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Treinar-se na fidelidade. Comentário para os Esposos: São Lucas 14, 1-6

Evangelho do dia
Leitura do Santo Evangelho segundo São Lucas 16,9-15
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Arranjai amigos com o vil dinheiro, para que, quando este vier a faltar, eles vos recebam nas moradas eternas. Quem é fiel nas coisas pequenas também é fiel nas grandes; e quem é injusto nas coisas pequenas, também é injusto nas grandes. Se não fostes fiéis no que se refere ao vil dinheiro, quem vos confiará o verdadeiro bem? E se não fostes fiéis no bem alheio, quem vos entregará o que é vosso? Nenhum servo pode servir a dois senhores, porque, ou não gosta de um deles e estima o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro». Os fariseus, que eram amigos de dinheiro, ouviam tudo isto e escarneciam de Jesus. Então Jesus disse-lhes: «Vós quereis passar por justos aos olhos dos homens, mas Deus conhece os vossos corações. O que vale muito para os homens nada vale aos olhos de Deus».

Treinar-se na fidelidade.

Neste Evangelho, Jesus adverte-nos que, se não formos fiéis no pouco, também não seremos fiéis no muito. E a fidelidade é algo absolutamente essencial no casamento.
Quando nos casamos, a fórmula mais comum talvez seja «Aceito-te como meu marido/mulher e entrego-me a ti, e prometo ser-te fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, e assim amar-te e respeitar-te todos os dias da minha vida».
Prometemos fidelidade nos bons e nos maus momentos. E a fidelidade é sinal do nosso amor e respeito, à imagem da aliança de Deus connosco. Deus é fiel, cumpre as Suas promessas e comprometeu-Se com o nosso casamento numa aliança de amor para torná-lo possível. Que importante é que vivamos, entre esposos, a fidelidade que prometemos, começando pelos pequenos detalhes do dia a dia! Fidelidade que não é apenas em relação à entrega dos nossos corpos, mas que se manifesta também nos mais pequenos detalhes: voltar cedo para casa depois do trabalho para ajudar com os filhos ou nas tarefas domésticas, em vez de ficar a beber uma cerveja; fidelidade no nosso tempo de oração juntos, perseverando nesse tempo que dedicamos um ao outro e ao nosso casamento… Temos a oportunidade de nos exercitar no pouco, no simples, para depois sermos fortes e fiéis quando a tentação for realmente grande, porque se formos relaxando, quando a prova chegar, não seremos capazes de superá-la.

Transposição para a vida matrimonial:

Vicente: Carmo, não entendo nada sobre ganhar amigos com o dinheiro da iniquidade.
Carmo: Parece-me que significa que não devemos apegar-nos aos bens materiais, mas usá-los para ganhar tesouros no céu.
Vicente: Mas fala de iniquidade, de fazer algo errado conscientemente. Isso seria como ganhar dinheiro enganando, e eu ganho o nosso dinheiro honestamente.
Carmo: Mas ganhamos mais dinheiro do que realmente precisamos, não é?
Vicente: Sim, é verdade, mas isso é graças ao esforço de muitos anos.
Carmo: Tens a certeza de que é só por isso, Vicente? Não achas que Deus te deu alguns dons e te ofereceu algumas oportunidades que outros não têm?
Vicente: E daí? Não entendo o que queres dizer.
Carmo: Que tudo o que temos, tudo, vem de Deus. E que somos muito afortunados por todos os bens materiais que o Senhor nos permitiu ter, na verdade mais do que precisamos, enquanto outros não têm nem o essencial. O que achas que Deus espera de nós?
Vicente: Sim, é verdade, Deus nos deu mais do que realmente precisamos. Suponho que espera que o usemos para ajudar aqueles que não têm tanto.
Carmo: Exatamente. Se nos apegarmos aos bens terrenos, serviremos ao dinheiro, e não a Deus. Mas se usarmos esses bens generosamente em benefício dos outros, e o fizermos por amor, serviremos a Deus e ganharemos tesouros no céu.
Vicente: Obrigado, Carmo, por me esclarecer. Não sei o que faria sem ti. Gosto imenso de ti!

Mãe,

Ensina-nos a ser sempre fiéis ao nosso cônjuge, ao nosso Sacramento e a Deus, e a fazer sempre a Sua vontade, como tu fizeste. Bendita e gloriosa sejas, Mãe! Louvado seja o Senhor para sempre!

