Arquivo mensal: Julho 2026

Receber tudo. Comentario para os esposos: Mateus 11, 25-27

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 11, 25-27

Naquele tempo, Jesus exclamou: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, Eu Te bendigo, porque assim foi do teu agrado. Tudo Me foi dado por meu Pai. Ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar».

Receber tudo

O que têm os pequeninos que os sábios não têm? Jesus mostra-nos duas atitudes do coração. Os pequeninos maravilham-se facilmente, perguntam, confiam, reconhecem que não sabem, deixam-se ensinar e, com simplicidade, recebem tudo dos seus pais. Todos nascemos com um coração de criança, mas a soberba herdada do pecado original vai tornando-nos autossuficientes. É a mesma tentação do Génesis: «Sereis como deuses» (Gn 3,5). É assim que nasce o sábio e o perspicaz; deixo de perguntar, deixo de pedir ajuda, deixo de ouvir, não me deixo corrigir… Estou tão cheio de mim mesmo e das minhas certezas, que não preciso de receber nada. E quando deixo de receber, deixo de ser pequeno.

Os sábios e os entendidos em matéria de casamento pensam: «Já sei como és», «fazes sempre a mesma coisa», «não vais mudar», «já te conheço»; enquanto a pessoa humilde pensa: «Senhor, ajuda-me», «preciso da Tua graça», «preciso do meu marido». «Preciso de aprender a amar.» Quanto mais cheios estamos de nós mesmos, menos espaço o Senhor encontra para nos revelar os segredos do seu Coração. Por isso, Jesus dá hoje graças ao Pai, porque continua a encontrar almas pequeninas, aquelas que, mesmo quando não compreendem, continuam a confiar. Essa confiança é a porta pela qual o Pai revela os seus segredos. É que os segredos do Pai não se conquistam; recebem-se com um coração de criança. Será que o meu coração é de criança?

Transposição para a Vida Matrimonial

O Jaime e a Carmo tinham planeado sair para jantar juntos depois de uma semana exaustiva. Mas, à última da hora, a máquina de lavar roupa avaria, a cozinha fica inundada e um dos miúdos começa a ter febre. O plano perfeito vai por água abaixo.

Jaime: (a limpar a água, visivelmente frustrado) Que desastre! E eu que estava com tanta vontade de sair esta noite…

Carmo: Querido, olha para mim um momento. O meu lado controlador também está a protestar por dentro, mas gostaria de dizer, como Jesus: «Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado».

Jaime: Consegues mesmo dizer isso neste momento?

Carmo: Não me sai naturalmente. Vem da minha fé. Eu também teria escolhido noite diferente, mas o Pai permitiu esta. E se Ele a permitiu, será porque também aqui quer oferecer-nos algo.

Jaime: O meu plano era jantar num restaurante.

Carmo: E o plano de Deus parece ser cuidar do nosso filho e limpar a água juntos.

(Jaime sorri pela primeira vez ).

Jaime: Então, vamos pedir uma pizza e acabar de arrumar isto.

Carmo: Sim, Pai, porque assim foi do Teu agrado.

Mãe,

Dá-me um coração pequeno que não precise de compreender tudo e ensina-me a descobrir, todos os dias, as dádivas escondidas do Pai. Bendita e louvada sejas!

Sim! Comentário para os Esposos: Mateus 11, 20-24

Evangelho do dia 
Leitura do Evangelho de Nosso Senhor segundo São Mateus 11, 2024
Naquele tempo, começou Jesus a censurar duramente as cidades em que se tinha realizado a maior parte dos seus milagres, por não se terem arrependido: «Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque se em Tiro e em Sidónia se tivessem realizado os milagres que em vós se realizaram, há muito teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e cobrindo-se de cinza. Mas Eu vos digo que no dia do Juízo haverá mais tolerância para Tiro e Sidónia do que para vós. E tu, Cafarnaum, serás exaltada até ao céu? Até ao inferno é que descerás. Porque se em Sodoma se tivessem realizado os milagres que em ti se realizaram, ela teria permanecido até hoje. Mas Eu vos digo que no dia do Juízo haverá mais tolerância para a terra de Sodoma do que para ti».
 
Sim!
 

