Arquivo mensal: Agosto 2026

Convidados para o banquete. Comentário para os esposos: Mateus 22, 1-14


Leitura do Santo Evangelho segundo S. Mateus 22, 114

Naquele tempo, tendo Jesus recomeçado a falar em parábolas,  disse-lhes: «O Reino do Céu é comparável a um rei que preparou um banquete nupcial para o seu filho.Mandou os servos chamar os convidados para as bodas, mas eles não quiseram comparecer.  De novo mandou outros servos, ordenando-lhes: ‘Dizei aos convidados: O meu banquete está pronto; abateram-se os meus bois e as minhas reses gordas; tudo está preparado. Vinde às bodas.’ Mas eles, sem se importarem, foram um para o seu campo, outro para o seu negócio. Os restantes, apoderando-se dos servos, maltrataram-nos e mataram-nos.
O rei ficou irado e enviou as suas tropas, que exterminaram aqueles assassinos e incendiaram a sua cidade. Disse, depois, aos servos: ‘O banquete das núpcias está pronto, mas os convidados não eram dignos. Ide, pois, às saídas dos caminhos e convidai para as bodas todos quantos encontrardes.’ Os servos, saindo pelos caminhos, reuniram todos aqueles que encontraram, maus e bons, e a sala do banquete encheu-se de convidados.
Quando o rei entrou para ver os convidados, viu um homem que não trazia o traje nupcial.  E disse-lhe: ‘Amigo, como entraste aqui sem o traje nupcial?’ Mas ele emudeceu. O rei disse, então, aos servos: ‘Amarrai-lhe os pés e as mãos e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes.’ Porque muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos.»

Convidados para o banquete


O matrimónio é um convite diário a participar no banquete do Amor. Tal como os primeiros convidados, também nós podemos deixar que as ocupações, as pressas ou as preocupações tomem o lugar da nossa relação e de Deus. Sem nos apercebermos, podemos ir adiando aqueles momentos que alimentam a nossa comunhão.

O Senhor nunca deixa de nos convidar. A Sua chamada é constante e gratuita, mas espera uma resposta. O “traje de festa” não é outra coisa senão um coração disposto a amar, a perdoar, a servir e a deixar-se transformar por Ele. Não basta estar casados; é necessário revestir-se, dia após dia, do amor de Cristo para viver a vocação matrimonial com alegria.
O matrimónio não é um ponto de chegada, mas um caminho para o Céu. Hoje podemos perguntar-nos: o que está a ocupar o lugar do banquete na nossa vida? Estou a cuidar do “traje” do meu matrimónio com gestos de entrega, oração e ternura?
O Senhor continua a dizer: “Tudo está preparado. Vinde às bodas.” Não deixemos passar o Seu convite.

Transposição para a vida Matrimonial

María: Carlos, sinto que ultimamente vivemos juntos, mas estamos cada vez menos unidos.
Carlos: Por causa do trabalho e dos miúdos?
María: Sim. Estamos sempre ocupados. E quando finalmente temos um momento, estamos com o telemóvel ou a pensar noutras coisas.
Carlos: É verdade. Estamos sempre a dizer: “Quando tivermos tempo, estaremos juntos”.
María: Hoje, ao ouvir o Evangelho do banquete de bodas, pensei em nós. Os convidados tinham outras coisas para fazer e deixaram passar o convite. Nós também podemos fazer isso: não rejeitamos Deus nem o nosso matrimónio, mas vamos deixando tudo para depois.
Carlos: Então, qual é o nosso “banquete”?
María: Os momentos que nos ajudam a reencontrar-nos: falar, rezar juntos, escutarmo-nos, perdoarmo-nos, ter gestos de carinho.
Carlos: E o “traje de festa” seria revestirmo-nos cada dia de paciência, amor e serviço.
María: Exactamente. Não basta estarmos casados. Temos de nos escolher e cuidar um do outro todos os dias.
Carlos: Então façamos algo concreto. Deixemos os telemóveis de lado esta noite e rezemos juntos.
María: Parece-me bem. E reservemos também, todos os dias, um momento só para o Senhor.
Carlos: Porque Deus continua a convidar-nos para o banquete.
María: Sim. E desta vez não queremos responder: “Agora não”.
Carlos: Queremos dizer-Lhe: “Sim, Senhor. Aqui estamos”.

