Evangelho do dia

Evangelho do dia

Transposição para a vida matrimonial:
Lurdes: Obrigada, Senhor, pelo meu marido, por tudo o que faz por mim e por estar sempre atento a mim. Perdoa-me pela minha falta de paciência e por parecer que não lhe perdoo nada. Às vezes dou mais importância ao que ele deixa de fazer do que a ele próprio. Ajuda-me a amá-lo com os seus pequenos defeitos e a perdoá-lo sempre.
João: Obrigado, Senhor, pelo dom da minha mulher, que faz tudo para que eu seja melhor a cada dia. Perdoa-me por não dar atenção às pequenas coisas que sei que ela não gosta e que deixo para a última hora sem lhes dar importância. Também por estar sempre a arranjar desculpas e a defender-me quando ela me chama à atenção por algo que não me apetece fazer. Ajuda-me a estar mais atento a ela, amando-a primeiro naquilo que mais me custa.
Lurdes: Obrigada, João. Que te parece irmos juntos confessar-nos, para purificarmos o nosso coração? Assim deixamos de agir por impulso e será mais fácil ver o que o Senhor quer de nós.
João: Parece-me a melhor opção. Desta vez não tenho desculpa nenhuma, vamos já.

Evangelho do dia
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se o teu irmão te ofender, vai ter com ele e repreende-o a sós. Se te escutar, terás ganho o teu irmão. Se não te escutar, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão fique resolvida pela palavra de duas ou três testemunhas. Mas se ele não lhes der ouvidos, comunica o caso à Igreja; e se também não der ouvidos à Igreja, considera-o como um pagão ou um publicano. Em verdade vos digo: Tudo o que ligardes na terra será ligado no Céu; e tudo o que desligardes na terra será desligado no Céu. Digo-vos ainda: Se dois de vós se unirem na terra para pedirem qualquer coisa, ser-lhes-á concedida por meu Pai que está nos Céus. Na verdade, onde estão dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles».
Por amor a ti, ou por amor a mim?
Como Jesus é delicado, como é cuidadoso com a cada alma.
Não é fácil corrigir, e ainda menos deixar-se corrigir. É por isso que Jesus nos ensina a fazê-lo.
O mundo tenta-nos a julgar de longe, a julgar facilmente à distância, a calar com ressentimento ou a explodir com dureza. Jesus, pelo contrário, ensina-nos a corrigir com doçura, com proximidade, com oração, com paciência…
Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) dizia que não há verdade sem caridade, nem caridade sem verdade, realidade que se reflecte plenamente no Coração justo e misericordioso de Jesus.
Sem amor, a verdade pode ferir e separar; sem verdade, o amor pode tornar-se falso ou permissivo. Verdade e Amor estão inseparavelmente unidos em Jesus. É assim, também, que nós devemos corrigir os nossos irmãos e muito especialmente o nosso marido / nossa mulher, porque pelo nosso sacramento somos a sua ajuda adequada e ministros da graça de Deus para ele.
Os esposos cristãos administram a graça de Deus um ao outro, mesmo naquilo que é difícil de aceitar. Corrigir, rezar e oferecer um pelo outro é amar verdadeiramente.
Senhor, hoje contemplamos o teu Coração, que vai sempre ao nosso encontro, com ternura, com doçura, para nos salvar, para nos curar e para nos levar até Ti. Dá-nos um coração como o teu e obrigado pela tua infinita misericórdia.
Transposição para a vida matrimonial:
Fernando: Posso falar contigo por um momento?
Andreia: Claro, diz-me.
Fernando: Hoje de manhã fiquei aborrecido por teres demorado tanto tempo a sair. Estávamos com pressa e tu demoraste muito tempo a escolher o que vestir. Acho que devias organizar-te melhor e não perder tanto tempo com isso.
Andreia: Achas mesmo que foi assim tão grave?
Fernando: Acho que devias ser mais prática, acho que isso também é viver em virtude.
Andreia: (depois de um silêncio) Estive a pensar… tens a certeza de que me corrigiste para o meu próprio bem? Ou porque ficas nervoso quando tens de ficar à espera?
Fernando: (pensando) Uff… Acho que tens razão. É verdade, não me apercebi que falei contigo por impaciência, não por amor. Incomoda-me que me faças esperar e disfarcei a minha raiva de virtude.
Andreia: Não te preocupes, é fácil cair nisso… se nos vamos corrigir, que seja para nos aproximarmos de Deus, não para ajustar o outro ao nosso gosto. Porque, caso contrário, tudo o que fazemos é controlar e não amar, não achas?
Fernando: Obrigado por me ajudares a ver isso. Quero que as minhas correcções nasçam do amor e que receba as tuas como um presente para a minha alma. Ajuda-me a aprender a fazer isto.
Mãe,
O Coração justo e misericordioso de Jesus é o nosso modelo. Conduz-nos a Ele! Não nos deixes escapar da tua mão. Bendita sejas!

