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Cristo, modelo dos esposos. Comentário para os esposos: Mc 2, 18-22

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos – Mc 2, 18-22

Naquele tempo, os discípulos de João e os fariseus guardavam o jejum. Vieram perguntar a Jesus: «Por que motivo jejuam os discípulos de João e os fariseus e os teus discípulos não jejuam?». Respondeu-lhes Jesus: «Podem os companheiros do noivo jejuar, enquanto o noivo está com eles? Enquanto têm o noivo consigo, não podem jejuar. Dias virão em que o noivo lhes será tirado; nesses dias jejuarão. Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho, porque o remendo novo arranca parte do velho e o rasgão fica maior. E ninguém deita vinho novo em odres velhos, porque o vinho acaba por romper os odres e perdem-se o vinho e os odres. Para vinho novo, odres novos».

 

Cristo, modelo dos esposos

Jesus apresenta-se neste Evangelho como o Esposo. Esta imagem não é apenas simbólica: revela a forma como Deus se relaciona connosco e ilumina, de modo muito concreto, a nossa vocação conjugal. Onde está o Esposo, há alegria, comunhão e vida partilhada.

Quando lhe perguntam porque é que os discípulos não jejuam, Jesus responde a partir da lógica do amor: quando os esposos estão juntos, não vivem o amor a partir da ausência nem da privação, mas sim da presença e da festa. O jejum faz sentido quando há distância; o amor, quando há encontro. Na vida matrimonial, isto recorda-nos que a relação não pode sustentar-se apenas em sacrifícios ou normas, mas numa mudança de olhar, para ver o outro como Deus o vê e reconhecer a beleza do próprio matrimónio.

Jesus avisa, no entanto, que virão dias em que o Esposo lhes será tirado. Fala dos momentos de crise, de silêncio, de feridas ou de rotinas que podem surgir no casamento. Nesses tempos, o amor purifica-se e expressa-se como fidelidade, espera e entrega, e não como uma emoção imediata. O jejum transforma-se então em aprender a amar o outro, mesmo quando não se “sente” a sua proximidade.

Este Evangelho convida os esposos a perguntarem-se:
– Celebramos a presença do outro como um dom?
– Sabemos atravessar as ausências sem deixar de amar o outro?
– Estamos dispostos a renovar-nos para que o amor continue a ser “vinho novo”?

Cristo, Esposo fiel, caminha com os casais para que o seu amor não se desgaste, mas para que se transforme todos os dias numa aliança mais profunda e fecunda.

Transposição  para a vida matrimonial:

Ana: Olha, percebeste que, no Evangelho de hoje, Jesus diz que, enquanto o esposo está presente, não se jejua?
Luís: Então fica oficialmente confirmado: quando estou em casa, não há dieta.
Ana: Não te entusiasmes tanto… Jesus falava de algo mais profundo.
Luís: Eu sei, eu sei… mas deixa-me aproveitar a interpretação literal durante cinco segundos.
Ana: Fez-me pensar que o matrimónio não pode ser só sacrifício e esforço. Também foi feito para ser vivido com alegria.
Luís: Ainda bem. Porque se isto fosse só penitência, já tínhamos asas de tanto sofrer.
Ana: Mas depois diz que virá o dia em que o Esposo lhes será tirado.
Luís: Isso conta quando ficas zangada e não me falas a tarde inteira?
Ana: Exactamente. Aí, tu jejuas… de conversa.
Luís: E eu faço penitência em silêncio, à espera da reconciliação.
Ana: A parte do remendo novo em roupa velha tocou-me muito. Não dá para resolver tudo com o “sempre foi assim”.
Luís: Claro, porque tentar resolver os problemas de hoje com argumentos de há vinte anos é como pôr vinho novo numa garrafa de plástico.
Ana: Ou fingir que conseguimos funcionar com as mesmas energias de quando não tínhamos filhos nem contas para pagar.
Luís: É isso mesmo: e nunca esquecer uma boa dose de humor.
Ana: Ámen a isso. Porque sem humor, nem o vinho novo aguenta.
Luís: E sem amor, nem a melhor odre serve.

