Arquivo mensal: Agosto 2026

Comentário para esposos: Evangelho Segundo S. Mateus 19, 3-12

 

Evangelho do dia:

Naquele tempo, aproximaram-se de Jesus alguns fariseus para O porem à prova e disseram-Lhe: «É permitido ao homem repudiar a sua esposa por qualquer motivo?».
Jesus respondeu: «Não lestes que o Criador, no princípio, os fez homem e mulher, e disse: “Por isso o homem deixará pai e mãe para se unir à sua esposa e serão os dois uma só carne”?
Deste modo, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu».
Eles objetaram: «Porque ordenou, então, Moisés que se desse um certificado de divórcio para se repudiar a mulher?».
Jesus respondeu-lhes: «Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés vos permitiu repudiar as vossas mulheres. Mas no princípio não foi assim.
E Eu digo-vos: Quem repudiar a sua mulher, a não ser em caso de união ilegítima, e casar com outra, comete adultério».
Disseram-Lhe os discípulos: «Se é esta a situação do homem em relação à mulher, não é conveniente casar-se».
Jesus respondeu-lhes: «Nem todos compreendem esta linguagem, senão aquele a quem é concedido.
Na verdade, há eunucos que nasceram assim do seio materno, outros que foram feitos pelos homens e outros que se tornaram eunucos por causa do Reino dos Céus. Quem puder compreender, compreenda».
No início não era assim.

Os fariseus tentam colocar Jesus numa situação delicada ao fazerem-lhe esta pergunta, e Ele remete-nos ao início, ao Génesis, à criação do homem e da mulher.  Queridos cônjuges do Projeto, quão conhecido e querido é este texto para nós! É precisamente nesta passagem que São João Paulo II se baseia para as suas catequeses sobre o Matrimónio e a Família; o Projeto Amor Conjugal retoma este legado que tanto bem está a fazer; são muitos os que estão a evangelizar e a levar a Boa Nova por todo o mundo. E vocês, queridos esposos, ainda não o conhecem? Do que estão à espera?


Transposição para a vida matrimonial:

(A Marta e o Luís terminam a sua oração conjugal)
Luís: Obrigado, Senhor. Sê bendito e louvado.
Marta: Obrigada, Senhor. E obrigada também a ti, Luís. Adoro que partilhes comigo o que o Senhor te diz, isso ajuda-me a ver a verdade e a beleza da tua alma.
Luís: És tão bonita, minha querida.
Marta: Sabes? Hoje celebramos o dia de São Maximiliano Kolbe. Li sobre ele esta manhã, foi impressionante. Ele deu a sua vida num campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial em troca da vida de um pai de família.
Luís: Fenomenal, ele sabia do valor do pai na família.
Marta: E como me custou perceber isso! Eu colocava sempre os filhos em primeiro lugar e deixava-te de lado. Perdoa-me, porque sei que te magoei muito.
Luís: Já há algum tempo que deixaste de o fazer. Quanto bem fez o Projeto Amor Conjugal à nossa família! Também me fez perceber que é muito importante que os nossos filhos nos vejam unidos e a rezar. Amarmo-nos um ao outro é o mais importante para que eles se sintam protegidos e amados.
Marta: Bendito seja Deus, és realmente a minha Ajuda Adequada!

Mãe,

Recordamos as palavras de São Maximiliano Kolbe: «Onde entra a Imaculada, entra Jesus, que é o Rei do amor, da paz e da alegria»; por isso, querida Mãe, convidamos-te a entrar no mais profundo do nosso coração. Bendita sejas!