Leitura do Santo Evangelho Segundo São Mateus 18, 1-5
Naquela hora, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram-Lhe: «Quem é o maior no reino dos Céus?». Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles e disse-lhes: «Em verdade vos digo: Se não vos converterdes e não vos tornardes como as crianças, não entrareis no reino dos Céus. Quem for humilde como esta criança, esse será o maior no reino dos Céus. E quem acolher em meu nome uma criança como esta, acolhe-Me a Mim. Vede bem. Não desprezeis um só destes pequeninos. Eu vos digo que os seus Anjos veem constantemente o rosto de meu Pai que está nos Céus. Jesus disse ainda: «Que vos parece? Se um homem tiver cem ovelhas e uma delas se tresmalhar, não deixará as noventa e nove nos montes para ir procurar a que anda tresmalhada? E se chegar a encontrá-la, em verdade vos digo que se alegra mais por causa dela do que pelas noventa e nove que não se tresmalharam. Assim também, não é da vontade de meu Pai que está nos Céus que se perca um só destes pequeninos».
Faz-te pequeno
A palavra de Deus é tão rica que podemos sempre contemplar uma infinidade de ensinamentos nela, mas, nesta ocasião, concentremo-nos na indicação de Jesus de nos tornarmos como crianças. Afinal… O que quereria o Senhor dizer ao pedir-nos que nos tornássemos pequenos? Faltam-nos muitas outras razões, mas aqui estão algumas: as crianças sabem que são pequenas, são humildes, não contam com as suas forças, mas com as do seu pai, sabem que onde elas não chegam, o seu pai chega. As crianças não se preocupam, não se angustiam, dormem tranquilas e confiantes, sabem que o pai lhes dará tudo. Os pequenos amam o seu pai e sabem que são amados por ele, e isso é o descanso dos seus corações. Os pequenos pedem sem se cansar, não suspeitam do amor do Pai: se o pai faz isso, é por alguma razão. Jesus pede-nos esta atitude para entrarmos no Reino dos Céus: abandono, humildade, confiança e amor. Deixa Deus ser Pai, tornando-te pequeno.
Transposição para a vida matrimonial
Carlota: Xavier, dentro de um ano o meu contrato na empresa termina e acho que não vão continuar a contar comigo. Já ouvi alguns comentários e não te disse nada. Agora nem consigo dormir.
Xavier: Mas o que estás a dizer, Carlota? Como podes estar assim? Não sabes que temos um Pai no céu que cuida de nós? O que temos a temer? Sabes que nem um fio de cabelo da nossa cabeça cai sem que Ele permita. Por que estás angustiada?
Carlota: Acho que estou a passar por tudo isto sozinha e tenho contado unicamente com minhas próprias forças… fiquei assim…
Xavier: Descansa n’Ele, não te preocupes, coloca tudo nas mãos d’Ele. Confia e peçamos que se faça a vontade d’Ele, que é nosso Pai e sempre quer o melhor para nós. E se fôssemos agora passar um bocado juntos em adoração?
Carlota: Obrigada, querido, precisava mesmo de ouvir isso.
Xavier: Torna-te pequena e confia n’Ele.
Mãe,
Viveste sempre em perfeito abandono ao Pai, mesmo quando não O compreendias. Ajuda-me a ser como Tu, a ter a Tua confiança e a Tua fé. Bendita sejas para sempre!