Mãe,

ensina-nos a olharmo-nos como Tu olhas: sem julgamento, com paciência e ternura, sempre lentos a julgar mas rápidos a perdoar.
Louvada sejas para sempre.

A vê-lo chegar. Comentário para os esposos: João 1, 29-34

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João 1, 29-34

Naquele tempo, João Batista viu Jesus, que vinha ao seu encontro, e exclamou: «Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

É d’Ele que eu dizia: ‘Depois de mim vem um Homem, que passou à minha frente, porque era antes de mim’. Eu não O conhecia, mas foi para Ele Se manifestar a Israel que eu vim batizar na água».

João deu mais este testemunho: «Eu vi o Espírito Santo descer do Céu como uma pomba e permanecer sobre Ele. Eu não O conhecia, mas quem me enviou a batizar na água é que me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito Santo descer e permanecer é que batiza no Espírito Santo’.

Ora, eu vi e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus».

 

A vê-lo chegar

O Espírito Santo levou João a ver o Filho de Deus e a dar testemunho.
E tu? Que espírito te guia? Quem vês no teu marido/na tua mulher?
Há um olhar guiado pelo teu próprio espírito que tenta impor “um modelo” de como queres que seja o teu marido/a tua mulher. Esse olhar conduz à frustração, à tristeza, à monotonia e, em última análise, à perda do assombro.
Mas há um outro olhar: um olhar que acolhe e que “dá valor”, que abre a porta à ação do Espírito Santo no teu marido/ na tua mulher e que surpreende sempre, até para além da dor que por vezes possa trazer consigo. É um olhar que não só dá espaço, mas que colabora ativamente com o Espírito Santo para ajudar o teu marido/a tua mulher a descobrir o mistério que traz dentro de si, a cultivar a sua relação com Deus, a iluminar a sua beleza como filho de Deus.
João soube olhar assim e soube pôr-se de lado: «Depois de mim vem Alguém que está à minha frente» (Jo 1,30).
E tu? Como contribuis para a obra de Deus no teu marido/na tua mulher?
Quem é o verdadeiro protagonista dessa obra: o teu espírito ou o Espírito Santo? O teu amor-próprio ou o Amor de Deus?

 

 

Transposição para a vida matrimonial:

Maria e João “sobreviveram” um Natal cheio de compromissos, família e muito ruído. Uma noite, depois do regresso à “rotina”…

Maria: João, este foi um Natal muito intenso. Vi tantas mudanças boas em ti e como te entregaste aos nossos filhos. Mas preciso dizer-te que estou a ser muito tentada pelo meu amor-próprio. Infelizmente, estou a olhar para ti de forma errada, reclamando de maneira egoísta “a minha quota” de atenção.
Tenho consciência de que não é culpa tua, mas totalmente minha. E quero partilhar contigo esta miséria, porque tenho medo de que o meu olhar te faça mal.
Foram festas cheias de família e de ruído… e sinto-te tanto a faltar. Sinto falta desses momentos em que partilho o que há no meu coração.
Conto-te isto porque tenho medo de que sejas tu a pagar as minhas lutas. Não quero que seja assim. Quero proteger a nossa intimidade.
Peço-te perdão, não por algo que te tenha feito, mas por tudo aquilo que deixo de fazer por causa de um olhar que limita a minha entrega.
Quero que seja Cristo a olhar-te. Sinto tanta falta do nosso tempo juntos com Ele… Mas tenho a grande esperança de que agora possamos recuperar os nossos momentos e a nossa intimidade com Ele. Assim poderei mostrar-te o meu coração, que tanto preciso de partilhar contigo para que Ele o cure.

João: Meu Deus!!! Querida, muito obrigado por partilhares a tua angústia. Lamento muito não ter estado atento ao teu sofrimento. Tu és a ajuda que Deus me envia para não esquecer que tudo nasce de partilharmos a nossa intimidade, de nos tornarmos vulneráveis.