Perdoar com o coração. Comentário para os Esposos: Mateus 18, 21-19,1

Leitura do Santo Evangelho segundo S. Mateus 18, 2119,1

Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-Lhe: «Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe deverei perdoar? Até sete vezes?» Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.Por isso, o Reino do Céu é comparável a um rei que quis ajustar contas com os seus servos. Logo ao princípio, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. Não tendo com que pagar, o senhor ordenou que fosse vendido com a mulher, os filhos e todos os seus bens, a fim de pagar a dívida. O servo lançou-se, então, aos seus pés, dizendo: ‘Concede-me um prazo e tudo te pagarei.’ Levado pela compaixão, o senhor daquele servo mandou-o em liberdade e perdoou-lhe a dívida. Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários. Segurando-o, apertou-lhe o pescoço e sufocava-o, dizendo: ‘Paga o que me deves!’  O seu companheiro caiu a seus pés, suplicando: ‘Concede-me um prazo que eu te pagarei.’  Mas ele não concordou e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto lhe devia.  Ao verem o que tinha acontecido, os outros companheiros, contristados, foram contá-lo ao seu senhor.  Então o senhor mandou-o chamar e disse-lhe: ‘Servo mau, perdoei-te tudo o que me devias, porque assim mo suplicaste; não devias também ter piedade do teu companheiro, como eu tive de ti?’  E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos até que pagasse tudo o que devia. Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar ao seu irmão do íntimo do coração.» 

Quando acabou de dizer estas palavras, Jesus partiu da Galileia e veio para a região da Judeia, na outra margem do Jordão.

 

Perdoar com o coração
Pedro pergunta a Jesus quantas vezes deve perdoar, como se o amor pudesse ser medido com uma calculadora. No matrimónio, por vezes é fácil fazer uma contabilidade das feridas: “eu cedo sempre”, “tu nunca me ouves”, “ainda não te perdoei aquilo”, e, sem darmos conta, transformamos a relação num balanço de dívidas.
O rei perdoa uma dívida impagável, mas o servo é incapaz de perdoar uma dívida pequena. Jesus não compara as ofensas entre os esposos a algo sem importância; antes convida-nos a contemplar que qualquer ferida recebida fica iluminada pelo imenso perdão que Deus nos concede todos os dias.
Quando, no matrimónio, se perde de vista a misericórdia de Deus, começamos a exigir justiça ao outro. Mas quem vive agradecido por ter sido perdoado aprende a olhar as fragilidades do marido/da mulher com compaixão. Na vida matrimonial, o maior inimigo é o pequeno ressentimento que se vai acumulando.
Cada discussão não resolvida, cada silêncio, cada crítica guardada, vai levantando um muro; mas o perdão derruba esse muro porque renuncia cobrar a dívida afectiva. Não significa justificar o mal nem deixar de falar sobre o que aconteceu, mas decidir que o amor será maior do que a ofensa.
Perdoar significa sempre escolher, uma e outra vez, o esposo ou a esposa acima do orgulho; é deixar que a misericórdia de Deus passe primeiro pelo nosso coração antes de chegar ao outro.
Só quem se sabe profundamente amado e perdoado pelo Senhor pode construir um matrimónio onde exista sempre a possibilidade de recomeçar.

Transposição para a vida Matrimonial

Marta: Jaime, estou cansada de que chegues sempre tarde do trabalho, sempre com alguma desculpa. Parece que o trabalho é mais importante do que a tua família. Sentimo-nos muito abandonados. Eu também trabalho e faço um esforço para conseguir chegar a tudo. Tu, pelo contrário, parece que estás sempre na mesma: pedes muitas vezes desculpa, mas continuas a chegar tarde.

Jaime: Assim não há quem aguente. Embora não acredites, eu tento sempre vir mais cedo, mas há sempre qualquer coisa. E dá-me alguma tranquilidade saber que tu fazes o esforço para chegar antes. Mas, por muito que tente, acaba sempre por acontecer o mesmo. Sinto-me julgado e perseguido; às vezes penso que, por muito que faça, nunca é suficiente.
Nessa noite, durante a oração conjugal:
Marta: Graças, Senhor. À luz deste Evangelho, dou-me conta de que já não discuto com o Jaime apenas o atraso de hoje, mas todas as feridas guardadas destas semanas de trabalho intenso.
Jaime: Senhor, peço muitas vezes perdão, mas não estou a fazer mudanças concretas que o demonstrem. Percebo que estou sempre a dar prioridade ao que eu considero importante, colocando o meu “eu” à frente dos outros.
Marta: Senhor, ajuda-me a deixar de trazer à tona erros já perdoados e a dar ao Jaime a oportunidade de recomeçar.
Jaime: Ajuda-me, Senhor, a colocar a Marta e a família à frente das minhas coisas e do meu “eu”. Peço-Te que o nosso matrimónio se destaque não pelas nossas dívidas, mas pela misericórdia de Deus.