Mãe

Contigo queremos dizer ao Senhor: aqui estamos, faça‑se a Tua vontade.
Bendita és Tu entre todas as mulheres.


Deus tudo pode. Comentário para os esposos: Mateus 19, 23-30

 

Evangelho do dia 
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 19, 2330
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Em verdade vos digo: Um rico dificilmente entrará no reino dos Céus. É mais fácil passar um camelo pelo fundo duma agulha do que um rico entrar no reino de Deus». Ao ouvirem estas palavras, os discípulos ficaram muito admirados e disseram: «Quem poderá então salvar-se?». Jesus olhou para eles e respondeu: «Aos homens isso é impossível, mas a Deus tudo é possível». Então Pedro tomou a palavra e disse-Lhe: «Nós deixámos tudo para Te seguir. Que recompensa teremos?». Jesus respondeu: «Em verdade vos digo: No mundo renovado, quando o Filho do homem vier sentar-Se no seu trono de glória, também vós que Me seguistes vos sentareis em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel. E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou terras, por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna. Muitos dos primeiros serão os últimos e muitos dos últimos serão os primeiros».
Deus tudo pode.
 
«Quem poderá então salvar-se?». Perante esta pergunta dos discípulos, ressoam aquelas palavras de São João Paulo II no Chile: «O amor vence sempre».
Por que duvidamos tantas vezes d’Ele? Medimos Deus de acordo com as nossas capacidades humanas limitadas. Olhamos com os nossos olhos e temos dificuldade em adquirir aquele olhar sobrenatural que nos permite descobrir que, o que para nós é impossível, para Deus é possível.
Também «Cristo parecia impotente na Cruz». E, no entanto, precisamente ali, onde aparentemente tudo estava perdido, o Amor vencia. A entrega de Cristo até à morte estava a dar o maior fruto. Esta é também a lógica do amor conjugal: morrer a nós próprios para nos entregarmos ao nosso cônjuge e ressuscitar juntos em Cristo. Abandonar o nosso «eu» para nos tornarmos dom, entregando a vida ao cônjuge por Cristo. Porque é ao perdermos a vida que recebemos uma vida nova, a vida eterna.
Não se trata, portanto, de confiar nas nossas forças, mas de nos abandonarmos n’Ele e não desfalecermos. Mesmo que, humanamente, não vejamos saída, mesmo que amar como Cristo ama nos pareça impossível, lembremo-nos: Deus pode sempre mais!
Transposição para a vida Matrimonial 
Marcos: Tenho de te confessar que há muito tempo que pensava que o nosso casamento estava acabado. Sinceramente, tinha chegado ao ponto de pensar que, a qualquer momento, acabaríamos por nos separar.
Rosa: Eu também vivia com esse medo. Muitas vezes pensava que voltava para casa e já não te encontraria. Por isso, comecei a fazer novenas a São José, protector da família. Pedia-lhe que protegesse a nossa família, porque sentia que, sozinhos, já não conseguíamos resolver a situação.
Marcos: Mas houve um momento em que começaste a mudar. Deixaste de me olhar com reprovação, de me recriminar continuamente e de me lançar tantas coisas à cara.
Rosa: Uma amiga do Projecto Amor Conjugal fez-me uma pergunta que me marcou profundamente: «Queres lutar pelo teu casamento ou queres acabar com ele?». Fez-me perceber que não podia esperar que fosses tu a mudar para começar a amar-te. Decidi dar o meu contributo, rezar e pedir ao Senhor que mudasse o meu coração. E, pouco a pouco, Deus foi actuando.
Marcos: E, à medida que tu foste mudando, muitas coisas em mim também começaram a mudar. A alegria voltou a nossa casa e, acima de tudo, começámos a deixar que o Senhor voltasse a entrar no nosso casamento. Até conseguiste convidar um padre para jantar…
Rosa: Bem, acho que nem isso foi obra minha. Foi Deus que foi pondo as pessoas certas no nosso caminho e no momento certo. Como aquele encontro «casual» com o teu amigo, que acabou por te falar do retiro.
Marcos: Sim. Quando pensávamos que já não havia solução, Ele já estava a agir. No fim de contas, é verdade: o Senhor pode fazer tudo, mas somos nós que temos de abrir-Lhe a porta e permitir que actue.
Mãe
Fonte de bondade e mansidão, ajuda-nos a saber o que devemos fazer em cada momento e a seguir a vontade de Deus.
Bendito seja Deus!