Evangelho do dia.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 17, 22-27
Naquele tempo, estando ainda Jesus e os discípulos na Galileia, disse-lhes Jesus: «O Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos homens, que hão de matá-l’O; mas Ele ao terceiro dia ressuscitará». Os discípulos ficaram profundamente consternados. Quando chegaram a Cafarnaum, os cobradores das didracmas aproximaram-se de Pedro e perguntaram-lhe: «O vosso Mestre não paga a didracma?». Pedro respondeu-lhes: «Paga, sim». Quando chegou a casa, Jesus antecipou-Se e disse-lhe: «Simão, que te parece? De quem recebem os reis da terra impostos ou tributos? Dos filhos ou dos estranhos?». E como ele respondesse que era dos estranhos, Jesus disse-lhe: «Então os filhos estão isentos. Mas para não os escandalizarmos, vai ao mar e deita o anzol. Apanha o primeiro peixe que morder a isca, abre-lhe a boca e encontrarás um estáter. Pega nele e paga-lhes o imposto por Mim e por ti».
Obediência ao plano de Deus.
Como terá sido a expressão de Pedro
quando Jesus lhe disse para lançar o anzol, pescar um peixe e tirar da sua boca a moeda para pagar os impostos? Não podia ter pensado numa coisa mais fácil? O mesmo terão pensado os apóstolos quando Jesus lhes contou como seria a nossa
salvação. E o facto de não compreenderem e não aceitarem o plano de Deus levou-os a ficarem
«muito tristes».
Muitas vezes não compreendemos porque é que o Senhor permite situações difíceis ou incompreensíveis no nosso casamento. Mas, tal como Pedro, devemos ser dóceis ao plano de Deus, por mais absurdo que nos possa parecer. Só Ele sabe do que precisamos para que o nosso casamento seja como Deus o pensou.
Transposição para a vida matrimonial:
Zé: Ufa, estou tão cansado, foi um dia de trabalho terrível. Espero que o jantar esteja pronto. Ui, mas ainda não deitaste os miúdos…
Míriam: Olha, não venhas com exigências porque também foi um dia terrível com as crianças. A Sarinha está com febre e eu tive de ir ao médico com os três…. Duas horas de espera no consultório. De maneira que, efectivamente, o jantar não está pronto.
Zé: Bom, cansado como estou, só me apetece tomar um duche.
Míriam: Buff! Bom, meninos, todos para o chuveiro que o vosso pai não vos pode dar banho. Vou fazer-vos umas salsichas para o jantar…
(Duas horas depois, na oração conjugal)
Zé: Senhor, Tu, apesar de estares cansado, continuas a cuidar de todos ao pormenor. Esta noite fui egoísta. Não vi o trabalho que a Miriam fez e não a ajudei.
Míriam: Senhor, eu também não vi o esforço do Zé para ajudar esta família com o seu trabalho e não lhe agradeço o suficiente.
Zé: Perdoa-me, Míriam, por te deixar muitas vezes sozinha com todo o trabalho das crianças, por olhar apenas para mim, para as minhas necessidades e não ver todo o bem que fazes por todos nós.
Míriam: Perdoa-me também por não te valorizar. Estamos numa fase complicada da vida em que temos de estar muito unidos e confiar no Senhor.
Zé: É isso, confiar n’Ele, no Seu plano para nós, mesmo que por vezes nos seja difícil. Vamos cuidar de nós, cuidar do nosso casamento, fazer a oração conjugal todos os dias e, assim, ver sempre a vontade de Deus em todas as coisas.
Mãe
Ensina-nos a fazer a vontade de Deus em todos os momentos, quando é fácil e quando não nos é tão fácil, e assim dar sempre glória a Deus.
Louvado sejas sempre Senhor!