Mãe


O Teu Filho nunca se cansa de nos perdoar; ajuda‑nos a experimentar, cada dia, a imensidão da misericórdia de Deus, para que a possamos oferecer mutuamente.

Dá‑nos um coração humilde, capaz de pedir perdão, e um coração misericordioso, capaz de o conceder.
Bendito seja Deus.


Corações consoladores. Comentário para os Esposos: Mateus 18, 15-20

Leitura do Evangelho segundo São Mateus 18, 15-20

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se o teu irmão te ofender, vai ter com ele e repreende-o a sós. Se te escutar, terás ganho o teu irmão. Se não te escutar, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão fique resolvida pela palavra de duas ou três testemunhas. Mas se ele não lhes der ouvidos, comunica o caso à Igreja; e se também não der ouvidos à Igreja, considera-o como um pagão ou um publicano. Em verdade vos digo: Tudo o que ligardes na terra será ligado no Céu; e tudo o que desligares na terra será desligado no Céu. Digo-vos ainda: Se dois de vós se unirem na terra para pedirem qualquer coisa, ser-lhes-á concedida por meu Pai que está nos Céus. Na verdade, onde estão dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles».

Palavra da salvação.

Corações consoladores

O Bom Pastor vai em busca da ovelha perdida e, hoje, Jesus ensina-nos que também nós devemos ir ao seu encontro. Todos os batizados somos membros de um mesmo Corpo, o Corpo de Cristo, que é a Igreja. São Paulo afirma: «Se um membro sofre, todos sofrem com ele» (1 Cor 12, 26). Por isso, Jesus não nos deixa indiferentes perante o pecado do irmão e chama-nos a ir ao seu encontro: «Se ele te der ouvidos, terás salvado o teu irmão». Quando um membro fica ferido, todo o Corpo sofre com ele. Quando nos ferimos fisicamente, milhões de plaquetas acorrem silenciosamente para fechar a ferida, para que o corpo não perca mais sangue. O meu pecado, o do meu marido, o dos meus filhos ou o de qualquer irmão abrem feridas no Corpo de Cristo, e nós, como membros desse mesmo Corpo, somos chamados a correr ao seu encontro com a nossa oração, com o nosso sacrifício, com o nosso amor. Quando tomamos conhecimento de um escândalo, ou vemos o pecado de um irmão, o que fazemos? Julgo, crítico, agravo a ferida, divulgo-a? É necessário rezar por essa ferida que o pecado deixou na Igreja. Jesus quer que sejamos como essas plaquetas que afluem rapidamente, em silêncio, sem fazer barulho, sem atacar, mas ajudando a curar. Esposos cristãos, quem vai reparar o Coração de Jesus e o Coração de Maria? Não há tempo a perder! Cada ato de reparação cura uma ferida e cada sacrifício fortalece todo o Corpo. Rezemos, tal como os pastorinhos de Fátima, a oração que o Anjo lhes ensinou: «Meu Deus, creio, adoro, espero e amo-Te. Peço-Te perdão por aqueles que não acreditam, não adoram, não esperam e não Te amam».

Transposição para a vida matrimonial

Mariana: Já soubeste o que aconteceu com aquele casal da escola? É incrível! Tenho de contar isto à minha irmã, ela não vai acreditar…

Lourenço: Espera, espera… E se, em vez de lhe contarmos, rezarmos por eles?

Mariana: Rezar? Mas se nem sequer os conhecemos… O que eles fizeram é terrível!

Lourenço: É precisamente por isso… Eles não precisam que pioremos ainda mais a ferida falando deles; precisam que alguém os ajude a sara-la com a oração.

Mariana: Tens razão. Pensava que não podíamos ajudar… mas é verdade, podemos rezar por eles esta noite.

Lourenço: «Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, aí estou Eu no meio deles». Portanto, se nos juntarmos para rezar por eles, Jesus estará presente e, assim, a nossa pequena oração em casa tornar-se-á uma ponte entre o céu e a terra.

Mariana: Que bonito! Nós aqui, rezamos na nossa sala e eles sem saber que alguém reza pelo seu casamento.