Alegria da conversão. Comentario para os Esposos: Lucas 12, 49-53

Evangelho do dia
 
Leitura do Santo Evangelho segundo S. Lucas 12, 49-53
 

Aproximavam-se dele todos os cobradores de impostos e pecadores para o ouvirem.Mas os fariseus e os doutores da Lei murmuravam entre si, dizendo: «Este acolhe os pecadores e come com eles.» Jesus propôs-lhes, então, esta parábola: «Qual é o homem de entre vós que, possuindo cem ovelhas e tendo perdido uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto e vai à procura da que se tinha perdido, até a encontrar? Ao encontrá-la, põe-na alegremente aos ombros e, ao chegar a casa, convoca os amigos e vizinhos e diz-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida.’
Digo-vos Eu: Haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não necessitam de conversão.»
«Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perde uma, não acende a candeia, não varre a casa e não procura cuidadosamente até a encontrar?E, ao encontrá-la, convoca as amigas e vizinhas e diz: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a dracma perdida.’ Digo-vos: Assim há alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte.»

Alegria da conversão

É uma alegria sabermos com certeza o quanto Deus nos ama. Podemos cair e perder-nos infinitas vezes, e Ele estará sempre à nossa espera de braços abertos, desejando o melhor para nós. Devemos estar sempre abertos à conversão. O Senhor oferece-nos os meios através dos sacramentos.

É maravilhoso pensar na festa que há no Céu cada vez que alguém abraça a fé e se converte. O mesmo acontece sempre que saímos do confessionário com a alma limpa, com a graça recuperada por nos termos reconhecido pecadores e, arrependidos, termos pedido perdão, restaurando assim a amizade com Deus que o pecado tinha ferido.
No matrimónio, através do nosso sacramento, recebemos a graça para nos convertermos em cada momento: sempre que acolhemos o nosso marido/ a nossa mulher em qualquer circunstância, pedindo perdão e perdoando, aceitando tudo o que ele é e o dom que representa para mim. Em suma, fazendo sacrifícios de entrega e renúncia entre os esposos, vamos preparando as nossas almas para o encontro com Deus.

Transposição para a vida Matrimonial

Luis: Margarida, já reparaste na força do nosso sacramento? Através da nossa entrega, vemos como melhoramos e como melhoram os que estão à nossa volta.
Margarida: Sim, é maravilhoso. Gosto de imaginar a festa que há no Céu cada vez que, pela graça recebida, o Senhor vai mudando o mundo através de nós.
Luis: E nem te conto como será cada vez que um casal descobre a grandeza da sua vocação e transforma por completo a sua vida.
Margarida: Graças a Deus, são cada vez mais os casais que, confiando no que receberam e conscientes do dom que têm, vão participando — sem o saber — do Céu aqui na terra.

Mãe,

Somos frágeis e caímos com facilidade. Mostra-nos a graça de nos convertermos sem desanimar, e de vivermos juntos a festa do Céu na terra. Bendito seja o Senhor pelo seu amor infinito, que sempre nos resgata.


Um verdadeiro discípulo. Comentario para os Esposos: Lucas 14, 25-33

Evangelho do dia

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas 14, 25-33

Naquele tempo, seguia Jesus uma grande multidão. Jesus voltou-Se e disse-lhes: «Se alguém vem ter comigo, e não Me preferir ao pai, à mãe, à esposa, aos filhos, aos irmãos, às irmãs e até à própria vida, não pode ser meu discípulo. Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não pode ser meu discípulo. Quem de vós, desejando construir uma torre, não se senta primeiro a calcular a despesa, para ver se tem com que terminá-la? Não suceda que, depois de assentar os alicerces, se mostre incapaz de a concluir e todos os que olharem comecem a fazer troça, dizendo: ‘Esse homem começou a edificar, mas não foi capaz de concluir’. E qual é o rei que parte para a guerra contra outro rei e não se senta primeiro a considerar se é capaz de se opor, com dez mil soldados, àquele que vem contra ele com vinte mil? Aliás, enquanto o outro ainda está longe, manda-lhe uma delegação a pedir as condições de paz. Assim, quem de entre vós não renunciar a todos os seus bens, não pode ser meu discípulo».

Um verdadeiro discípulo.

Jesus anda de cidade em cidade seguido por uma multidão impressionada com os seus milagres e as suas palavras. Mas Jesus não deseja admiradores, deseja discípulos dispostos a amar como Ele.

O que implica, na minha vida, seguir Jesus? É que esse seguimento pode ter-se convertido num conjunto de práticas exteriores, de coisas que “tenho que fazer”, num enfeite na minha vida, num complemento espiritual que me faz sentir que faço muitas coisas pelo Senhor, que sou Seu seguidor.