Estamos perante um dos poucos momentos do Evangelho em que nos é mostrado o profundo lamento de Jesus perante aqueles que não se convertem. É a dor do Seu Coração por aqueles que, apesar de terem ao seu lado testemunhas que os encorajam a percorrer o caminho do amor, não acreditam, não mudam e não chegam a saborear a bem-aventurança eterna, que já pode começar como um antegozo aqui na terra. É o lamento do Coração de Deus pelos filhos que se perdem porque não querem transformar o seu coração; porque continuam agarrados aos seus rancores, ao passado, à dor, ao julgamento e ao desespero, e não se abrem a um novo caminho a partir da esperança. Muitos corações que sofreram tantas feridas que já não sabem em que acreditar… mas dizemos-vos, queridos cônjuges, que sim! Que é possível! Dai ouvidos a essa pequena luz dentro de vós que, sem saber como nem porquê, vos impele a um «sim», por mais fraco que seja… Ali está Deus a chamar-vos, a atrair-vos e a dizer-vos: É possível ressuscitar um amor novo, um amor que nunca conhecestes. É verdade que Jesus renova todas as coisas! Sim! Continuai em frente. Agarrai-vos a todas as mãos que vos forem estendidas. Subi para a maca que vos colocarem à frente e deixai-vos levar até Jesus. Talvez ainda não O conheçais totalmente, mas deixai-vos levar pelos corações que O conhecem. Somos muitos os casais que testemunhamos que sim: Ele faz isso! Acreditai. Deixai-vos levar. Ele fará isso. Com o vosso «sim», Ele fará isso. E, ao deixar-vos transformar por Ele, consolareis o Coração de todo um Deus. O plano é grandioso ou não é grandioso?

Transposição para a Vida Matrimonial

A Helena e o José contam brevemente a sua história aos seus orientandos:

Helena: Olhem, quando chegámos ao Projecto, estávamos tão mal que a nossa família nem sabia que estávamos a ser acompanhados por um casal e a tentar salvar o nosso casamento. Eles nem queriam ouvir falar nisso. Tínhamos sofrido muito durante muitos anos e achavam impossível que fôssemos felizes juntos.

José: É verdade. Passámos por um período muito difícil e muito duro porque, entre nós, também havia muita desconfiança ao longo do caminho, na verdade, e também muita dor, ressentimento pelo que vivemos… mas algo dentro de nós fazia-nos continuar a caminhar. Até nós próprios ficávamos surpreendidos, não é, Helena?

Helena: Sim, José… Não vos vamos dizer que é fácil ou rápido, vamos dizer-vos que é possível e que é verdade o que ouviram. Que não estão a perder tempo, porque nós somos testemunhas de que ter esperança não é coisa de tolos. Aqui encontrámos a vida e o amor que nunca teríamos imaginado para nós, algo que, quando víamos nos outros, nos parecia fictício e impossível e até nos incomodava.

José: Bem, e acima de tudo, nunca teríamos imaginado estar agora a acompanhar outros casais que se encontram na mesma situação em que nós estávamos; a falar-lhes do caminho que percorremos. Isso sim foi outra surpresa. É por isso que vos dizemos: ânimo! Acreditem e verão a glória de Deus! Se nós conseguimos, porque não vocês?

Helena: Deixem-se surpreender pelo Seu poder quando Ele encontra corações que dizem «sim»; não deixem de dizer «sim»!

Mãe,

Obrigado por nos dares este Projecto de Amor que nos mostra o verdadeiro caminho e nos devolveu a vida. Louvado seja Deus!

Uma luta que salva. Comentário para os Esposos: Mateus 10, 34-42

Leitura do Santo Evangelho segundo São Mateus 10, 34-42

Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: «Não penseis que Eu vim trazer a paz à terra. Não vim trazer a paz, mas a espada. De facto, vim separar o filho de seu pai, a filha de sua mãe, a nora da sua sogra, de maneira que os inimigos do homem são os de sua casa. Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim, não é digno de Mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a Mim, não é digno de Mim. Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não é digno de Mim. Quem encontrar a sua vida há de perdê-la; e quem perder a sua vida por minha causa, há de encontrá-la. Quem vos recebe, a Mim recebe; e quem Me recebe, recebe Aquele que Me enviou. Quem recebe um profeta por ele ser profeta, receberá a recompensa de profeta; e quem recebe um justo por ele ser justo, receberá a recompensa de justo. E se alguém der de beber, nem que seja um copo de água fresca, a um destes pequeninos, por ele ser meu discípulo, em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa». Depois de ter dado estas instruções aos seus doze discípulos, Jesus partiu dali, para ir ensinar e pregar nas cidades daquela gente.

