
Leitura do dia
Leitura do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, disse Jesus: «Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque pagais o dízimo da hortelã, do funcho e do cominho, mas omitis as coisas mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Devíeis praticar estas coisas, sem omitir as outras. Guias cegos! Coais o mosquito e engolis o camelo. Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque limpais o exterior do copo e do prato, que por dentro estão cheios de rapina e intemperança. Fariseu cego! Limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo».
Naquele tempo, disse Jesus: «Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque pagais o dízimo da hortelã, do funcho e do cominho, mas omitis as coisas mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Devíeis praticar estas coisas, sem omitir as outras. Guias cegos! Coais o mosquito e engolis o camelo. Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque limpais o exterior do copo e do prato, que por dentro estão cheios de rapina e intemperança. Fariseu cego! Limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo».
“Hortelã, anis, cominho…”
O dia-a-dia de um lar e da vida em família tem muitas «obrigações». Há sempre algo para fazer: refeições, lavagens de roupa, várias tarefas, actividades para organizar, trabalho, etc., e assim, sem darmos por isso, podemos acabar por dedicar toda a nossa atenção ao que fazemos e esquecer o amor que colocamos nisso enquanto o fazemos. O casamento não se constrói apenas com uma boa gestão das tarefas. Também não consiste simplesmente em eliminar conflitos ou aprender estratégias para nos darmos bem. Somos chamados a algo grande e precioso: a tornarmo-nos um, a amarmo-nos em Cristo e com o mesmo amor com que Cristo nos ama. Por isso, a pergunta que devemos fazer a nós próprios não é: «Quanto fiz hoje?», mas sim: «Quanto amei hoje?». Porque posso fazer imenso pela minha família e, no entanto, amar muito pouco. Hoje, Jesus quer despertar-nos: «Negligenciais o mais importante: a justiça, a misericórdia e a fidelidade». Onde está a tua justiça, quando deixaste de reconhecer o imenso dom que Deus te deu no teu marido, quando já não valorizas o que ele faz, quando magnificas os seus defeitos e talvez até o descridibilizes perante os outros? Onde está a tua misericórdia, quando descobres o pecado, a fraqueza ou a limitação dele e, em vez de te aproximares para o apoiar, afastas-te, julgando-o interiormente? Cristo, quando vê a tua miséria, não se afasta de ti: aproxima-Se ainda mais. E onde está a tua fidelidade, na dificuldade, quando amar começa a custar?.. Fechas o coração, retiras a ternura e crias distância, esquecendo-te de que prometeste entregar-te também na adversidade? Talvez faças muitas coisas. Talvez até estejas exausto de as fazer. Jesus, hoje, não despreza nenhuma das tuas obras, mas quer que olhes para dentro delas e, por isso, aponta directamente para o teu coração, não para te perguntar o que fazes, mas por que o fazes e quanto amor estás a colocar nisso.
Transposição para a vida Matrimonial
O João a Elisa estão casados há 50 anos. São 21h00 e ambos estão sentados na silenciosa sala que, há anos, tinha sido tão cheia de vida. Ela está a ler uma revista e ele lê o jornal. O tempo passou muito depressa, os filhos nasceram, cresceram e foram-se embora, os empregos acabaram, alguns amigos já nem sequer estão por cá… E enquanto se ouve o tique-taque do relógio de parede da mãe de Elisa, que já vive há mais tempo do que eles, João pergunta-lhe:
João: Elisa, amas-me?
Elisa: Ora, João… de onde é que isso vem agora?
João: Amas-me?
Elisa: O que achas… estou casada contigo há mais de 50 anos… tivemos 3 filhos, passámos por muitas dificuldades, cuidei da família, passei a tua roupa, fiz a comida tantas vezes… enfim…
E João, pousando o jornal nas pernas, olha para ela sorrindo e diz: Sim, é verdade… mas amas-me?
Mãe,
fazias coisas tão simples no teu dia-a-dia de esposa e mãe: cozinhar, limpar, servir, mas cada uma delas estava impregnada e transbordava de amor. Ensina-nos, Mãe, que o importante não está no que fazemos, mas no amor com que o fazemos. Louvado seja Deus!

