Aquivos por Autor: Esposos Misioneros

Viu e acreditou. Comentario para os Esposos: João 20, 1-9

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo S. João 20, 1-9

No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao sepulcro e viu a pedra retirada do sepulcro. Correu então e foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo que Jesus amava e disse-lhes: «Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram».
Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo antecipou-se, correndo mais depressa do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro.
Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não com as ligaduras, mas enrolado à parte.
Entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: viu e acreditou. Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos.

Viu e acreditou

Hoje celebramos o grande dia: a Páscoa, a passagem do Senhor pela nossa vida, a razão da nossa fé, a Ressurreição do nosso Salvador! Aquele que morreu por nós, hoje ressuscitou!

Queridos esposos, Ele faz novas todas as coisas: a nossa vida, o nosso matrimónio, a nossa família, o nosso coração, porque também nós somos chamados à ressurreição. Acreditemos como o discípulo. Cristo ressuscitou! Feliz Páscoa!

Transposição para a vida matrimonial

Helena: Luís, acho que este ano estamos a viver a Páscoa como nunca antes.

Luís: Pois é, Helena, não só a Páscoa, que é o culminar de toda a Semana Santa, mas também a Paixão… Deus concedeu-nos vivê-la este ano com profundidade.

Helena: Sim, é verdade. É como se Ele nos tivesse preparado durante todo este tempo da Quaresma e depois, nesta última semana, para vivermos a alegria que sentimos hoje, a Páscoa. Como se todo o nosso entendimento tivesse despertado… agora conseguimos compreender.

Luís: Exatamente, porque também nós, de certa forma, ressuscitámos com Cristo. Este ano descobrimos a maravilha que o nosso casamento pode ser; isso levou a que a nossa família esteja mais unida, com mais alegria, mais paz. E, embora tenhamos passado por alguma cruz, vimos que, vivendo tudo com Ele, encontramos a paz. E esta é a nossa Páscoa.

Helena: Sim, Cristo passou pela nossa vida e ressuscitou em nós. Feliz Páscoa, querido esposo!

Luís: Feliz Páscoa, querida esposa!

 

Mãe,

Obrigado, querida Mãe, por estares connosco todos os dias. Que um dia possamos viver a Páscoa contigo no Céu. Glória a Deus!

Alegrai-vos, não temais. Comentario para os Esposos: Mateus 28, 1-10

Evangelho do dia
Leitura do santo Evangelho segundo São Mateus 28, 110
Depois do sábado, ao raiar do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram visitar o sepulcro. De repente, houve um grande terramoto: o Anjo do Senhor desceu do Céu e, aproximando-se, removeu a pedra do sepulcro e sentou-se sobre ela. O seu aspecto era como um relâmpago e a sua túnica branca como a neve. Os guardas começaram a tremer de medo e ficaram como mortos. O Anjo tomou a palavra e disse às mulheres: «Não tenhais medo; sei que procurais Jesus, o Crucificado. Não está aqui: ressuscitou, como tinha dito. Vinde ver o lugar onde jazia. E ide depressa dizer aos discípulos: ‘Ele ressuscitou dos mortos e vai adiante de vós para a Galileia. Lá O vereis’. Era o que tinha para vos dizer». As mulheres afastaram-se rapidamente do sepulcro, cheias de temor e grande alegria, e correram a levar a notícia aos discípulos. Jesus saiu ao seu encontro e saudou-as. Elas aproximaram-se, abraçaram-Lhe os pés e prostraram-se diante d’Ele. Disse-lhes então Jesus: «Não temais. Ide avisar os meus irmãos que partam para a Galileia. Lá Me verão».

Alegrai-vos, não temais.

Hoje, neste Sábado Santo, acompanhamos a nossa Mãe no silêncio do sepulcro, aguardando a luz que a Ressurreição de Cristo traz. A terra estremece, a pedra move-se, e um anjo anuncia-nos o que parecia impossível: Jesus ressuscitou!