Uma luta que salva

Na nossa vocação matrimonial, Jesus convida-nos a perder aquilo que tantas vezes julgamos ser a nossa vida, para ganharmos a vida que Ele tem preparada para nós. Não é possível ter tudo. Muitas vezes tentamos corresponder a todas as expectativas da nossa família de origem, preservar as aparências sociais, alcançar o sucesso profissional e, no fim, já não nos resta força para o nosso cônjuge: para cuidar da nossa intimidade, da paz do nosso lar, da oração conjugal ou para estarmos atentos a servir-nos mutuamente.

É preciso mudar a ordem das prioridades: primeiro Deus e a comunhão com o nosso cônjuge; tudo o resto vem depois. E, muitas vezes, isso implica luta. Mas é precisamente essa luta que nos aproxima de viver o Reino de Deus na nossa vida.

Transposição para a vida matrimonial

Laura: Pedro, estou a tentar, mas a rejeição da tua família faz-me sofrer. Pensava que, ao casar contigo, encontraria a mãe que nunca tive, mas encontrei uma situação que me está a consumir… e a tua atitude ainda mais.

Pedro: Laura, tens razão, e peço-te perdão. Há muito tempo que tento não tomar partido porque me custa muito enfrentar esta situação. Na verdade, tenho medo de os perder, sobretudo por causa do feitio da minha irmã. Mas isto está a prejudicar a nossa união, está a enfraquecer a nossa aliança. Eu devia proteger-te e, no entanto, escolho não contrariar a minha família.

Laura: Não quero que percas a tua família. Tenho a certeza de que o Senhor me ajudará a carregar esta cruz.

Pedro: Também não quero perdê-los, mas tenho de trazer a verdade a esta situação: falarei com eles as vezes que forem necessárias, com todo o amor de que for capaz. Será difícil, mas não vou pôr em risco a nossa união só para evitar este sofrimento. Enfrentaremos esta batalha unidos, no coração de Cristo.

Foi difícil para Pedro. Mas, com muita oração, amor e o passar dos anos, a sua família acabou por admirar a comunhão que existia no casamento do filho, fonte da felicidade dele e de toda a sua família.

 

Mãe,

Que eu nunca tenha medo de pôr em causa tudo aquilo que me afasta da minha vocação de esposo/a.

Louvado seja Deus!


Entender com o coração. Comentário para os Esposos: Mateus 13, 1-23

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 13, 1-23

Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-Se à beira-mar. Reuniu-se à sua volta tão grande multidão que teve de subir para um barco e sentar-Se, enquanto a multidão ficava na margem. Disse muitas coisas em parábolas, nestes termos: «Saiu o semeador a semear. Quando semeava, caíram algumas sementes ao longo do caminho: vieram as aves e comeram-nas. Outras caíram em sítios pedregosos, onde não havia muita terra, e logo nasceram, porque a terra era pouco profunda; mas depois de nascer o sol, queimaram-se e secaram, por não terem raiz. Outras caíram entre espinhos e os espinhos cresceram e afogaram-nas. Outras caíram em boa terra e deram fruto: umas, cem; outras, sessenta; outras, trinta por um. Quem tem ouvidos, oiça».

Os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «Porque lhes falas em parábolas?».

Jesus respondeu: «Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos Céus, mas a eles não. Pois àquele que tem dar-se-á e terá em abundância; mas àquele que não tem, até o pouco que tem lhe será tirado. É por isso que lhes falo em parábolas, porque veem sem ver e ouvem sem ouvir nem entender. Neles se cumpre a profecia de Isaías que diz: ‘Ouvindo ouvireis, mas sem compreender; olhando olhareis, mas sem ver. Porque o coração deste povo tornou-se duro: endureceram os seus ouvidos e fecharam os seus olhos, para não acontecer que, vendo com os olhos e ouvindo com os ouvidos e compreendendo com o coração, se convertam e Eu os cure’.