Hoje o Senhor mostra-me a exigência que implica segui-Lo. Não é uma moda, nem um sentimento passageiro. Ser discípulo requer uma exigência que me convida a sair da mediocridade. Requer reordenar as prioridades, os afetos, carregar a cruz, renunciar a mim mesmo e perseverar até ao fim.

Não basta começar o seguimento com todo o entusiasmo. O entusiasmo inicial é importante, mas o que é decisivo é a fidelidade até ao fim. O amor é um projecto de vida e requer previsão, oração, formação, o apoio de uma comunidade na fé e constância…

No nosso casamento também chega uma altura em que Jesus se vira para nós e diz: “Se me queres seguir no teu casamento, se queres que o teu amor seja como o meu, carrega a tua cruz e renuncia a ti mesmo por amor ao outro.” No dia-a-dia, isto concretiza-se na renúncia ao meu orgulho, ao meu egoísmo, ao “eu tenho razão”, aos meus caprichos, ao desejo de controlar…

Quando escolhemos seguir Jesus e carregar a Sua cruz, o casamento torna-se uma torre firme, capaz de resistir a qualquer tempestade. E esse amor, gratuito e entregue, é o que realmente muda as nossas vidas.

Transposição para a Vida Matrimonial

Almudena: Ai Luís, nem imaginas a minha tristeza! O meu irmão diz que vai mesmo separar-se… Diz que o amor entre eles acabou, que já não sentem o mesmo um pelo outro e que a sua mulher não o faz feliz.

Luis: Dito assim, soa a amor imaturo… E o que é que lhe disseste?

Almudena: Lembrei-me do seu bebé chorão… e perguntei-lhe o que sente quando se tem de levantar tantas vezes durante a noite para lhe pôr a chucha. Sente amor? Nesse momento, sente que o bebé o está a fazer feliz?

Luís: Acho que confunde amor com um sentimento. Grande erro e grande engano!

Almudena: É verdade, querem viver um amor à Hollywood, sem cruz. Têm de se decidir a querer amar. Vamos rezar para que sejam capazes de mudar esse “não me fazes feliz” por “quero dar-te a vida”.

Mãe,

Protege-nos para não cairmos nos enganos do maligno e ajuda-nos a continuar a construir a torre do amor com Jesus como cimento. Mãe do amor conjugal, rogai por nós.


Sem esperar a recompensa. Comentário para os Esposos: Lucas, 14, 12-14

Evangelho do dia

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas, 14, 12-14

Naquele tempo, disse Jesus a um dos principais fariseus, que O tinha convidado para uma refeição: «Quando ofereceres um almoço ou um jantar, não convides os teus amigos nem os teus irmãos, nem os teus parentes nem os teus vizinhos ricos, não seja que eles por sua vez te convidem e assim serás retribuído. Mas quando ofereceres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; e serás feliz por eles não terem com que retribuir-te: ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos».

 

Sem esperar a recompensa

Quando fazemos um convite, podemos pensar que há algo nosso que colocamos à disposição dos outros – a nossa casa, a nossa comida, o nosso tempo…

Por isso, fazemo-lo com quem gostamos.

Também é habitual que quem nos estima corresponda a este nosso convite – e até pensamos que é justo exigir essa reciprocidade. No entanto, o Senhor não segue essa lógica. A Sua justiça é diferente.

O que temos, não nos pertence. Foi-nos dado gratuitamente e, por isso, devemos partilhá-lo também gratuitamente, sem esperar que nos deem nada em troca.

Mais, Jesus encoraja-nos a dar precisamente quando sabemos que não vamos ser correspondidos, para garantir que a nossa intenção de nos entregarmos (sem esperar nada em troca) é autêntica.

Ele conhece a nossa fraqueza. No casamento, nos momentos em que nos damos, mesmo sabendo que o nosso cônjuge não vai corresponder (por causa do seu pecado, da sua doença, do seu temperamento…), é aí que estamos a cumprir este mandamento de Jesus. Há muitas ocasiões em que essa ressurreição e essa recompensa chegam ainda nesta vida (no Projeto Amor Conjugal somos testemunhas disso!), e outras em que teremos de esperar até à vida eterna. Só Deus sabe.

Transposição para a vida matrimonial

Pedro: Laura, o psicólogo confirmou o diagnóstico que temíamos. Todos os meus problemas vêm de uma síndrome que me impede de mostrar emoções e compreender as relações sociais. Não vou conseguir dar-te aquilo que tanto me pediste. Isto será para toda a vida, só posso melhorar de forma aparente.