Assim também, na nossa vida conjugal, por vezes tudo parece parado, pesado, até morto, quando as dúvidas, os medos, o cansaço ou o amor-próprio parecem governar o nosso coração. Hoje, Cristo convida-nos a olhar para além da nossa escuridão, a descobrir a luz que vence o pecado e a morte, e a viver na verdade do amor que transforma a vida quotidiana num reflexo do Seu amor divino.

Amar o nosso esposo com o Amor de Cristo é viver a ressurreição dia após dia: morrer para o egoísmo e nascer para a entrega, morrer para o orgulho e viver na comunhão. Como as duas Marias que foram ao sepulcro, por vezes falta-nos fé para acreditar que, depois do sacrifício, chega sempre a vida. Custa-nos aceitar que a entrega por amor, mesmo quando dói ou implica renúncia, conduz à plenitude e à alegria.

Cristo assegura-nos que, mesmo na dúvida e no medo, Ele vai à nossa frente e diz-nos: “Alegrai-vos.” Chama-nos a ser testemunhas do Seu amor e a viver em comunhão com Ele, para que a Sua obra se torne visível em nós e através de nós. Que aprendamos a caminhar em direcção a essa luz, abraçando o nosso cônjuge e vivendo o amor verdadeiro, onde Cristo ressuscita e a esperança renasce.
Transposição para a vida matrimonial:

Maria: David, hoje, na oração, senti que o nosso amor passou por uma ressurreição.

David: Ressurreição?
Maria: Sim… antes amávamo-nos a partir de nós próprios, medindo, comparando, esperando do outro… e isso tornava-o frágil.

David: É verdade, Maria… um amor muito limitado.

Maria: Agora, no entanto, sinto-o diferente, como se nascesse de Cristo. Quando nos deixamos preencher por Ele, podemos amar-nos com paz, sem exigências nem medo.

David: E tudo muda… não porque as dificuldades desapareçam, mas porque há uma fonte que sustém o nosso amor.
 
Maria: Exactamente, meu amor. O nosso amor vive agora de algo que não se esgota, porque nasce e se sustém em Cristo, fonte de vida e de esperança.

Mãe,


ajuda-nos a permanecer junto do teu Filho no silêncio e na espera, para que a luz da Sua Ressurreição encha sempre os nossos corações.
 Bendito e louvado sejais para sempre, Senhor!

