquele tempo, os judeus agarraram em pedras para apedrejarem Jesus, Então Jesus disse-lhes: «Apresentei-vos muitas boas obras, da parte de meu Pai. Por qual dessas obras Me quereis apedrejar?» Responderam os judeus: «Não é por qualquer boa obra que Te queremos apedrejar: é por blasfémia, porque Tu, sendo homem, Te fazes Deus». Disse-lhes Jesus: «Não está escrito na vossa Lei: ‘Eu disse: vós sois deuses’? Se a Lei chama ‘deuses’ a quem a palavra de Deus se dirigia – e a Escritura não pode abolir-se –, de Mim, que o Pai consagrou e enviou ao mundo, vós dizeis: ‘Estás a blasfemar’, por Eu ter dito: ‘Sou Filho de Deus’!» Se não faço as obras de meu Pai, não acrediteis. Mas se as faço, embora não acrediteis em Mim, acreditai nas minhas obras, para reconhecerdes e saberdes que o Pai está em Mim e Eu estou no Pai». De novo procuraram prendê-l’O, mas Ele escapou-Se das suas mãos. Jesus retirou-Se novamente para além do Jordão, para o local onde anteriormente João tinha estado a batizar e lá permaneceu. Muitos foram ter com Ele e diziam: «É certo que João não fez nenhum milagre, mas tudo o que disse deste homem era verdade». E muitos ali acreditaram em Jesus.
Somos filhos de Deus
Por pura graça, ao recebermos o Sacramento do Batismo, Deus torna-nos seus filhos. Que dom tão imerecido! Esta é a dignidade que a minha esposa possui e é a dignidade que eu possuo. Ninguém me pode tirar isso, mas posso perdê-la por causa do pecado. E se isso acontecer, o Senhor é tão bom e tão misericordioso que nos preparou outro grande Sacramento: a Penitência, para que, uma vez arrependidos e tendo confessado os nossos pecados ao sacerdote, recuperemos essa dignidade que tínhamos perdido. Cônjuges! E nós temos também o Sacramento do Matrimónio, não desperdicemos nem uma gota dessa graça que o Senhor nos concede em abundância.
Transposição para a vida matrimonial:
(Miguel e Magdalena em oração ao terminar a reunião com os seus orientandos)
Miguel: Senhor, sinto uma enorme tristeza ao ver como este casal se falta ao respeito. Se dizem isto á nossa frente, o que dirão quando estiverem em casa? Dá-nos luz para que saibamos ajudá-los a reconhecerem-se como teus filhos.
Madalena: É claro, que dor deve sentir o Pai ao vê-los assim. Temos de rezar muito por eles e reparar as ofensas que se fazem a si próprios e que fazem ao Senhor
Miguel: Hoje parece que, no final da reunião, partiram com um pouco mais de esperança. Peçamos para que perseverem, iniciem a sua oração conjugal e se dirijam à confissão, como lhes propusemos.
Madalena: Certamente assim iniciarão um caminho de purificação, que será o que salvará o seu matrimónio.
Miguel: Confiamos em Ti, Mãe. Tu não desistes de nenhum matrimónio, nós também não. Glória a Deus!
Mãe
Que saibamos viver estes últimos dias da Quaresma junto a Ti, aos pés da Cruz, reparando tantas ofensas que infligimos ao Teu Filho. Sê bendita! Louvado seja o Senhor no Santíssimo Sacramento do Altar! Tenho de ser como um bom lavrador que produz os frutos daquilo que o Senhor me confiou. Estarei a ser um bom lavrador?

Sempre Sim. Comentário para os Esposos: Lucas 1, 26-38
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas, 1 26-38
Ao sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem chamado José, da casa de David; e o nome da virgem era Maria.
Ao entrar em casa dela, o anjo disse-lhe: «Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo.»
Ao ouvir estas palavras, ela perturbou-se e inquiria de si própria o que significava tal saudação.
Disse-lhe o anjo: «Maria, não temas, pois achaste graça diante de Deus. Hás-de conceber no teu seio e dar à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. Será grande e vai chamar-se Filho do Altíssimo. O Senhor Deus vai dar-lhe o trono de seu pai David, reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim.»