Maria: Também acredito nisso. Dessa comunhão nasce tudo o resto, porque assim garantimos que é Ele quem o faz.

 

Mãe,

mostra-nos como acolher o Espírito que torna presente o teu Filho entre nós. Seja para sempre bendito e louvado Aquele que, com o Seu Sangue, nos redimiu.

A chamada. Comentário para os esposos: Mc 2,13-17

Evangelho do dia
Leitura do santo Evangelho segundo São Marcos 2, 13-17
Naquele tempo, Jesus saiu de novo para a beira-mar. A multidão veio ao seu encontro, e Ele começou a ensinar a todos. Ao passar, viu Levi, filho de Alfeu, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: «Segue-me». Ele levantou-se e seguiu Jesus. Encontrando-Se Jesus à mesa em casa de Levi, muitos publicanos e pecadores estavam também à mesa com Jesus e os seus discípulos, pois eram muitos os que O seguiam. Os escribas do partido dos fariseus, ao verem-n’O comer com os pecadores e os publicanos, diziam aos discípulos: «Por que motivo é que Ele come com publicanos e pecadores?». Jesus ouviu e respondeu-lhes: «Não são os que têm saúde que precisam do médico, mas os que estão doentes. Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores».

A chamada

Hoje vemos a chamada de Jesus a Mateus, tal como há alguns dias o Evangelho nos mostrava a chamada a Pedro e André, e a Tiago e João, enquanto estavam nas suas tarefas diárias: uns a lançar as redes ao mar, outros a limpá-las, Mateus no posto de cobrança. A todos eles o Senhor escolhe. Ele toma a iniciativa, prepara o caminho, vai ao seu encontro e convida-os a segui-l’O, sem Se assustar com o estado em que se encontram, porque veio para curar os doentes, para nos salvar.
O Senhor escolheu cada um de nós e encontra-nos na nossa realidade quotidiana. Ele não olha para como estamos agora, mas para aquilo a que somos chamados. Depende de nós estarmos atentos e abertos à Sua chamada e responder, deixando para trás os nossos apegos para O seguir imediatamente, como os discípulos; ou colocando condições, como aqueles que disseram: “deixa-me primeiro ir sepultar o meu pai” ou “deixa-me despedir-me dos de minha casa”. Agarraram-se aos seus apegos e não conseguiram seguir Jesus.
Esposos, estamos atentos para reconhecer a chamada de Deus e dispostos a segui-l’O, a desprender-nos dos nossos apegos? Porque, para seguir verdadeiramente o Senhor na nossa vocação matrimonial, é preciso estarmos realmente dispostos a deixar tudo para nos entregarmos completamente a Deus, entregando-nos de corpo e alma à pessoa que Ele colocou ao nosso lado e ao cumprimento da nossa missão: representar o Amor trinitário de Deus neste mundo e colaborar na salvação do nosso cônjuge. Há algo mais belo? Há algum plano melhor? Então, atentos à Sua chamada e… à missão!

Transposição para a vida matrimonial

Francisco: Olha, o Pedro ligou-me e disse-me que já têm data para o próximo retiro e que estão à procura de equipa; perguntou-me se podíamos ir nós. O que achas?
M.ª das Dores: Nós outra vez?… Francisco, já estivemos no último há só quatro meses… lembra-te que foi uma confusão… organizar os miúdos para todo o fim de semana, os meus pais… além disso, agora que estamos tão bem os dois… era melhor aproveitarmos para fazer um programa em família.
Francisco: Sim, isso está muito bem, e podemos fazê-lo noutro fim de semana qualquer, mas chamaram-nos para este retiro… depois do que recebemos, acho que agora é a nossa vez de ajudar e não de nos acomodarmos.
M.ª das Dores: Sim, é verdade que é preciso ajudar, mas outra vez nós?
Francisco: E lembra-te de como nos fez bem; percebemos coisas que não tínhamos visto durante o nosso próprio retiro… e a alegria de ver outros casais descobrirem a beleza do seu Sacramento…
M.ª das Dores: Ai, Francisco… é que me dá preguiça sair… estamos tão bem agora…
Francisco: Já sabes o ditado… “Camarão que dorme, a maré leva”.
M.ª das Dores: (risos) Tens razão. Se nos acomodamos, recuamos.
Francisco: Já nos tinham dito: quem não constrói, destrói.
M.ª das Dores: Dou graças a Deus por ti, por puxares por mim e me tirares da minha comodidade. Gosto imenso de ti.