Dar a vida. Comentario para os Esposos: João 1-19, 42

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João 1-19, 42

Naquele tempo,
Jesus saiu com os seus discípulos
para o outro lado da torrente do Cedron.
Havia lá um jardim, onde Ele entrou com os seus discípulos.
Judas, que O ia entregar, conhecia também o local,
porque Jesus Se reunira lá muitas vezes
com os discípulos.
Tomando consigo uma companhia de soldados
e alguns guardas,
enviados pelos príncipes dos sacerdotes e pelos fariseus,
Judas chegou ali, com archotes, lanternas e armas.
Sabendo Jesus tudo o que Lhe ia acontecer,
adiantou-Se e perguntou-lhes:
J «A quem buscais?».
N Eles responderam-Lhe:
R «A Jesus, o Nazareno».
N Jesus disse-lhes:
J «Sou Eu».
N Judas, que O ia entregar, também estava com eles.
Quando Jesus lhes disse: «Sou Eu»,
recuaram e caíram por terra.
Jesus perguntou-lhes novamente:
J «A quem buscais?».
N Eles responderam:
R «A Jesus, o Nazareno».
N Disse-lhes Jesus:
J «Já vos disse que sou Eu.
Por isso, se é a Mim que buscais,
deixai que estes se retirem».
N Assim se cumpriam as palavras que Ele tinha dito:
«Daqueles que Me deste, não perdi nenhum».
Então, Simão Pedro, que tinha uma espada,
desembainhou-a e feriu um servo do sumo sacerdote,
cortando-lhe a orelha direita.
O servo chamava-se Malco. Mas Jesus disse a Pedro:
J «Mete a tua espada na bainha.
Não hei de beber o cálice que meu Pai Me deu?».
N Então, a companhia de soldados,
o oficial e os guardas dos judeus
apoderaram-se de Jesus e manietaram-n’O.
Levaram-n’O primeiro a Anás,
por ser sogro de Caifás,
que era o sumo sacerdote nesse ano.
Caifás é que tinha dado o seguinte conselho aos judeus:
«Convém que morra um só homem pelo povo».
Entretanto, Simão Pedro seguia Jesus
com outro discípulo.
Esse discípulo era conhecido do sumo sacerdote
e entrou com Jesus no pátio do sumo sacerdote,
enquanto Pedro ficava à porta, do lado de fora.
Então o outro discípulo, conhecido do sumo sacerdote,
falou à porteira e levou Pedro para dentro.
A porteira disse a Pedro:
R «Tu não és dos discípulos desse homem?».
N Ele respondeu:
R «Não sou».
N Estavam ali presentes os servos e os guardas,
que, por causa do frio, tinham acendido um braseiro
e se aqueciam.
Pedro também se encontrava com eles a aquecer-se.
Entretanto, o sumo sacerdote interrogou Jesus
acerca dos seus discípulos e da sua doutrina.
Jesus respondeu-lhe:
J «Falei abertamente ao mundo.
Sempre ensinei na sinagoga e no templo,
onde todos os judeus se reúnem,
e não disse nada em segredo.
Porque Me interrogas?
Pergunta aos que Me ouviram o que lhes disse:
eles bem sabem aquilo de que lhes falei».
N A estas palavras, um dos guardas que estava ali presente
deu uma bofetada a Jesus e disse-Lhe:
R «É assim que respondes ao sumo sacerdote?».
N Jesus respondeu-lhe:
J «Se falei mal, mostra-Me em quê.
Mas, se falei bem, porque Me bates?».
N Então Anás mandou Jesus manietado
ao sumo sacerdote Caifás.
Simão Pedro continuava ali a aquecer-se.
Disseram-lhe então:
R «Tu não és também um dos seus discípulos?».
N Ele negou, dizendo:
R «Não sou».
N Replicou um dos servos do sumo sacerdote,
parente daquele a quem Pedro cortara a orelha:
R «Então eu não te vi com Ele no jardim?».
N Pedro negou novamente,
e logo um galo cantou.
Depois, levaram Jesus da residência de Caifás ao Pretório.
Era de manhã cedo. Eles não entraram no pretório, para
não se contaminarem e assim poderem comer a Páscoa.
Pilatos veio cá fora ter com eles e perguntou-lhes:
R «Que acusação trazeis contra este homem?».
N Eles responderam-lhe:
R «Se não fosse malfeitor, não t’O entregávamos».
N Disse-lhes Pilatos:
R «Tomai-O vós próprios, e julgai-O segundo a vossa lei».
N Os judeus responderam:
R «Não nos é permitido dar a morte a ninguém».
N Assim se cumpriam as palavras que Jesus tinha dito,
ao indicar de que morte ia morrer.
Entretanto, Pilatos entrou novamente no pretório,
chamou Jesus e perguntou-Lhe:
R «Tu és o Rei dos judeus?».
N Jesus respondeu-lhe:
J «É por ti que o dizes,
ou foram outros que to disseram de Mim?».

N Disse-Lhe Pilatos:
R «Porventura sou eu judeu?
O teu povo e os sumos sacerdotes
é que Te entregaram a Mim.
Que fizeste?».
N Jesus respondeu:
J «O meu reino não é deste mundo.
Se o meu reino fosse deste mundo,
os meus guardas lutariam
para que Eu não fosse entregue aos judeus.
Mas o meu reino não é daqui».
N Disse-Lhe Pilatos:
R «Então, Tu és Rei?».
N Jesus respondeu-lhe:
J «É como dizes: sou Rei.
Para isso nasci e vim ao mundo,
a fim de dar testemunho da verdade.
Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz».
N Disse-Lhe Pilatos:
R «Que é a verdade?».
N Dito isto, saiu novamente para fora e declarou aos judeus:
R «Não encontro neste homem culpa nenhuma.
Mas vós estais habituados
a que eu vos solte alguém pela Páscoa.
Quereis que vos solte o Rei dos judeus?».
N Eles gritaram de novo:
R «Esse não. Antes Barrabás».
N Barrabás era um salteador.
Então Pilatos mandou que levassem Jesus
e O açoitassem.
Os soldados teceram uma coroa de espinhos,
colocaram-Lha na cabeça
e envolveram Jesus num manto de púrpura.
Depois aproximavam-se d’Ele e diziam:
R «Salve, Rei dos judeus».
N E davam-Lhe bofetadas.
Pilatos saiu novamente para fora e disse:
R «Eu vo-l’O trago aqui fora,
para saberdes que não encontro n’Ele culpa nenhuma».