Quanto a vós, felizes os vossos olhos porque veem e os vossos ouvidos porque ouvem! Em verdade vos digo: muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes e não viram e ouvir o que vós ouvis e não ouviram. Escutai, então, o que significa a parábola do semeador: Quando um homem ouve a palavra do reino e não a compreende, vem o Maligno e arrebata o que foi semeado no seu coração. Este é o que recebeu a semente ao longo do caminho.

Aquele que recebeu a semente em sítios pedregosos é o que ouve a palavra e a acolhe de momento com alegria, mas não tem raiz em si mesmo, porque é inconstante, e, ao chegar a tribulação ou a perseguição por causa da palavra, sucumbe logo.

Aquele que recebeu a semente entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedução da riqueza sufocam a palavra, que assim não dá fruto.

E aquele que recebeu a palavra em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende. Esse dá fruto e produz ora cem, ora sessenta, ora trinta por um».

Entender com o coração

A alegria de experimentar o amor de Deus no coração explica esse «bem-aventurados» de que Jesus nos fala no Evangelho de hoje. E é que nada neste mundo se pode comparar à experiência do amor com que Deus Pai nos ama. É a partir desse encontro com o Amor que a vida começa a dar fruto. Não é uma mudança de um dia para o outro. Como a semente, precisa de ser regada e precisa de tempo. Então, os «olhos» do coração abrem-se para compreender. A vida ilumina-se e aquela existência que antes era plana e vazia começa a produzir os frutos do Espírito: a alegria, a paz, a mansidão…

Muitos casais, e também sacerdotes, dizem que aquilo que escutam, experimentam e vivem no Projeto Amor Conjugal nunca o tinham descoberto antes. A alegria de começar a viver o amor na Plenitude do Amor transforma os esposos e aqueles que abrem o coração começam a viver uma vida nova, um matrimónio novo que dá fruto. Uns cem, outros sessenta, outros trinta, cada um segundo os dons que o próprio Deus lhe concedeu.

As provações, as dificuldades e as quedas tornam-se sementes que o Senhor «semeia» diariamente no nosso coração para nos fazer crescer. E aquilo que antes nos afundava ou nos afastava do cônjuge passa agora a produzir frutos de paciência, mansidão e misericórdia. O casamento é visto como aquilo que verdadeiramente é: uma fonte inesgotável de graça que produz fruto.

Transposição para a vida matrimonial:

Pedro: Sara, hoje lembrei-me de que já passaram três anos desde que fizemos o nosso retiro do Projeto Amor Conjugal, e isso encheu-me de alegria.

Sara: Sim, eu também me lembrei esta manhã e dei graças a Deus.

Pedro: Sim… quanta coisa vivemos nestes três anos! Parece que foi ontem, mas, quando olho para trás, tenho de reconhecer que o Senhor transformou profundamente o nosso coração…

Sara: É verdade. Cada um vivia o matrimónio à sua maneira, fechado nas suas coisas. Não tínhamos grandes problemas, mas não nos conhecíamos verdadeiramente. Era como se apenas partilhássemos a mesma casa; respeitávamo-nos, mas quase não partilhávamos nada.

Pedro: Nem sequer partilhávamos a fé; cada um vivia-a de forma muito pessoal. E agora é tão simples partilhar aquilo que o Senhor nos inspira, fazer oração conjugal, conhecer-te melhor, amar-te mais e ajudar-te a chegar até Deus.

Sara: E assim conhecemos cada vez mais a Deus e apaixonamo-nos mais por Ele. Este caminho tem sido muito bonito, embora não tenham faltado dificuldades e provações. Mas, através da oração, percebemos que todas elas serviram para crescermos nalgum aspeto e passámos a vivê-las de uma forma completamente diferente. Como somos bem-aventurados!

Pedro: Ainda temos um longo caminho pela frente, porque é verdade que o pecado e o maligno continuam à espreita.

