Leitura do Santo Evangelho segundo São Mateus 8, 23–27

Leitura do Santo Evangelho segundo São Mateus 8, 23–27

Leitura do Santo Evangelho segundo São Mateus 16,13-19
Ao chegar à região de Cesareia de Filipe, Jesus fez a seguinte pergunta aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?»
Eles responderam: «Uns dizem que é João Batista; outros, que é Elias; e outros, que é Jeremias ou algum dos profetas.»
Perguntou-lhes de novo: «E vós, quem dizeis que Eu sou?» Tomando a palavra, Simão Pedro respondeu: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo.»
Jesus disse-lhe em resposta: «És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que to revelou, mas o meu Pai que está no Céu. Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Abismo nada poderão contra ela. Dar-te-ei as chaves do Reino do Céu; tudo o que ligares na terra ficará ligado no Céu e tudo o que desligares na terra será desligado no Céu.»
E nós?
No nosso casamento, vivemos muitas vezes deixando que a opinião, os critérios e os desejos dos outros, o “mundo”… sejam aqueles que governam a nossa vida. Mas Jesus olha-nos nos olhos e pergunta-nos: Quem sou Eu para o vosso casamento? Que experiência tendes de Mim na vossa vida familiar?
Ele deseja uma relação autêntica, que brote da verdade do nosso coração; quer que O acolhamos como o Messias, como o Filho de Deus que deu a Sua vida para nos salvar. Quer uma relação pessoal connosco e com a nossa família. Uma relação vivida na realidade concreta de cada dia – não numa teoria aprendida, mas numa proximidade verdadeira com um Deus que Se faz presente.
Quando acolhemos o Messias no nosso lar, estamos a colocar a pedra sobre a qual se apoiará a nossa Igreja doméstica, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Esta é a nossa esperança!
Transposição para a vida matrimonial
Pedro: Laura, trago no coração o desejo de entronizar o Sagrado Coração de Jesus na nossa casa antes do final do mês de junho, que é o Seu mês.
Laura: Mas Ele já está em nossa casa há tanto tempo… porque é que queres fazê-lo agora?
Pedro: No Evangelho de hoje interrogava-me: «Quem é Jesus para o nosso matrimónio? E para a nossa família?» E veio-me ao pensamento o Sagrado Coração que está no centro da nossa casa. É a Ele que, na oração, levamos as nossas inquietações; é a Ele que confiamos as nossas preocupações; é Ele quem nos acompanha nas nossas fraquezas.
Laura: É verdade. Habituámo-nos a olhar para Ele, a ver para além da imagem, a falar-Lhe com o coração, tanto nas coisas do dia-a-dia como nos momentos extraordinários…
Pedro: Será uma celebração: é Jesus vivo Aquele que colocámos no centro da nossa família. E quanto mudou a nossa vida!
Mãe,
Que o nosso coração permaneça unido ao Coração de Jesus.
Louvado seja Deus!

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 10, 37-42
Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: «Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim, não é digno de Mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a Mim, não é digno de Mim. Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não é digno de Mim.
Quem encontrar a sua vida há de perdê-la; e quem perder a sua vida por minha causa, há de encontrá-la. Quem vos recebe, a Mim recebe; e quem Me recebe, recebe Aquele que Me enviou. Quem recebe um profeta por ele ser profeta, receberá a recompensa de profeta; e quem recebe um justo por ele ser justo, receberá a recompensa de justo.
E se alguém der de beber, nem que seja um copo de água fresca, a um destes pequeninos, por ele ser meu discípulo, em verdade vos digo: Não perderá a sua recompensa».
Perder a vida.
Hoje o Senhor diz-nos: «Quem perder a sua vida por Minha causa, há de encontrá-la.»
Nós, como esposos, somos chamados a perder a vida por Cristo de um modo muito concreto. Como? Perdendo-a pelo nosso esposo, pela nossa esposa, como Cristo entregou a Sua vida por nós, para a nossa salvação. Assim devemos viver os esposos, unidos pelo sacramento do matrimónio: entregando a vida, perdendo-a pela salvação do nosso esposo. Até ao extremo.
Alguém poderá dizer: «Que difícil! Isso é impossível.»
E é verdade; sozinhos nada podemos fazer. Primeiro temos de O amar a Ele e, depois, pedir ao Senhor a graça de viver por Ele e n’Ele, para que, através do nosso sacramento, torne real essa entrega.
Viver da Eucaristia, viver do sacramento da Reconciliação. Viver perdendo a vida por Ele, e então Ele nos dará a verdadeira Vida.
Transposição para a vida matrimonial:
(O André e a Cati estão no seu momento de oração conjugal, depois de lerem este Evangelho.)
Cati: André, este Evangelho colocou uma pergunta no meu coração.
André: Sim? Qual?
Cati: Pergunto-me se estaria disposta a dar a vida pela fé, por amor a Cristo.
André: Essa é uma pergunta à qual não se pode responder de ânimo leve. Foi o Senhor quem a colocou no teu coração.
Cati: Pois é. Como dizes, não se pode responder de qualquer maneira. Mas penso que, quando o Senhor fala em dar a vida, não Se refere apenas à morte deste corpo, mas sobretudo à morte do meu amor-próprio, das minhas manias, dos meus critérios, e a gastar-me plenamente na vocação para a qual Ele me chamou.
André: Também penso que é assim. É gastando a vida por ti, pela tua salvação, que o Senhor nos recompensa todos os dias com essa Vida que nos promete.
Cati: Sim. Este momento de oração a dois é precisamente um momento de vida, em que entregamos os nossos corações e a nossa vida. E, ao entregar-me a ti, entrego-me a Ele.
André: Creio que é assim que Ele nos pede para dar a vida: por ti, pela salvação das almas dos nossos filhos, da nossa família, daqueles que nos rodeiam no dia a dia e até por aqueles que nem sequer conhecemos.
Cati: Assim seja! Vamos agora pedir ao Senhor que a nossa oração Lhe seja agradável e agradecer-Lhe todo o bem que realiza em nós.
André: Que o pouco que conseguimos oferecer, Ele o faça crescer. Louvado seja o Senhor!
Cati: Seja para sempre bendito e louvado!
Mãe,
Ajuda-nos a entregar a nossa vida ao Senhor através daqueles que nos rodeiam, especialmente do nosso esposo, por meio dos pequenos gestos de cada dia. Louvado seja para sempre o Senhor!

