
A minha humildade conquista o teu coração. Comentário para os esposos: Mateus 23, 1-12

Estou a enganar-me? Comentário para os esposos: Mateus 22, 34-40
Evangelho do dia
Leitura do Santo Evangelho segundo São Mateus 22, 34-40
Naquele tempo, os fariseus, ouvindo dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus, reuniram-se em grupo, e um doutor da Lei perguntou a Jesus, para O experimentar: «Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?». Jesus respondeu: «‘Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu espírito’. Este é o maior e o primeiro mandamento. O segundo, porém, é semelhante a este: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’. Nestes dois mandamentos se resumem toda a Lei e os Profetas».
Estou a enganar-me?
Quantas vezes tentaram armar uma cilada a Jesus. No entanto, Ele nunca caiu na armadilha, mas antes iluminava com a Verdade, que é eterna.
De igual forma, também hoje nos diz o mesmo, no nosso tempo. E nós, na nossa vocação de esposos, para cumprir o primeiro mandamento, temos necessariamente de passar pelo segundo — e vice-versa.
Não podemos amar o nosso marido / a nossa mulher se não amarmos primeiro a Deus, que é a fonte do Amor, e não podemos dizer que amamos a Deus se não amarmos o nosso marido / a nossa mulher.
O modo como amo o meu marido / a minha mulher é o modo como reflito o Amor de Deus. Porque quem diz que ama a Deus e não ama o seu marido / a sua mulher (o seu próximo mais próximo) está a enganar-se.
Transposição para a vida Matrimonial:
Chico: Bom dia, querida! Vou aproveitar que é Domingo para ir à Missa e depois combinei com o Óscar para jogar uma partida de padel, parece-te bem?
Clara: E isso porquê? Chico, noutro dia combinámos que hoje, depois da Missa, íamos fazer planos juntos, que é raro termos um dia tranquilo…
Chico: Pois é, Clara, mas o Óscar disse-me que está com um problema e queria encontrar-se comigo para conversar. Por isso não sei a que horas volto.
Clara: Não me parece bem, mas se achas que é mesmo necessário…
(Mais tarde, ao voltar a casa depois da Eucaristia)
Chico: Querida, desculpa-me. Estava a rezar na Missa e o Senhor fez-me ver que esta manhã não te estava a amar, e que se quero amá-Lo, tenho de o fazer através de ti. Sabes que mais? Vou dizer ao Óscar que já tínhamos planos e que, se quiser, podemos combinar outro dia para almoçar ou algo assim, está bem?
Clara: Ai, obrigada Chico! Finalmente vamos poder estar um bocadinho sossegados, só nós os dois, que ultimamente tem sido uma confusão. Gosto imenso de ti.
Chico: Obrigado eu, Clara, por me aproximares do Senhor através de ti.
Mãe,
Tu, que cumpriste perfeitamente estes mandamentos, ajuda-nos a tê-los sempre presentes e a cumpri-los.
Uma vida digna e pura. Comentário para os esposos: Mateus 22, 1-14
Com queóculos é que eu olho? Comentario para osesposos: Mateus 20, 1-16
Evangelho do dia
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se a um proprietário, que saiu muito cedo a contratar trabalhadores para a sua vinha. Ajustou com eles um denário por dia e mandou-os para a sua vinha. Saiu a meia manhã, viu outros que estavam na praça ociosos e disse-lhes: ‘Ide vós também para a minha vinha e dar-vos-ei o que for justo’. E eles foram. Voltou a sair, por volta do meio-dia e pelas três horas da tarde, e fez o mesmo. Saindo ao cair da tarde, encontrou ainda outros que estavam parados e disse-lhes: ‘Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar?’. Eles responderam-lhe: ‘Ninguém nos contratou’. Ele disse-lhes: ‘Ide vós também para a minha vinha’. Ao anoitecer, o dono da vinha disse ao capataz: ‘Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, a começar pelos últimos e a acabar nos primeiros’. Vieram os do entardecer e receberam um denário cada um. Quando vieram os primeiros, julgaram que iam receber mais, mas receberam também um denário cada um. Depois de o terem recebido, começaram a murmurar contra o proprietário, dizendo: ‘Estes últimos trabalharam só uma hora e deste-lhes a mesma paga que a nós, que suportámos o peso do dia e o calor’. Mas o proprietário respondeu a um deles: ‘Amigo, em nada te prejudico. Não foi um denário que ajustaste comigo? Leva o que é teu e segue o teu caminho. Eu quero dar a este último tanto como a ti. Não me será permitido fazer o que quero do que é meu? Ou serão maus os teus olhos porque eu sou bom?’. Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos».
Com que óculos é que eu olho?
Porque é que Jesus nos conta estas parábolas que nos podem fazer colocar no lugar dos que se queixam, dos que não compreendem? Porque Jesus conhece a tendência que temos para ver as coisas com os nossos critérios humanos, tão “razoáveis”, mas que escondem um olhar cheio de amor-próprio, que não se coloca no lugar do outro. E Ele quer tirar-nos disso, quer ensinar-nos a olhar como Ele olha. Um olhar que não olha para si mesmo, que olha para o bem do outro, que olha para o coração em vez de ficar na superfície.
Os jornaleiros que não tinham trabalho passavam o dia inquietos, sem saber o que iam comer. Os outros já tinham trabalho, sabiam que iam comer nesse dia. E quando foram contratados já tarde, ficaram aliviados ao pensar que iam ter o que comer. Que alegria quando receberam o salário! Por isso os primeiros deviam estar felizes por eles, certo?
É assim que Deus me chama a olhar. Com o seu amor, que não olha para si próprio de forma egoísta, mas que se coloca no lugar do outro e se dá. É esse o caminho da felicidade.
E eu, coloco-me no lugar do meu esposo, olho com os meus óculos egoístas ou ponho os óculos de Deus para o olhar, aqueles que vêem a partir do coração e em direcção ao coração?
Transposição para a vida matrimonial:
Óscar (com ira): Não pode ser, a tua filha está sempre a reponder mal e tu estás sempre a defendê-la!
Elena (pensa): Claro, diz-me.
Fernando: Que feitio terrível! Não pode ser, não pode falar assim! À mínima já salta! Mãe do Céu, o que hei de fazer? Tenho de pôr os óculos de Deus para ver o coração do Óscar. Está a sofrer. E tem razão, embora a forma não seja adequada. Coitado, ele até sabe disso. Quantas vezes, na oração, o oiço da luta que trava contra o seu mau feitio! De maneira que tenho que lhe mostrar o meu apoio à frente da nossa filha, apesar de me custar a sua forma de falar.
Elena: Vá, querido, tens razão. Mas, por favor, não sejas assim. Vou falar com ela porque o que ela fez não está certo. És o melhor marido e o melhor pai do mundo! Estás a conseguir ir dominando esse temperamento e vais ver como vai ser bom quando o tiveres conseguido totalmente.
Óscar: Obrigado, Elena, és uma jóia. Ajudas-me imenso. Mas, por favor, fala com ela. Sei que te custa, mas sabes que temos de o fazer. E ela ouve-te mais a ti d que a mim. Faz isso pelo Senhor e por mim.
Elena: Claro que sim. Tens razão. É difícil para mim, mas vou falar com ela com firmeza, porque não pode ser à maneira dela. Por ti. Pelo Senhor. Gosto muito de ti, minha AA.
Mãe,
Que alegria vermos como, pela Tua mão, este caminho de oração e de sacramentos está a dar frutos. E de mortificação para vencer o meu amor-próprio…. Mil vezes obrigado, Mãe! Louvado seja o Senhor!