Sara: Sim, ainda temos muito para percorrer. O nosso orgulho, o amor-próprio, a preguiça… continuam a aparecer. Mas o mais bonito é que agora damos por isso rapidamente e corremos para o Senhor a pedir-Lhe perdão, com um coração contrito, consciente de que é pequeno, frágil e necessitado.

Pedro: Então hoje vamos celebrar. Primeiro vamos à Eucaristia dar graças a Deus e pedir-Lhe a Sua graça para continuarmos a caminhar; depois vamos os dois jantar fora.

Sara: Parece-me um plano maravilhoso. Mas voltamos cedinho para casa, porque amanhã temos de nos levantar cedo! Hahaha!

Mãe,

Cuida de nós, para que nunca nos afastemos do caminho que nos conduz ao Senhor e para que o nosso matrimónio possa dar os frutos que Ele desejar. Bendito e louvado seja Deus para sempre.

Cordeiro ou lobo. Comentário para os Esposos: Mateus 10, 16-23

Evangelho do Dia: 

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 10,  16-23

Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: «Envio-vos como ovelhas para o meio de lobos. Portanto, sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas. Tende cuidado com os homens: hão de entregar-vos aos tribunais e açoitar-vos nas sinagogas. Por minha causa, sereis levados à presença de governadores e reis, para dar testemunho diante deles e das nações. Quando vos entregarem, não vos preocupeis em saber como falar nem com o que dizer, porque nessa altura vos será sugerido o que deveis dizer; porque não sereis vós a falar, mas é o Espírito do vosso Pai que falará em vós. O irmão entregará à morte o irmão e o pai entregará o filho. Os filhos hão de erguer-se contra os pais e causar-lhes a morte. E sereis odiados por todos por causa do meu nome. Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo. Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra. Em verdade vos digo: não acabareis de percorrer as cidades de Israel, antes de vir o Filho do homem».

 

 

Cordeiro ou lobo.

O Senhor faz-nos hoje uma advertência, e o que devemos perguntar-nos é: Serei um cordeiro ou serei um lobo no meu casamento?

Se estiver perto de Deus e o Senhor for o meu pastor, então ouvirei o meu marido, serei dócil no que ele me disser, semearei paz em casa; em suma, terei a alegria de amar e de ser amado, tal como o cordeiro com o seu pastor.

No entanto, ao estar longe do Senhor, o nosso coração torna-se cada vez mais egoísta, arrogante, orgulhoso; vou querer ter sempre razão e semear discórdia em casa; em suma, transformar-me-ei num lobo.

E tu, o que queres ser, lobo ou cordeiro?

 

Transposição para a vida conjugal:

Isabel: Eu pensava ter tudo bem organizado e sob controlo… Mas surgiram as nossas discussões, depois fomos despedidos dos nossos empregos, depois os problemas económicos…

Xavier: Sim, Isa, lembro-me de quando, além disso, tentávamos resolver os problemas de mil maneiras. Até o nosso casamento, com terapias de todo o tipo…

Isabel: Sim, e essas soluções alimentavam o meu orgulho, e ainda por cima eu continuava zangada. E os problemas continuavam: o nosso filho com maus resultados na escola…

Xavier: E eu cada vez mais triste e deprimido. Em nossa casa só havia gritos e silêncio, e cada um à sua maneira.

Isabel: Até que a minha amiga Carmo nos convidou para um retiro do Projeto Amor Conjugal e foi aí que percebemos que a causa do nosso mau humor, da nossa raiva e das nossas crises era não termos Deus conosco nem no nosso casamento…

Xavier: Sim, estávamos a construir o nosso casamento, a nossa família e tudo o que nos rodeava com os nossos critérios.

Isabel: Que alegria! E quanta esperança quando começámos a deixar que o Senhor agisse em nós!

Xavier: Sim, começámos a ir às catequeses e às adorações juntos… E tudo começou a encaixar-se, não é verdade?

Isabel: Agora só posso dar graças a Deus por tudo, até pelos problemas que Ele permitiu, porque nos fizeram perceber que sem Ele há escuridão e tristeza, e com Ele tudo muda!

 

Mãe,

Ajuda-nos a ser cordeiros para estarmos unidos ao teu Filho. Louvado seja o Senhor.