Não apenas cumprir, mas sim ENTREGAR-SE _Comentario para Matrimonios: san Mateo 19, 16-22

Leitura do Santo Evangelho segundo São Mateus 

19, 16-22

Naquele tempo, aproximou-se de Jesus um jovem, que Lhe perguntou: «Mestre, que hei de fazer de bom para ter a vida eterna?». Jesus respondeu-lhe: «Porque Me interrogas sobre o que é bom? Bom é um só. Mas se queres entrar na vida, guarda os mandamentos». Ele perguntou: «Que mandamentos?». Jesus respondeu-lhe: «Não matarás, não cometerás adultério; não furtarás; não levantarás falso testemunho; honra pai e mãe; ama o teu próximo como a ti mesmo». Disse-lhe o jovem: «Tudo isso tenho eu guardado. Que me falta ainda?». Jesus respondeu-lhe: «Se queres ser perfeito, vende o que tens e dá-o aos pobres e terás um tesouro nos Céus. Depois vem e segue-Me». Ao ouvir estas palavras, o jovem retirou-se entristecido, porque tinha muitos bens. 

Não apenas cumprir, mas sim ENTREGAR-SE

 

Este Evangelho coloca-nos diante de uma pergunta que também pode ser feita no casamento: «O que me falta?» 

O jovem, aparentemente, tem tudo: cumpre os mandamentos, leva uma vida correta, mas descobre que a vida eterna não consiste apenas em cumprir, mas sim em entregar-se.

No casamento pode acontecer-nos algo semelhante. Podemos cumprir as nossas responsabilidades, ser fiéis, cuidar da casa, dos filhos, trabalhar e estar atentos ao outro… e, no entanto, Jesus faz-nos uma pergunta mais profunda: estás disposto a entregar a tua vida pelo teu cônjuge? Porque o amor conjugal não se reduz a fazer aquilo que nos compete: deve tornar-se dom.

O jovem pergunta: «O que me falta?» E Jesus mostra-lhe aquilo a que está agarrado: às suas riquezas. Também nós podemos ter as nossas próprias «riquezas» que dificultam a nossa entrega: o meu tempo, os meus planos, o meu conforto, a minha maneira de fazer as coisas, a minha necessidade de ter razão, as minhas feridas, as minhas expectativas em relação ao outro… Nem sempre são coisas más; o problema surge quando as colocamos à frente do amor.

Na vida matrimonial, seguir Jesus implica aprender a desprender-nos daquilo que nos impede de amar. Às vezes será renunciar a uma palavra que magoa; outras vezes, ceder numa discussão, pedir desculpa primeiro, ouvir mesmo quando estamos cansados ou dedicar tempo ao outro quando preferíamos estar entregues às nossas coisas. São pequenos «vende os teus bens» do dia-a-dia: deixar algo de mim, para que o outro possa receber amor.

O Evangelho convida-nos hoje a passar de um casamento baseado no «eu cumpro a minha parte» para um casamento baseado no «eu entrego-me a ti». Não se trata de fazer mais coisas, mas de deixar que Cristo nos ensine a amar de uma forma nova.

Transposição para a vida matrimonial

 

José Luís: Margarida, passei o dia todo a pensar na discussão de ontem.

Margarida: Eu também. E custa-me que, por uma coisa que, no fundo, nem era assim tão importante, tenhamos acabado por nos magoar.

José Luís: Acho que ontem estava mais preocupado em provar que tinha razão do que em ouvir-te e amar-te.

Margarida: E eu estava igual. Queria que reconhecesses que eu tinha razão e deixei de te ver como meu marido para te ver quase como alguém contra quem tinha de me defender.