Evangelho do dia:
Leitura do Evangelho segundo São Mateus (Mt 13, 44-52)
Naquele tempo, disse Jesus à multidão:
«O Reino do Céu é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem encontra. Volta a escondê-lo e, cheio de alegria, vai, vende tudo o que possui e compra o campo.
O Reino do Céu é também semelhante a um negociante que busca boas pérolas. Tendo encontrado uma pérola de grande valor, vende tudo quanto possui e compra a pérola.
O Reino do Céu é ainda semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes. Logo que ela se enche, os pescadores puxam-na para a praia, sentam-se e escolhem os bons para as canastras e os ruins deitam-nos fora.
Assim será no fim do mundo: sairão os anjos e separarão os maus do meio dos justos, para os lançarem na fornalha ardente: ali haverá choro e ranger de dentes.
Compreendestes tudo isto?»
«Sim» – responderam eles. Jesus disse-lhes, então: «Por isso, todo o doutor da Lei instruído acerca do Reino do Céu é semelhante a um pai de família, que tira coisas novas e velhas do seu tesouro.».
Tesouro escondido.
Hoje, Jesus diz-nos que o reino dos céus se assemelha a um tesouro escondido num campo.
E, noutras ocasiões, a Sua Palavra anuncia-nos que posso viver o reino dos céus hoje, agora, neste momento, nas minhas circunstâncias, na minha realidade.
E a boa nova que São João Paulo nos revela é, que o amor encarnado para com o meu marido é o que me ajuda a viver, aqui e agora, o Céu. Porque é o meu marido quem me tira do meu amor-próprio desordenado, do meu orgulho, do meu egoísmo… Que grande notícia poder-mos viver aqui e agora o céu! E que grande notícia saber que o meu marido é o meio que Deus escolheu para isso.
O meu casamento é esse tesouro que, se o descobrir, não me cansarei de lutar por ele!!
Hoje, Jesus interpela-nos e faz-nos perguntar: E tu, já descobriste o teu tesouro?
Transposição para a vida matrimonial:
Margarida, na direção espiritual: Padre, não compreendo, rezo o Rosário e vou à Eucaristia, mas discuto imenso com o Carlos. Discutimos sobre a educação dos filhos, sobre como fazer as tarefas domésticas… Enfim…
Padre João: Sim, Margarida, o Senhor já o disse: a porta é estreita. Mas, com o Carlos, é aí que o Senhor te dá a oportunidade de te desprenderes do teu amor-próprio desordenado, do teu orgulho…
Margarida: Padre, mas não acho que seja bom tirar o nosso filho Xavier do futebol.
Padre João: Vês? Lá estás tu outra vez a querer impor o teu critério. Porque é que não rezam juntos e depois fazem um discernimento para ver o que é melhor para o vosso filho Xavier?
Margarida: Sim, é verdade que este é o meu critério. Quantas vezes caio na mesma armadilha, padre!
Padre João: Fica tranquila, Margarida, a luta contra nós próprios está sempre presente; o importante é trazê-la à luz para que Deus a possa iluminar e seja Ele a agir, e não nós.
Margarida: Ámen.
Mãe,
Mãe do Céu, acompanha-nos sempre para que possamos chegar ao Teu Filho no nosso casamento. Louvado seja o Senhor!