N Jesus saiu,
trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura.
Pilatos disse-lhes:
R «Eis o homem».
N Quando viram Jesus,
os príncipes dos sacerdotes e os guardas gritaram:
R «Crucifica-O! Crucifica-O!».
N Disse-lhes Pilatos:
R «Tomai-O vós mesmos e crucificai-O,
que eu não encontro n’Ele culpa alguma».
N Responderam-lhe os judeus:
R «Nós temos uma lei
e, segundo a nossa lei, deve morrer,
porque Se fez Filho de Deus».
N Quando Pilatos ouviu estas palavras, ficou assustado.
Voltou a entrar no pretório e perguntou a Jesus:
R «Donde és Tu?».
N Mas Jesus não lhe deu resposta.
Disse-Lhe então Pilatos:
R «Não me falas? Não sabes que tenho poder
para Te soltar e para Te crucificar?».
N Jesus respondeu-lhe:
J «Nenhum poder terias sobre Mim,
se não te fosse dado do alto.
Por isso, quem Me entregou a ti tem maior pecado».
N A partir de então, Pilatos procurava libertar Jesus.
Mas os judeus gritavam:
R «Se O libertares, não és amigo de César:
todo aquele que se faz rei é contra César».
N Ao ouvir estas palavras,
Pilatos trouxe Jesus para fora
e sentou-se no tribunal,
no lugar chamado «Lagedo», em hebraico «Gabatá».
Era a Preparação da Páscoa, por volta do meio-dia.
Disse então aos judeus:
R «Eis o vosso Rei!».
N Mas eles gritaram:
R «À morte, à morte! Crucifica-O!».

N Disse-lhes Pilatos:
R «Hei de crucificar o vosso Rei?».
N Replicaram-lhe os príncipes dos sacerdotes:
R «Não temos outro rei senão César».
N Entregou-lhes então Jesus, para ser crucificado.
E eles apoderaram-se de Jesus.
Levando a cruz,
Jesus saiu para o chamado Lugar do Calvário,
que em hebraico se diz Gólgota.
Ali O crucificaram, e com Ele mais dois:
um de cada lado e Jesus no meio.
Pilatos escreveu ainda um letreiro
e colocou-o no alto da cruz; nele estava escrito:
«Jesus, o Nazareno, Rei dos judeus».
Muitos judeus leram esse letreiro,
porque o lugar onde Jesus tinha sido crucificado
era perto da cidade.
Estava escrito em hebraico, grego e latim.
Diziam então a Pilatos
os príncipes dos sacerdotes dos judeus:
R «Não escrevas: ‘Rei dos judeus’,
mas que Ele afirmou: ‘Eu sou o Rei dos judeus’».
N Pilatos retorquiu:
R «O que escrevi está escrito».
N Quando crucificaram Jesus,
os soldados tomaram as suas vestes,
das quais fizeram quatro lotes, um para cada soldado,
e ficaram também com a túnica.
A túnica não tinha costura:
era tecida de alto a baixo como um todo.
Disseram uns aos outros:
R «Não a rasguemos, mas lancemos sortes,
para ver de quem será».
N Assim se cumpria a Escritura:
«Repartiram entre si as minhas vestes
e deitaram sortes sobre a minha túnica».
Foi o que fizeram os soldados.
Estavam junto à cruz de Jesus
sua Mãe, a irmã de sua Mãe,
Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena.
Ao ver sua Mãe e o discípulo predileto,
Jesus disse a sua Mãe:
J «Mulher, eis o teu filho».
N Depois disse ao discípulo:
J «Eis a tua Mãe».
N E a partir daquela hora,
o discípulo recebeu-a em sua casa.
Depois, sabendo que tudo estava consumado
e para que se cumprisse a Escritura,
Jesus disse:
J «Tenho sede».
N Estava ali um vaso cheio de vinagre.
Prenderam a uma vara uma esponja embebida em vinagre
e levaram-Lha à boca.
Quando Jesus tomou o vinagre, exclamou:
J «Tudo está consumado».
N E, inclinando a cabeça, expirou.
N Por ser a Preparação, e para que os corpos
não ficassem na cruz durante o sábado,
– era um grande dia aquele sábado –
os judeus pediram a Pilatos
que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados.
Os soldados vieram e quebraram as pernas ao primeiro,
depois ao outro que tinha sido crucificado com ele.
Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto,
não Lhe quebraram as pernas,
mas um dos soldados
trespassou-Lhe o lado com uma lança,
e logo saiu sangue e água.
Aquele que viu é que dá testemunho
e o seu testemunho é verdadeiro.
Ele sabe que diz a verdade,
para que também vós acrediteis.
Assim aconteceu para se cumprir a Escritura, que diz:
«Nenhum osso Lhe será quebrado».
Diz ainda outra passagem da Escritura:
«hão de olhar para Aquele que trespassaram».
Depois disto, José de Arimateia,
que era discípulo de Jesus,
embora oculto por medo dos judeus,
pediu licença a Pilatos para levar o corpo de Jesus.
Pilatos permitiu-lho.
José veio então tirar o corpo de Jesus.
Veio também Nicodemos,
aquele que, antes, tinha ido de noite ao encontro de Jesus.
Trazia uma mistura de quase cem libras de mirra e aloés.
Tomaram o corpo de Jesus
e envolveram-no em ligaduras juntamente com os perfumes,
como é costume sepultar entre os judeus.
No local em que Jesus tinha sido crucificado,
havia um jardim e, no jardim, um sepulcro novo,
no qual ainda ninguém fora sepultado.
Foi aí que, por causa da Preparação dos judeus,
porque o sepulcro ficava perto,
depositaram Jesus.

