Arquivo diário: 6 Setembro, 2026

A oração conjugal. Comentário para os esposos: Mateus 18, 15-20

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 18, 15-20

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se o teu irmão te ofender, vai ter com ele e repreende-o a sós. Se te escutar, terás ganho o teu irmão. Se não te escutar, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão fique resolvida pela palavra de duas ou três testemunhas. Mas se ele não lhes der ouvidos, comunica o caso à Igreja; e se também não der ouvidos à Igreja, considera-o como um pagão ou um publicano.

Em verdade vos digo: Tudo o que ligardes na terra será ligado no Céu; e tudo o que desligardes na terra será desligado no Céu. Digo-vos ainda: Se dois de vós se unirem na terra para pedirem qualquer coisa, ser-lhes-á concedida por meu Pai que está nos Céus. Na verdade, onde estão dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles».

A oração conjugal

Hoje, Senhor, deixas claro aos esposos que a nossa oração conjugal tem um enorme poder: Tu fazes-Te presente no meio de nós, de forma real, não é algo simbólico. Que maravilha é rezar juntos e saber que Tu estás connosco; podemos dirigir-nos a Ti para que nos mostres, no nosso coração, aquilo que queres ensinar-nos. E como se torna fácil pedir perdão por todas aquelas faltas que acontecem no dia a dia, fruto da nossa fragilidade e dos nossos desordenamentos. Mas, nesse clima, torna-se ainda mais fácil perdoar, porque também contamos com o Teu perdão.

Esposos, não desperdicemos este dom tão maravilhoso. Aproximem-se sem medo dessa fonte de graça que é a oração conjugal, onde o Senhor nos espera todos os dias.

Se ainda não fazemos oração ou se, por causa das férias, a deixámos um pouco de lado, de que estamos à espera? Deus deseja falar-vos ao coração de esposos.

Transposição para a vida matrimonial:

(Carla e António, enquanto se preparam para a sua oração conjugal depois das férias)

Carla: António, dá-me vontade de cantar «Quanto esperei por este momento…». Hahaha!

António: Hahaha! E isso porquê?

Carla: Por podermos ter este momento de paz e tranquilidade entre nós e o Senhor e retomarmos a nossa oração.

António: É verdade. Entre crianças sem horários, família, amigos, sobrava-nos pouco tempo para dedicar à nossa oração conjugal. Eu também sentia a falta dela.

Carla: Sim, e nas poucas vezes em que tivemos esse tempo, fizemo-lo à pressa e distraídos.

António: Bom, mas agora começamos um novo ano letivo e temos de retomar aquilo que tanto bem nos fez.

Carla: Sim, por isso não percamos mais tempo. Invoquemos o Espírito Santo para tornar presente o Senhor entre nós. Sabes que, quando dois ou mais se reúnem em Seu nome, Ele promete estar no meio deles.

António e Carla: Espírito Santo, vem cada dia aos nossos corações; ensina-nos e impele-nos a praticar o nosso amor conjugal segundo a vontade do Pai…

Mãe,

damos-Te graças por nos protegeres quando, pela nossa fragilidade, nos afastamos do Senhor. Tu que cuidas sempre dos teus filhos, leva-nos ao Senhor para que Ele possa fazer-Se presente entre nós. Bendita sejas!