Maria disse ao anjo: «Como será isso, se eu não conheço homem?»
O anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo estenderá sobre ti a sua sombra. Por isso, aquele que vai nascer é Santo e será chamado Filho de Deus. Também a tua parente Isabel concebeu um filho na sua velhice e já está no sexto mês, ela, a quem chamavam estéril, porque nada é impossível a Deus.»
Maria disse, então: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.»
E o anjo retirou-se de junto dela.
Sempre Sim
Estamos a chegar ao fim da Quaresma e, à medida que o mistério da Cruz se aproxima, este evangelho surge como um oásis no deserto. Contemplamos a Anunciação como uma grande luz que nos ensina a viver a cruz. O «Sim» de Maria não foi um «sim» ingénuo nem fácil. Maria conhecia as Escrituras e sabia que o caminho do Messias passaria pelo sofrimento. Mesmo assim, perante a visita do anjo e sem compreender tudo, respondeu com disponibilidade e confiança: «Faça-se em mim segundo a tua palavra.» Maria sabia que esse «sim» implicava dor, que uma espada atravessaria o seu coração de mãe, e, no entanto, abandonou-se e aceitou que a vontade de Deus se fizesse nela.
Também a nós o Senhor visita-nos no quotidiano, muitas vezes na alegria, mas outras vezes na cruz, no meio de circunstâncias que não compreendemos, dificuldades, provações, momentos de escuridão… Deus fala-nos através dos acontecimentos da vida e espera a nossa resposta, a nossa confiança Nele e no seu plano para o nosso casamento. Que delicadeza a de Deus! Ele não se impõe, quer ser acolhido e espera a nossa disponibilidade. O «Sim» de Maria permitiu a Encarnação de Deus no mundo e o nosso pequeno «sim» de cada dia permite que Jesus se «encarne», de alguma forma, na nossa vida quotidiana. Senhor, quem sou eu para que queiras contar comigo? Quem sou eu para que queiras partilhar um pouco da tua cruz? A partir deste espanto e unidos a Maria, queremos dizer-Te: «Faça-se o Teu plano nas nossas vidas».
Transposição para a vida matrimonial
Ana: (em lágrimas) Guilherme, o médico foi claro… não podemos ter filhos.
Guilherme: Eu ainda tinha esperança, mas depois de termos feito tudo o que estava ao nosso alcance, de acordo com a lei de Deus, quando ele disse isso…..senti como se tivesse levado uma facada no peito.
Ana: Mas como é possível? Sempre imaginamos a casa cheia de crianças… temos tanto amor para lhes dar…
Guilherme: Parece que a vida não vai ser como tínhamos imaginado. Vai ser muito difícil aceitar que Deus tem outros planos… Talvez Ele espere de nós uma fecundidade diferente, que sejamos pais espirituais de tantas almas e que ajudemos a nascer e a crescer tantos casais que precisam de conhecer o amor de Deus…
Ana: É agora que temos de pensar que nada escapa a Deus, que Ele permite tudo para a nossa santificação, para a nossa união com Ele… que Ele é o nosso Pai, que tudo o que é nosso Lhe importa e que até os nossos cabelos estão contados…
Guilherme: O Senhor está a visitar-nos nesta cruz. Senhor, o que vens fazer nos nossos corações?
Ana: Vamos unir-nos a Maria, vamos entregar-lhe esta dor tão grande para que ela a ofereça ao Senhor e, se te parecer bem, vamos rezar com confiança como Jesus e Maria.
Guilherme: Senhor, unimos a nossa dor à Tua; se quiseres, afasta de nós este cálice, mas não se faça a nossa vontade, mas a Tua.
Ana: Faça-se em nós segundo a Tua Palavra. Ámen.
Mãe,
Ajuda-nos e ensina-nos a dizer sempre «Sim» a Deus, como tu fizeste, com confiança em Nazaré e com fidelidade aos pés da cruz. Sê bendita e louvada para sempre!