José Luís: Agora percebo que aquilo que o Senhor quer não é que eu cumpra apenas algumas regras, mas que entregue aquilo a que o coração está agarrado. Eu posso dizer: «Trabalho, cumpro as minhas responsabilidades, preocupo-me com a família…». Mas talvez Jesus me pergunte: «E o que te falta para amares verdadeiramente a Margarida?»

Margarida: Talvez te falte libertares-te da necessidade de teres sempre razão.

José Luís: (Sorri.) Sim. E talvez a ti te falte libertares-te dessa necessidade de que tudo seja feito como tu achas que deve ser feito…

Margarida: Tens razão. Mas custa-me.

José Luís: A mim também. Tenho sempre tendência para querer conservar o meu orgulho, as minhas razões, as minhas pequenas seguranças…

Margarida: Ontem fui dormir a pensar: «Que seja ele a dar o primeiro passo». E esta manhã percebi que estava à espera que tu mudasses para poder voltar a amar-te tranquilamente.

José Luís: E eu estava exatamente à espera do mesmo.

Margarida: Perdoa-me pelas palavras que te disse ontem. Não quero que o meu orgulho seja mais importante do que o nosso casamento.

José Luís: E tu perdoa-me a mim. Ouvi-te para te responder, não para te compreender. E isso não é amar como Jesus nos pede.

Mãe,

Dá-nos um coração humilde para pedir perdão, generoso para nos entregarmos e paciente para recomeçarmos todos os dias.

Louvado seja o Senhor.


Fe madura. Comentário para os esposos. Mateus 15, 21-28

 

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 15, 21-28

Naquele tempo, Jesus retirou-Se para os lados de Tiro e Sidónia. Então, uma mulher cananeia, vinda daqueles arredores, começou a gritar: «Senhor, Filho de David, tem compaixão de mim. Minha filha está cruelmente atormentada por um demónio». Mas Jesus não lhe respondeu uma palavra. Os discípulos aproximaram-se e pediram-Lhe: «Atende-a, porque ela vem a gritar atrás de nós». Jesus respondeu: «Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel». Mas a mulher veio prostrar-se diante d’Ele, dizendo: «Socorre-me, Senhor». Ele respondeu: «Não é justo que se tome o pão dos filhos para o lançar aos cachorrinhos». Mas ela insistiu: «É verdade, Senhor; mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa de seus donos». Então Jesus respondeu-lhe: «Mulher, é grande a tua fé. Faça-se como desejas». E, a partir daquele momento, a sua filha ficou curada.

Fe madura

Jesus conduz a cananeia pelo verdadeiro caminho da fé. Primeiro, guarda silêncio, ensinando-me que os Seus tempos não são os meus: mesmo que pareça que não responde, continuo a confiar.

Depois, mostra-lhe que Deus tem os Seus tempos e os Seus planos — primeiro Israel —, ensinando-me a não me comparar: mesmo que outros pareçam ir à minha frente, confio no lugar e no momento que Deus preparou para mim. Por fim, leva-a a reconhecer a sua pequenez: tantas vezes vivo como um «cachorrinho», deixando-me levar pelos meus impulsos e apetites em vez de procurar a Sua vontade. Mas ela não se ofende nem se afasta: permanece e confia. A minha fé amadurece quando nem o silêncio de Deus, nem os Seus planos, nem a minha própria pobreza conseguem afastar-me d’Ele.

Transposição para a vida matrimonial:

João: Maria, ao rezar hoje o Evangelho da mulher cananeia, pensei em nós e no nosso casamento. Lembras-te de como começámos o nosso caminho de conversão? Retiros, adorações, encontros… Queríamos estar em tudo.

Maria: Sim, estávamos entusiasmados.

João: Tudo aquilo era bom, mas acho que, sem darmos por isso, começámos a escolher como queríamos seguir o Senhor: os nossos tempos, os casais com quem nos sentíamos bem, os ambientes que nos confortavam… Rejeitando aquilo que não compreendíamos ou que não se encaixava em nós.

Maria: Talvez também procurássemos sentir-nos próximos de Deus.

João: Foi isso que descobri: às vezes procurámos mais as coisas de Deus que nos davam satisfação do que o próprio Deus. A cananeia ensina-me outra coisa: Jesus cala-Se e ela permanece; mostra-lhe uma ordem que ela não compreende e ela confia; revela-lhe a verdade da sua pequenez e ela não se vai embora.