 

Dar a vida. 

Vemos Jesus na Paixão, que não é uma vítima passiva, mas que se entrega voluntariamente por amor. É Ele quem diz: «Ninguém me tira a vida, eu  entrego-a livremente»

São João permite-nos contemplar a verdade. Um Deus que ama até ao extremo, que dá a vida pela sua esposa, a Igreja, e transforma a cruz em fonte de vida eterna. Será que eu dou a vida pelo meu marido?

 

Transposição para a vida matrimonial:

Isabel: Francisco, ver Jesus na sua Paixão dá-me muito em que pensar, e vejo que no matrimónio somos chamados a esse mesmo «amor até ao extremo».

Francisco: Sim, Isabel, tens razão, mas às vezes, o cansaço ou as ofensas tentam-nos a «lavar as mãos» como Pilatos ou a «negar-nos» como Pedro.

Isabel: Pois… no entanto, o nosso próprio Sacramento dá-nos a graça e a força para nos entregarmos e darmos a vida no quotidiano. Amar é a decisão de morrer a nós próprios para que o outro viva. Na nossa entrega mútua, o mundo deve ver o amor de Cristo.

Francisco: Tens toda a razão, mas… Ufa… como é difícil às vezes… Que tal rezarmos um pouco e pedirmos a graça ao Senhor para que nos ajude nesta entrega mútua?

Isabel: Claro que sim, Francisco, vamos a isso!

Isabel e Francisco: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ámen. Senhor Jesus, dá-nos a graça de viver o nosso matrimónio com um «sim» constante, para que possamos entregar-nos sem reservas em todos os momentos, nas dificuldades e nas alegrias. Que o nosso amor não seja deste mundo, mas que seja um reflexo do Teu, ámen.

Mãe,

Tu também amaste como o Senhor, ensina-nos a amar-nos com essa entrega. Bendito e louvado seja o Senhor.