Queres que o teu esposo se converta? Comentario para os esposos: João 8, 21-30
Evangelho do dia
Leitura del santo Evangelho segundo São João 8, 21-30
Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: «Eu vou partir. Haveis de procurar-Me e morrereis no vosso pecado. Vós não podeis ir para onde Eu vou». Diziam então os judeus: «Irá Ele matar-Se? Será por isso que Ele afirma: ‘Vós não podeis ir para onde Eu vou’?» Mas Jesus continuou, dizendo: «Vós sois cá de baixo, Eu sou lá de cima; vós sois deste mundo, Eu não sou deste mundo. Ora Eu disse-vos que morrereis nos vossos pecados, porque, se não acreditardes que ‘Eu sou’, morrereis nos vossos pecados». Então perguntaram-Lhe: «Quem és Tu?» Respondeu-lhes Jesus: «Absolutamente aquilo que vos digo. Tenho muito que dizer e julgar a respeito de vós. Mas Aquele que Me enviou é verdadeiro e Eu comunico ao mundo o que Lhe ouvi». Eles não compreenderam que lhes falava do Pai. Disse-lhes então Jesus: «Quando levantardes o Filho do homem, então sabereis que ‘Eu sou’ e que por Mim nada faço, mas falo como o Pai Me ensinou. Aquele que Me enviou está comigo: não Me deixou só, porque Eu faço sempre o que é do seu agrado». Enquanto Jesus dizia estas palavras, muitos acreditaram n’Ele.
Queres que o teu esposo se converta?
«Quando elevardes o Filho do Homem, sabereis que “Eu sou”». O Senhor anuncia-nos que será quando O levantarem na Cruz que a Sua identidade será revelada. Na cruz. Onde é que nós pensamos que revelamos Jesus Cristo? Quando falamos d’Ele aos outros? Ou quando dizemos ao nosso cônjuge o que tem de fazer para agir bem? Ou quando colaboramos num retiro ou damos uma catequese? Mas Ele aponta-nos para a cruz. A amar na Cruz.
Nada revelará mais Jesus Cristo em nós do que amar nas dificuldades. Nem mesmo os milagres, nem as pregações impressionantes. Queres que o teu cônjuge se converta e acredite? Ama-o na cruz, ama-o quando ele não perceber que precisas dele, ama-o quando ele se esquecer de fazer o que lhe pediste, ama-o quando ele te falar com dureza, ama-o…
Deixa-te elevar com Cristo na cruz, sendo uma luz de amor no meio das trevas. Basta continuares a amar até ao extremo, unidos a Jesus, para que o Seu Coração e a Sua divindade se tornem visíveis. Então, com a ajuda de Deus, teremos preparado o caminho para que, ao ver o amor divino em ti, o teu cônjuge acredite.
Transposição para a vida Matrimonial
Isabel: Hélder, meninos, hora do jantar!
Hélder: Já vou, Isabel…
Isabel: Vamos, meninos, ponham a mesa e cada um faça a sua tarefa.
Isabel pensa: Já são 9 horas e há meia hora que os miúdos e eu estamos à espera dele… Hélder, vamos jantar!
Hélder: Outra vez? Já estou a ir… Tenho imenso trabalho, não vês? És tão impaciente!
Isabel: É agora que tenho de manter a calma e compreender que ele está nervoso e cansado com as exigências do trabalho. Ajuda-me, Espírito Santo, porque sozinha não consigo…
Quando puderes, querido.
Hélder: Já te ouvi…
Isabel: Como é difícil para mim… mas é hora de compreendê-lo e amá-lo.
Querido, fiz a carne com molho que sei que adoras.
Hélder pensa: Além de me esperar depois de eu lhe ter respondido mal, recebe-me com um sorriso… É evidente que alguma coisa mudou desde que nos mostraram a verdade sobre a Cruz na nossa vida.
Isabel, obrigado pela tua paciência e por aguentares o meu mau humor.
Isabel: Querido, adoro manter-me fiel ao que te disse no dia em que nos casámos: «Acolho-te e entrego-me a ti na prosperidade e na adversidade, na saúde e na doença…»
Hélder: Que maravilha concretizar aquilo que nos ensinaram sobre acolher a Cruz, tal como tu fazes.
Mãe,
Obrigado por nos dares o Teu Filho, qie se entregou até ao extremo. Bemdito seja Deus!