Maria: Nós, pelo contrário, talvez disséssemos: «Senhor, queremos seguir-Te… mas por aqui, com estes e sentindo-Te assim».

João: Sim. Acho que agora nos pede para dar outro passo: «Senhor, leva-nos Tu». Deixar de procurar experiências de Deus e abandonarmo-nos juntos à Sua Providência, mesmo que não compreendamos, não sintamos ou não tivéssemos escolhido esse caminho.

Mãe,

ensina-nos a dizer ámen ao teu Filho. Seja para sempre bendito e louvado, Ele que, com o Seu Sangue, nos redimiu.

Comentário para esposos: Evangelho Segundo S. Mateus 19, 3-12

 

Evangelho do dia:

Naquele tempo, aproximaram-se de Jesus alguns fariseus para O porem à prova e disseram-Lhe: «É permitido ao homem repudiar a sua esposa por qualquer motivo?».
Jesus respondeu: «Não lestes que o Criador, no princípio, os fez homem e mulher, e disse: “Por isso o homem deixará pai e mãe para se unir à sua esposa e serão os dois uma só carne”?
Deste modo, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu».
Eles objetaram: «Porque ordenou, então, Moisés que se desse um certificado de divórcio para se repudiar a mulher?».
Jesus respondeu-lhes: «Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés vos permitiu repudiar as vossas mulheres. Mas no princípio não foi assim.
E Eu digo-vos: Quem repudiar a sua mulher, a não ser em caso de união ilegítima, e casar com outra, comete adultério».
Disseram-Lhe os discípulos: «Se é esta a situação do homem em relação à mulher, não é conveniente casar-se».
Jesus respondeu-lhes: «Nem todos compreendem esta linguagem, senão aquele a quem é concedido.
Na verdade, há eunucos que nasceram assim do seio materno, outros que foram feitos pelos homens e outros que se tornaram eunucos por causa do Reino dos Céus. Quem puder compreender, compreenda».
No início não era assim.

Os fariseus tentam colocar Jesus numa situação delicada ao fazerem-lhe esta pergunta, e Ele remete-nos ao início, ao Génesis, à criação do homem e da mulher.  Queridos cônjuges do Projeto, quão conhecido e querido é este texto para nós! É precisamente nesta passagem que São João Paulo II se baseia para as suas catequeses sobre o Matrimónio e a Família; o Projeto Amor Conjugal retoma este legado que tanto bem está a fazer; são muitos os que estão a evangelizar e a levar a Boa Nova por todo o mundo. E vocês, queridos esposos, ainda não o conhecem? Do que estão à espera?


Transposição para a vida matrimonial:

(A Marta e o Luís terminam a sua oração conjugal)
Luís: Obrigado, Senhor. Sê bendito e louvado.
Marta: Obrigada, Senhor. E obrigada também a ti, Luís. Adoro que partilhes comigo o que o Senhor te diz, isso ajuda-me a ver a verdade e a beleza da tua alma.
Luís: És tão bonita, minha querida.
Marta: Sabes? Hoje celebramos o dia de São Maximiliano Kolbe. Li sobre ele esta manhã, foi impressionante. Ele deu a sua vida num campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial em troca da vida de um pai de família.
Luís: Fenomenal, ele sabia do valor do pai na família.
Marta: E como me custou perceber isso! Eu colocava sempre os filhos em primeiro lugar e deixava-te de lado. Perdoa-me, porque sei que te magoei muito.
Luís: Já há algum tempo que deixaste de o fazer. Quanto bem fez o Projeto Amor Conjugal à nossa família! Também me fez perceber que é muito importante que os nossos filhos nos vejam unidos e a rezar. Amarmo-nos um ao outro é o mais importante para que eles se sintam protegidos e amados.
Marta: Bendito seja Deus, és realmente a minha Ajuda Adequada!

Mãe,

Recordamos as palavras de São Maximiliano Kolbe: «Onde entra a Imaculada, entra Jesus, que é o Rei do amor, da paz e da alegria»; por isso, querida Mãe, convidamos-te a entrar no mais profundo do nosso coração. Bendita sejas!