Lourenço: Também podemos oferecer ao Senhor o nosso silêncio, abstendo-nos de contar isto a outros, o que achas?

Mariana: Claro! Quantas vezes poderíamos transformar as nossas conversas sobre os outros em orações por eles!

Mãe,

Faz de nós pequenos corações reparadores. Bendita e louvada sejas Querida Mãe!

 

 

 

Valoriza as pequenas coisas. Comentário para os esposos: Mateus 18, 1-5. 10. 12-14

 

Evangelho do dia
Leitura do Santo Evangelho segundo São Mateus 18, 1-5. 10. 1214
Naquela hora, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram-Lhe: «Quem é o maior no reino dos Céus?». Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles e disse-lhes: «Em verdade vos digo: Se não vos converterdes e não vos tornardes como as crianças, não entrareis no reino dos Céus. Quem for humilde como esta criança, esse será o maior no reino dos Céus. E quem acolher em meu nome uma criança como esta, acolhe-Me a Mim. Vede bem. Não desprezeis um só destes pequeninos. Eu vos digo que os seus Anjos veem constantemente o rosto de meu Pai que está nos Céus. Jesus disse ainda: «Que vos parece? Se um homem tiver cem ovelhas e uma delas se tresmalhar, não deixará as noventa e nove nos montes para ir procurar a que anda tresmalhada? E se chegar a encontrá-la, em verdade vos digo que se alegra mais por causa dela do que pelas noventa e nove que não se tresmalharam. Assim também, não é da vontade de meu Pai que está nos Céus que se perca um só destes pequeninos».
Valoriza as pequenas coisas
Muitas vezes em casal os cônjuges discutem sobre quem tem razão, quem tenha cedido mais, quem se esforça mais, quem peça perdão e quem não peça… e Jesus preocupa-se com algo completamente diferente: que nenhum dos dois se perca. O Senhor ensina-nos, dia após dia, que o caminho do amor não passa por nos compararmos, nem por fixarmos o olhar naquele defeito do cônjuge que parece nunca mudar, nem naquela atitude que esperas e que parece nunca chegar. Tornai-vos pequenos e deixai-vos surpreender pelo novo rebento, por mais pequeno que seja. Surpreendei-vos com aquele gesto inesperado do vosso cônjuge, com aquele fruto que ele ou ela vos comprou porque sabe que gostam; agradecei aquele sorriso depois do que quase acabou em discussão, aquela mensagem que não esperava, aquele pequeno passo em frente… «Se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, não entrareis no reino dos céus». Neste caminho, aprendemos uma nova forma de olhar, uma nova forma de responder ao que acontece, uma nova forma de pensar, e é isso que transforma o nosso casamento. Aqueles que decidem tornar-se pequenos saboreiam uma nova vida: deixam de se medir uns aos outros, deixam de se exigir e aprendem a fixar o olhar no que há de bom, alegrando-se com cada pequeno passo que o outro dá. Sejamos como crianças! A criança não duvida constantemente do caminho que segue: confia na Mão que a conduz; a criança sabe que, sozinha, não consegue tudo o que deseja: Pedi a ajuda do Senhor a cada passo! «Senhor, ajuda-me, pois eu não consigo». Confiem Nele! Tornai-vos pequenos, deixai-vos conduzir e entrareis no Reino de Deus!
Transposição para a Vida Matrimonial 
A Laura fala com o seu orientador após uma discussão com o marido:
Laura: Ricardo, não, isto não muda, o Luís nunca vai mudar e eu já não aguento mais. Estou muito cansada.
Ricardo: Laura, sabes que o caminho do amor não se percorre à espera que o outro mude, mas sim focando-nos na nossa própria transformação. Mas, mesmo assim, vamos falar do Luís. No outro dia, quando lhe disseste que era preciso mudar os planos de Terça-feira, o que aconteceu?
Laura: Bem… no fim, não discutimos. Antes, teríamos ficado num impasse, porque o Luís é muito difícil…
Ricardo: Pois, mas desta vez ele parou e disse-te: «Bem, já nos vamos organizar». E quando ele não concordou contigo em relação aos miúdos?
Laura: Passado pouco tempo, ele veio ter comigo e disse que queria falar sobre isso sem discutir.
Ricardo: E ele fazia isso antes?
Laura: Não… normalmente ficávamos zangados.
Ricardo: E naquela noite em que estavam zangados e ele se aproximou para te dar um beijo antes de dormir?
Laura: Sim, surpreendeu-me… Mas, Ricardo, são pequenas coisas. Depois volta a cair na mesma.
Ricardo: Claro. E tu não voltas a cair no mesmo erro depois de te propores mudar? Diz-me uma coisa: o Luís está exatamente igual ao que estava há seis meses?
A Laura fica em silêncio.
Laura: Não… talvez não esteja.
Ricardo: Pois aí está. Tu estás à espera de ver uma árvore e Deus está a mostrar-te os primeiros rebentos.
Laura: Há tanto tempo que espero por certas coisas que preciso de as ver já.
Ricardo: E corres o risco de pisar os pequenos rebentos ao procurares a árvore. O Luis tem de continuar a transformar-se, claro, mas tu também. Talvez a tua conversão passe agora por deixares de o analisar e começares a reconhecer e a agradecer cada pequeno passo, cada pequeno rebento.
Laura: Sim… Há uma nova maneira de fazer as coisas nele. Ainda é pequena, mas está lá, e é verdade que muitas vezes a nego.
Ricardo: Pois aprende com Jesus: Ele nunca menospreza o que é pequeno; pelo contrário, cuida disso e acolhe-o, e sabe ver numa pequena semente tudo o que ela pode vir a ser. Faz o mesmo.
Mãe,
O que Deus viu em Ti foi a Tua humildade e nisso encontrou alegria. Ensina-nos a tornarmo-nos humildes como Tu. Louvado seja o Senhor que ama a nossa humildade!