Mãe,

Ensina-nos a estar sempre atentos à chamada de Deus, como Tu estiveste, e dispostos a segui-l’O e a cumprir a Sua vontade. Bendita e gloriosa sejas, Mãe! Louvado seja para sempre o Senhor!


Pela fé. Comentário para os esposos: Mc 2, 1-12

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos Mc 2, 1-12

Quando Jesus entrou de novo em Cafarnaum e se soube que Ele estava em casa, juntaram-se tantas
pessoas que já não cabiam sequer em frente da porta; e Jesus começou a pregar lhes a palavra.
Trouxeram-Lhe um paralítico, transportado por quatro homens; e, como não podiam levá-lo até
junto d’Ele, devido à multidão, descobriram o tecto, por cima do lugar onde Ele Se encontrava
e, feita assim uma abertura, desceram a enxerga em que jazia o paralítico. Ao ver a fé daquela
gente, Jesus disse ao paralítico: «Filho, os teus pecados estão perdoados». Estavam ali sentados
alguns escribas, que assim discorriam em seus corações: «Porque fala Ele deste modo? Está a
blasfemar. Não é só Deus que pode perdoar os pecados?». Jesus, percebendo o que eles
estavam a pensar, perguntou-lhes: «Porque pensais assim nos vossos corações? Que é mais
fácil? Dizer ao paralítico ‘Os teus pecados estão perdoados’ ou dizer ‘Levanta-te, toma a tua
enxerga e anda’? Pois bem. Para saberdes que o Filho do homem tem na terra o poder de perdoar
os pecados, ‘Eu te ordeno – disse Ele ao paralítico – levanta-te, toma a tua enxerga e vai para
casa’». O homem levantou-se, tomou a enxerga e saiu diante de toda a gente, de modo que todos
ficaram maravilhados e glorificavam a Deus, dizendo: «Nunca vimos coisa assim».

Pela fé

O Senhor cura o paralítico do seu mal físico e espiritual pela fé das quatro pessoas que o
carregavam. Seríamos capazes de fazer isso por um casamento em crise?
A importância da fé é tal que o Senhor nos ensina, no Evangelho, que se tivéssemos a
dimensão de um grão de mostarda, seríamos capazes de mover montanhas.
Só temos de confiar Nele e dar o nosso pouco para que Ele possa fazer o Seu Tudo, em nós e em
tantos casais e famílias em dificuldades que temos à nossa volta. Senhor, aumenta a nossa fé!

Transposição para a vida matrimonial:

Pedro: Olha, Lúcia, os responsáveis pela Caridade Diocesana ligaram-me. Propuseram que
acompanhássemos um casal que está a precisar de tutores.
Lúcia: O que lhe disseste?
Pedro: Que eu precisava de falar contigo e que responderíamos depois de rezarmos. Insistiram
um pouco, dizendo que recebemos muito e que já há algum tempo nos preparamos na Escola
Nazaré com uma boa formação; que confiam que, com a ajuda de Deus, poderemos fazê-lo.
Lúcia: Bem, vamos colocar isso em oração, a verdade é que dá um pouco de medo.
(Após a oração conjugal)
Lúcia: O Senhor mostrou-me tudo o que fez no nosso casamento através do Projeto Amor
Conjugal. É uma alegria contemplar a nossa evolução nestes anos desde que fizemos o retiro
e, o mais importante, começámos a formação com as catequeses de São João Paulo. Tenho isso
claro.
Pedro: É muito o bem que podemos fazer partilhando este tesouro, Ele também me
mostrou isso, então, vamos dar o passo?
Lúcia: Vamos em frente! Confiemos no Senhor, que com o nosso pouco fará grandes obras.


