Aquivos por Autor: Esposos Misioneros

Ter fé. Comentario para os esposos: Mateus 9, 1-8

Leitura do Santo Evangelho segundo S. Mateus 918
 
naquele tempo, Jesus , subiu para o barco, atravessou o mar e foi para a sua cidade. Apresentaram-lhe um paralítico, deitado num catre. Vendo Jesus a fé deles, disse ao paralítico: «Filho, tem confiança, os teus pecados estão perdoados.» Alguns doutores da Lei disseram consigo: «Este homem blasfema.»
Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: «Porque alimentais esses maus pensamentos nos vossos corações? Que é mais fácil dizer: ‘Os teus pecados te são perdoados’, ou: ‘Levanta-te e anda’?  Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, poder para perdoar pecados – disse Ele ao paralítico: ‘Levanta-te, toma o teu catre e vai para tua casa.» E ele, levantando-se, foi para sua casa. Ao ver isto, a multidão ficou dominada pelo temor e glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens.

Ter fé.

Temos de agradecer continuamente a Deus pela fé, um dom maravilhoso que vem d’Ele e que precisamos de alimentar. Neste evangelho, o Senhor mostra-nos como devemos usar a nossa fé: umas vezes como aqueles que carregam a maca, levando os nossos amigos até Jesus; outras vezes como o paralítico, deixando-nos levar até Deus para receber o Seu perdão.

Os esposos, através do sacramento do matrimónio, têm de fortalecer a sua fé, olhando para o coração do seu cônjuge para agir como “maqueiros”, ajudando-o em qualquer necessidade, e também para se deixarem ajudar quando se sentem paralisados pelo pecado. É através do nosso marido/da nossa mulher que somos conduzidos ao Senhor.

A nossa vocação leva-nos a ver Cristo continuamente no nosso marido/na nossa mulher e a agir como Deus espera de nós, conhecendo o que traz no coração e, seja o que for, estando sempre dispostos a entregar-nos e a acolher-nos mutuamente.

O pecado paralisa a alma, porque nos faz perder a graça de Deus e impede-nos de fazer muitas coisas boas. Uma alma paralisada não deixa o corpo agir; e o corpo, sendo frágil e caduco, pode levar-nos à perdição. De que serve um corpo saudável se a alma está paralisada?

Não nos cansemos de procurar a graça do perdão de Deus e de estar sempre disponíveis para levar o nosso esposo “em maca”, dando a vida para o aproximar do Senhor.

Transposição para a vida Matrimonial
 

Paulo: O teu irmão ligou-me, irritado, a lançar-me á  cara a conversa que tivemos ontem ao almoço com a tua família. Não há quem aguente… já estou cansado de estarem sempre a meter-se comigo e, quando finalmente me defendo, são eles os ofendidos.
Marta: Lá estás tu outra vez com o mesmo, sempre a criticar a minha família e a aproveitar qualquer oportunidade para mo atirar à cara.
Paulo: Não é assim, e tu sabes. Faço sempre um esforço, mas não serve de nada. Vê bem: por muito que tente, tu estás sempre do lado deles sem saberes sequer o que falámos.
Marta: Tens razão. Julguei-te e critiquei-te antes de te perguntar porque é que o meu irmão se tinha chateado. Ontem notei qualquer coisa, mas estava mais preocupada com os meus pais e pensei que não fosse nada de importante.
Paulo: E a verdade é que não era. Mas já conheces o teu irmão. Sei que antes procurava qualquer desculpa para implicar com a tua família, mas, embora às vezes ainda me custe, faço um esforço para que se note.

Marta: Perdoa-me por me ter defendido sem saber do que se tratava. Que te parece irmos juntos confessar-nos e assim desbloqueamos esta situação da nossa alma.

Paulo: Confessarmo-nos? Mas não foi assim tão grave… além disso, confessei-me há pouco mais de duas semanas e não tenho assim tanta coisa de que me arrepender.

Marta: Às vezes também penso o mesmo, que posso esperar. Mas a graça da confissão ajuda-me a olhar melhor para o teu coração, a ver o que há nele e todo o esforço que fazes naquilo que mais te custa.