 

 

Morrer com alegria. Comentário para os esposos: João 12, 24-26

 

Evangelho do dia

Leitura do Evangelho segundo São João 12, 24-26

Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto.  Quem se ama a si mesmo, perde-se; quem se despreza a si mesmo, neste mundo, assegura para si a vida eterna.  Se alguém me serve, que me siga, e onde Eu estiver, aí estará também o meu servo. Se alguém me servir, o Pai há de honrá-lo.

Morrer com alegria

Hoje, São Paulo, na primeira leitura, exorta-nos a dar com alegria. No nosso casamento, temos de descobrir a alegria que existe em nos darmos a nós próprios ao nosso cônjuge. Morrer, renunciar aos meus critérios, aos meus gostos, ao meu amor-próprio… para que a semente do Reino possa crescer no nosso coração e no nosso lar.

Porque, se o fizermos contrariados e apenas por obrigação, que fruto poderá dar? Todos temos essa experiência.

Isto não significa que não nos custe… mas sim que tenhamos a paz de saber que estamos a agir de acordo com a nossa vocação e que, pouco a pouco, o nosso coração irá mudando.

Só com a Graça de Deus é possível morrer com alegria. Peçamos-Lhe essa graça.

 

Transposição para a vida matrimonial

 

Pedro: Não percebo porque estás triste! Estou a fazer tudo o que tenho de fazer: chego cedo a casa, vendi a mota, já não passo a manhã inteira a andar de bicicleta… Já nem me reconheço! E, mesmo assim, parece que não é suficiente.

Laura: Pedro, mas estás sempre a lembrar isso quando falamos, e com uma resignação e uma tristeza que fazem parecer que não estás agradecido pela vida que temos.

Pedro: É que me custa muito, Laura. Estava muito apegado a tudo isso e vem-me constantemente à cabeça tudo aquilo a que renunciei, e isso deixa-me amargurado. Às vezes, até duvido se vale a pena.

Laura: Custa, sobretudo, ao princípio! A mim também me acontece. E, na oração, peço ao Senhor que me dê luz para compreender que essa renúncia, esse morrer para mim própria, é o que torna possível a nossa união: é responder à minha vocação de esposa.

Pedro: Tens razão. Muitas vezes não procuro apoio no Senhor, nem contemplo toda a beleza que está agora a crescer no nosso casamento. É aí que tenho de manter constantemente o olhar: no Senhor e na minha vocação.

 

Mãe,

Que morramos para tudo aquilo que nos separa do amor de Deus e da nossa vocação de esposos.

Louvado seja Deus!