Laura: Estive a ler sobre isso, para saber como te ajudar. Precisamente hoje, o Evangelho falava-me sobre este tema. Sempre te pedi, e até exigi, por vezes, que fosses mais carinhoso e atencioso, e isso foi a origem de muitas discussões. O Senhor pede-me que te acolha na tua verdade. Ele conhece o fundo do teu coração e diz-me que és o Seu deleite. Ele há de ajudar-me a conhecer-te mais e melhor. Deste um passo muito importante por mim, meu amor. Agradeço-te por teres procurado respostas.

Pedro: Temia que já não quisesses passar o resto da tua vida comigo depois de saberes isto.

Laura: Pedro, o Senhor escolheu-nos para estarmos juntos desde toda a eternidade. Ele não se engana, e eu confio n’Ele. Este é o caminho da nossa felicidade, da nossa santidade.

Mãe,

Que a nossa alegria esteja em dar-nos sem esperar nada em troca. Ámen.

Louvado seja Deus!


Acredito que Tu podes fazer novas todas as coisas. Comentário para os Esposos: São João 11, 17-27

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João 11, 17-27

Ao chegar, Jesus encontrou Lázaro há já quatro dias no sepulcro. Betânia ficava perto de Jerusalém, a cerca de quinze estádios, e muitos judeus tinham vindo ter com Marta e Maria, para as confortar por causa do irmão.

Quando Marta ouviu dizer que Jesus estava a chegar, foi ao seu encontro. Maria, porém, ficou sentada em casa.

Disse, então, Marta a Jesus:

«Senhor, se tivesses estado aqui, o meu irmão não teria morrido. Mas também sei que, mesmo agora, tudo o que pedires a Deus, Deus to concederá».

Disse-lhe Jesus: «O teu irmão ressuscitará». Marta respondeu: «Sei que há de ressuscitar na ressurreição, no último dia».

Disse-lhe Jesus: «Eu sou a ressurreição e a vida; quem acredita em mim, ainda que morra, viverá; e todo aquele que vive e acredita em mim jamais morrerá. Acreditas nisto?».

 Ela respondeu-lhe:

«Sim, Senhor, eu acredito que Tu és o Cristo, o Filho de Deus que estava para vir ao mundo».

Acredito que Tu podes fazer novas todas as coisas

O Senhor tinha dito dias antes aos seus discípulos que a doença de Lázaro não era de morte, mas sim para glória de Deus; e pela fé das suas irmãs manifesta-se a glória de Deus.
Perante o mal e a morte, a fé pode transformar tudo em Glória de Deus. É o Mistério da Cruz.

Senhor do Céu e da Terra, aqui nos tendes, pedindo-Te com fé que Tu podes salvar todos os matrimónios, mesmo aqueles que não têm consciência de que estão mortos.
Tu fazes novas todas as coisas, todos os matrimónios.

Quantos maridos e mulheres continuam a pedir pela salvação do seu matrimónio, por vezes contra toda a esperança. Tu os sustentas, e pela sua oração e sacrifício manifestar-se-á a Glória de Deus.
Unamo-nos a eles nessa oração incessante e acompanhemo-los.

Transposição para a vida matrimonial

(Na oração conjugal)

Joaquim: Mercês, percebo agora como o nosso matrimónio estava quase morto. Às vezes até me senti abandonado pelo Senhor. Mas depois de começar este caminho de reconstrução, sei que Ele nunca nos abandonou.

Mercês: Sim, também me acontecia; e sobretudo nos momentos de provação; pedia-Lhe, de certa forma, explicações. Mas hoje percebo que Ele está sempre aqui, no meio de nós, e ainda mais nos momentos de provação.

Joaquim: É verdade, mas por amor-próprio não conseguimos vê-Lo e só queremos que Ele tenha em conta os nossos critérios, a nossa maneira de ver as coisas.

Mercês: Mas Ele é o único Caminho, é a única Verdade. Isto que descobrimos é tão grande! E agora somos capazes de ver como Ele nos salvou, nos “ressuscitou”, porque estávamos perdidos.

Joaquim: E tudo para Sua Glória, porque sem Ele nada podemos fazer.

Mercês: São tão grandes os tesouros que Ele nos mostra… Como a oração conjugal, que me está a ajudar tanto a conhecer o teu coração.

Joaquim: E a mim, o teu. Cada dia espero com alegria este momento para partilhar contigo, minha mulher.

Mercês: Só podemos dar graças a Deus por tanto.

Juntos: Obrigado, Senhor! Louvado sejas para sempre!

Mãe,

Ensina-nos a manter a fé mesmo nas situações mais difíceis, para que o Senhor possa fazer tudo novo e para que a Glória de Deus se manifeste ao mundo inteiro.
Glória a Deus!