Mãe,

Tu és o nosso modelo e guia na fé. Não desvies o teu olhar de nós e leva-nos pela tua mão até Ele.
Bendito e louvado seja o Senhor!


Na saúde e na doença. Comentário para os esposos: Marcos 1, 29-39

Evangelho do dia

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos 1, 29-39

Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, a casa de Simão e André. A sogra de Simão estava de cama com febre e logo Lhe falaram dela. Jesus aproximou-Se, tomou-a pela mão e levantou-a. A febre deixou-a e ela começou a servi-los. Ao cair da tarde, já depois do sol-posto, trouxeram-Lhe todos os doentes e possessos e a cidade inteira ficou reunida diante da porta. Jesus curou muitas pessoas, que eram atormentadas por várias doenças, e expulsou muitos demónios. Mas não deixava que os demónios falassem, porque sabiam quem Ele era. De manhã, muito cedo, levantou-Se e saiu. Retirou-Se para um sítio ermo e aí começou a orar. Simão e os companheiros foram à procura d’Ele e, quando O encontraram, disseram-Lhe: «Todos Te procuram». Ele respondeu-lhes: «Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, a fim de pregar aí também, porque foi para isso que Eu vim». E foi por toda a Galileia, pregando nas sinagogas e expulsando os demónios.

Na saúde e na doença.

O tempo do Natal terminou e esta semana começou o tempo comum. A pedagogia da Igreja, ao iniciar este tempo litúrgico, conduz-nos com os evangelhos à origem da vida cristã; na segunda-feira, Jesus convida-nos a segui-lo. Na terça-feira, descobrimos que Jesus ensina com autoridade e liberta do mal. Hoje e nos dias seguintes, vemos como Ele entra na nossa vida quotidiana e nos cura.

A vida cristã começa quando nos deixamos amar e curar por Jesus e continua quando gastamos esse amor recebido amando e servindo os outros. «A febre passou e ela começou a servi-los». A saúde foi-nos dada para a entregarmos, para a empregarmos ao serviço de Cristo e do próximo, começando, no nosso caso, pelo nosso cônjuge, filhos… Quando somos tocados pelo Senhor, aprendemos que a vida se vive dando-se, não gardando-se.

Se o mais importante fosse ter saúde, estaríamos todos condenados à infelicidade, porque, mais cedo ou mais tarde, a saúde perde-se. Mas se o que importa é servir e amar a Deus, então a saúde serve para ser gasta e a doença para ser oferecida junto à cruz e salvar com ela as almas. Assim, na saúde e na doença, podemos sempre entregar-nos e podemos sempre amar.

Transposição para a Vida Matrimonial

Rosa: Já viste como estão a Marta e o Luís? Cada vez que falamos com eles, parece que se entendem menos, sempre a criticar-se um ao outro, a culpar-se mutuamente pelo que cada um faz ou deixa de fazer, não se valorizam… Temos de rezar por eles, porque estão cada vez mais distantes um do outro.

Paulo: É verdade, que dor! Acho que, além de muita oração e sacrifícios da nossa parte, seria bom se nos aproximássemos deles, estivéssemos com eles, os ouvíssemos… como Jesus na casa de Pedro, que se aproximou daquele que estava a sofrer e lhe deu a mão.

Rosa: Sim, estar próximo… embora confesse que às vezes não sei o que lhes dizer.

Paulo: Vamos lá! Talvez esta presença próxima possa ajudá-los mais do que mil palavras. No caminho, rezamos um terço e colocamos a situação nas mãos de Nossa Senhora, Ela sabe.

Mãe,

O nosso coração está ferido e damos graças porque, em cada comunhão, Jesus se aproxima para nos tocar e curar. Como precisamos da sua proximidade! Obrigado por nos trazeres Jesus.  Bendita e louvada sejas para sempre!