Deixa‑te amar. Comentario para os casais: João 13, 1-15

Leitura do Santo Evangelho segundo S. João 13, 115
Antes da festa da Páscoa, Jesus, sabendo bem que tinha chegado a sua hora da passagem deste mundo para o Pai, Ele, que amara os seus que estavam no mundo, levou o seu amor por eles até ao extremo. O diabo já tinha metido no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, a decisão de o entregar. Enquanto celebravam a ceia, Jesus, sabendo perfeitamente que o Pai tudo lhe pusera nas mãos, e que saíra de Deus e para Deus voltava, levantou-se da mesa, tirou o manto, tomou uma toalha e atou-a à cintura. Depois deitou água na bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugá-los com a toalha que atara à cintura. Chegou, pois, a Simão Pedro. Este disse-lhe: «Senhor, Tu é que me lavas os pés?» Jesus respondeu-lhe: «O que Eu estou a fazer tu não o entendes por agora, mas hás de compreendê-lo depois.» Disse-lhe Pedro: «Não! Tu nunca me hás de lavar os pés!» Replicou-lhe Jesus: «Se Eu não te lavar, nada terás a haver comigo.» Disse-lhe, então, Simão Pedro: «Ó Senhor! Não só os pés, mas também as mãos e a cabeça!» Respondeu-lhe Jesus: «Quem tomou banho não precisa de lavar senão os pés, pois está todo limpo. E vós estais limpos, mas não todos.»
Ele bem sabia quem o ia entregar; por isso é que lhe disse: ‘Nem todos estais limpos’. Depois de lhes ter lavado os pés e de ter posto o manto, voltou a sentar-se à mesa e disse-lhes: «Compreendeis o que vos fiz? Vós chamais-me ‘o Mestre’ e ‘o Senhor’, e dizeis bem, porque o sou. Ora, se Eu, o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Na verdade, dei-vos exemplo para que, assim como Eu fiz, vós façais também.

Deixa‑te amar.

Hoje, Quinta‑Feira Santa, Jesus mostra‑nos que amar “até ao fim” é escolher amar o marido/a mulher todos os dias, mesmo quando custa. Na vida conjugal, lavar os pés significa acolher as fragilidades do marido ou da mulher sem julgar, servir sem medir, amar em silêncio. Cuidar dos pequenos detalhes, aqueles que sustentam o amor de cada dia.

Mas no matrimónio não se ama apenas dando; ama‑se também deixando‑se amar com humildade. Como Pedro, por vezes resistimos a deixar‑nos amar, mas o Senhor convida‑nos também a receber. O serviço mútuo purifica o coração e renova a aliança diariamente.

Somos chamados a descobrir o rosto de Cristo no nosso marido/mulher e a aprender a amar como Ele ama, fazendo da nossa vida um dom constante um para o outro, mesmo quando o outro tem os pés sujos.

Transposição para a vida Matrimonial

Xavier (chega do trabalho e atira‑se para o sofá): Não aguento mais, foi um dia horrível. María (da cozinha): Eu também não parei o dia todo. (silêncio tenso)

María (suspira, aproxima‑se de Xavier): Olha… queres que te prepare alguma coisa para jantar? Xavier (olha para ela, surpreendido): A sério? Mas tu estás tão cansada como eu, ou mais. María: Sim, mas hoje quero cuidar de ti. Xavier (endireita‑se): Então jantamos juntos e depois arrumo eu. María (sorrindo): Combinado. Xavier: Às vezes esquecemo‑nos de que servir é a forma mais simples de dizer “amo‑te”. María: Sim. É isso que o Senhor nos ensina: servir, acolher, curar, entregar‑se, lavar os pés. Eu quero imitá‑lo. Xavier: E eu também. Mas sozinhos não conseguimos, precisamos d’Ele.

Mãe

Ensina‑nos a amar nos pequenos gestos de serviço. Bendito seja o teu Filho precioso, o servo de todos.


Contemplarei a Tua Paixão. Comentario para os casais: Mateus 26, 14-25

Evangelho do dia

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 26, 14-25

Naquele tempo,

um dos Doze, chamado Iscariotes,

foi ter com os príncipes dos sacerdotes e disse-lhes:

«Que estais dispostos a dar-me para vos entregar Jesus?»

Eles garantiram-lhe trinta moedas de prata.

A partir de então,

Judas procurava uma oportunidade para O entregar.