Paulo: Agora és tu quem tem razão. Acompanho-te — e aproveito para me confessar também, que me faz sempre muito bem, ajuda-me a melhorar e aproveito para agradecer a Deus por tudo o que me ajudas a estar mais perto d’Ele.

Mãe

Mostra-nos, Senhor, aos esposos, aquilo que levamos no coração, para que possamos ajudar-nos a curá-lo, e para que a nossa fé nos conduza ao abandono confiante, acreditando sempre na cura que vem através dos sacramentos. Bendito e louvado seja Deus.


Uma só palavra. Comentario para os esposos: Mateus 8, 28 – 34

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 8, 28-34

Naquele tempo, quando Jesus chegou à região dos gadarenos, na outra margem do lago, vieram ao seu encontro, saindo dos túmulos, dois endemoninhados. Eram tão furiosos que ninguém se atrevia a passar por aquele caminho. E disseram aos gritos: «Que tens que ver connosco, Filho de Deus? Vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?». Ora, perto dali, andava a pastar uma grande vara de porcos. Os demónios suplicavam a Jesus, dizendo: «Se nos expulsas, manda-nos para a vara de porcos». Jesus respondeu-lhes: «Então ide». Eles saíram e foram para os porcos. Então os porcos precipitaram-se pelo despenhadeiro abaixo e afogaram-se no lago. Os guardadores fugiram e foram à cidade contar tudo o que acontecera, incluindo o caso dos endemoninhados. Toda a cidade saiu ao encontro de Jesus. Quando O viram, pediram-Lhe que Se retirasse do seu território.

Uma só palavra

Com esta imagem tão impactante, Jesus torna visível a verdadeira natureza do mal: uma força caótica que procura dividir, destruir e empurrar-nos para o precipício, a fim de afastar o homem de Deus. É isto que o mal procura. Mas esse precipício nem sempre é visível nem imediato. Por isso, devemos estar atentos, porque muitas vezes ele age silenciosamente, disfarçado de bem ou de falsa justiça, desgastando o amor e empurrando, pouco a pouco, o nosso casamento para o isolamento, a divisão e a ruptura. Ele infiltra-se através de ressentimentos acumulados, silêncios, indiferenças, uma resposta rude, um gesto desagradável, uma falta de carinho… Cuidado! Raramente o mal entra de repente; costuma fazê-lo de forma subtil, mas o seu objetivo é desumanizar o lar, transformando-o num lugar frio como os sepulcros, onde ninguém quer estar. No entanto, vemos que Jesus tem poder absoluto sobre o mal. Este parece muito ostensivo, grita e ameaça, mas perante Jesus perde toda a sua força. Basta-Lhe uma única palavra para dissipar o caos e restaurar a paz. O Seu poder de curar e libertar é infinitamente superior a qualquer ferida que o mal possa ter causado. Por isso, nenhum casamento está tão ferido, tão escravizado ou tão desfeito que não possa ser alcançado pela Sua misericórdia. Basta acolher Jesus e deixá-Lo fazer o que só Ele pode fazer: libertar, reconstruir o que parecia destruído e devolver a vida onde havia morte. O verdadeiro drama é que, muitas vezes, tal como aqueles gerasenos, somos capazes de preferir afastar Jesus das nossas vidas a perder as nossas certezas, e este é o verdadeiro mal: fechar o coração a Cristo. Que nunca nos aconteça o mesmo.

Transposição para a Vida Matrimonial

A casa estava em silêncio. Não era um silêncio de paz, mas sim de distância. Cada um fechado no seu mundo: as crianças refugiadas nos ecrãs e os pais, cada um ocupado com as suas coisas. Mal trocavam algumas palavras por dia. Já não havia abraços, nem risos, nem projetos partilhados. Apenas uma convivência fria, onde já não esperavam nada um do outro. Naquela noite, a Rosa lembrou-se de umas palavras que tinha ouvido um tempo atrás: «A batalha final entre o Senhor e o reino de Satanás será sobre o casamento e a família.» Sentiu um arrepio e compreendeu no seu coração que o mal lhes tinha marcado um golo quase sem fazer barulho.

Rosa: Pedro, caímos na armadilha. O mal disfarçou-se de bem e acreditámos que a separação iria resolver tudo e que as crianças iriam deixar de sofrer.