No primeiro dia dos Ázimos,

os discípulos foram ter com Jesus e perguntaram-Lhe:

«Onde queres que façamos os preparativos

para comer a Páscoa?»

Ele respondeu:

«Ide à cidade, a casa de tal pessoa, e dizei-lhe:

‘O Mestre manda dizer:

O meu tempo está próximo.

É em tua casa que Eu quero celebrar a Páscoa

com os meus discípulos’».

Os discípulos fizeram como Jesus lhes tinha mandado

e prepararam a Páscoa.

Ao cair da tarde, sentou-Se à mesa com os Doze.

Enquanto comiam, declarou:

«Em verdade, em verdade vos digo:

Um de vós Me entregará».

Profundamente entristecidos,

começou cada um a perguntar-Lhe:

«Serei eu, Senhor?»

Jesus respondeu:

«Aquele que meteu comigo a mão no prato

é que vai entregar-Me.

O Filho do homem vai partir,

como está escrito acerca d’Ele.

Mas ai daquele por quem o Filho do homem vai ser entregue!

Melhor seria para esse homem não ter nascido».

Judas, que O ia entregar, tomou a palavra e perguntou:

«Serei eu, Mestre?»

Respondeu Jesus:

«Tu o disseste».

Contemplarei a Tua Paixão

Meu querido Senhor, como nos dói esta cena! Um dos Teus amigos, a entregar-Te. Os outros, a duvidar de si próprios. Tu, tão sozinho.

Dói ainda mais quando me apercebo de que também eu Te deixei sozinho muitas vezes. Pior ainda, também eu Te entreguei à cruz por algumas moedas. Cada pecado é como entregar-Te por aquelas «moedas» que são um momento de prazer, um «apetece-me tanto», algumas palavras fora de tom, uma crítica, uma falta de entrega…

Senhor, magoa-me profundamente ter-Te entregado à cruz tantas vezes. Aí estás Tu, a sofrer terrivelmente, flagelado, pregado, dilacerado… por causa do meu pecado.

Meu bom Jesus, não quero pecar mais. Nestes dias santos, contemplarei a tua Paixão cheio de mágoa pelo que te fiz. Cheio de arrependimento para nunca mais o fazer. Cheio de amor pelo que fizeste por mim, por te teres entregado até à morte pela minha salvação.

E cheio de esperança para acolher toda a misericórdia e a graça que brotam do teu Coração traspassado, para, com a força do teu Espírito Santo, levar uma vida de oração e sacramentos, que rejeite o pecado, que apenas deseje encher-se do teu Amor para se entregar como Tu, para amar como Tu.

Amo-Te tanto, Senhor! Mil vezes obrigado por tudo.

Transposição para a Vida Matrimonial

Catarina: André, gostava que esta semana santa fosse especial. Que acompanhemos o Senhor, a sério, na Sua Paixão. Que tenhamos consciência de que se entregou por nós. Que aquele “medo a ponto de morrer”, aquela suor de sangue, aquelas chicotadas, aquela tortura, aquela crucificação, foram por nós.

André: Realmente é incrível o que o Senhor teve de fazer por nós. Entristece-me tanto não ter sido consciente da gravidade dos meus pecados. Cada um dos meus pecados, exigiu de Jesus aquela tortura. Sei que através da confissão a Sua misericórdia me perdoou. Mas como cada futuro pecado meu irá acrescentar mais dor à Sua tortura, não quero pecar mais. Sei que sou pecador, mas vou fazer tudo o que está ao meu alcance para não voltar a cair. Seguir, com determinação uma vida de oração e sacramentos e um caminho de purificação do meu coração para, com a Sua Graça, poupá-lo a mais sofrimento.

Catarina: Sim, e com a esperança de saber que do seu Coração trespassado brota tudo o que precisamos para percorrer esse caminho de santidade. Não temos desculpa, Ele deu-nos tudo o que precisamos para o alcançar. Vamos em frente com determinação!

Mãe,

Ajuda-nos a viver estes dias santos levados pela Tua Mão, tal como Tu, unidos ao Teu Filho. E cheios de gratidão. Bendito e louvado seja Deus!