Pedro: Acho que o maior sofrimento para eles seria não poderem ver o amor dos pais.

Rosa: Não quero que os nossos filhos cresçam a pensar que o mal tem a última palavra. 

Pedro: Está nas nossas mãos, Rosa. Não nos deixemos levar pelo que sentimos agora; esta é uma decisão da vontade. O problema não é que o nosso amor tenha morrido; o problema é que deixámos fora de casa Aquele que lhe pode devolver a vida. Lembra-te das palavras de Nossa Senhora de Fátima: «No fim, o meu Imaculado Coração triunfará».

Naquela noite, os problemas não desapareceram, mas voltaram a acreditar que Deus podia devolver a vida ao que parecia morto.

Mãe,

obrigado por nos alertares para a grande batalha que se trava nas nossas famílias. Que nunca duvidemos do poder de Jesus nem da tua vitória. Permite, querida Mãe, que o teu Imaculado Coração triunfe também no nosso casamento. Bendita sejas!


Quem vai ao leme do teu barco? Comentário para os esposos: Mateus 8, 23-27

Evangelho do dia 

Leitura do Santo Evangelho segundo São Mateus 8, 2327

Naquele tempo, Jesus subiu para o barco e os discípulos acompanharam-n’O. Entretanto, levantou-se no mar tão grande tormenta que as ondas cobriam o barco. Jesus dormia. Aproximaram-se os discípulos e acordaram-n’O, dizendo: «Salva-nos, Senhor, que estamos perdidos». Disse-lhes Jesus: «Porque temeis, homens de pouca fé?». Então levantou-Se, falou imperiosamente ao vento e ao mar e fez-se grande bonança. Os homens ficaram admirados e disseram: «Quem é este homem, que até o vento e o mar Lhe obedecem?».
Quem vai ao leme do teu barco?
Jesus sobe para o barco e os discípulos seguem-n’O. Assim é também o casamento: é Cristo quem sobe primeiro e nos convida a segui-Lo. Mas surgem tempestades: cansaço, feridas, discussões, filhos, dinheiro, a missão, diferenças de carácter. E então pensamos: «Senhor, não vês que estamos a afundar-nos?». Cristo não está fora do nosso barco. Está dentro do sacramento. Pode parecer-te que está a dormir, mas Ele está lá. E, por vezes, permite que as ondas nos atinjam para que deixemos de confiar nas nossas forças e queiramos deixar de ser nós a conduzir a barca, para aprendermos a confiar Nele e a fazer o que Ele nos diz. Nunca é o caminho abandonar o barco, nem saltar para as águas do orgulho, da queixa, da exigência… Acorda Cristo com a tua oração! Olha para Ele com olhos atentos, sabendo que só Nele encontrarás o que procuras, obedece-Lhe mesmo que não compreendas, e diz-Lhe: «Levanta-Te, Senhor, no meu coração, repreende os meus medos e traz a Tua calma.» 
Transposição para a vida Matrimonial 
Marta: Luís, acho que estamos a exigir demais das crianças no que diz respeito a rezar o Terço em família.
Luís: Estiveste falaste outra vez com a tua mãe, não foi?
Marta: Sim, e então? É a minha mãe! Estou farta desta guerra que tens com a minha família.
Luís: E eu estou farto de que, sempre que decidimos alguma coisa, a tua mãe tenha a última palavra.
Marta: Ela não tem a última palavra. Apenas ajuda-me a ver as coisas. Tal como quando tu falas com a tua mãe.
Luís: Marta, a única coisa que sei é que temos de fazer isto de outra forma. No fim de contas, por darmos ouvidos a uns e a outros, acabamos por entrar em conflito e isto não leva a lado nenhum.
Marta: Pois é… Parece que no nosso barco todos falam, menos o Senhor.
Luis: É mesmo. Pedimos a opinião de todos, procuramos apoio em todos… e a Ele deixamo-Lo a dormir.
Marta: Tal como no Evangelho. Jesus estava no barco, mas eles prestavam mais atenção à tempestade do que a Ele.
Luis: E nós fazemos o mesmo. Prestamos atenção ao que a minha mãe diz, ao que a tua diz, ao que vão pensar…
Marta: E quando já estamos a afundar-nos, só então nos lembramos de rezar.
Luis: Pois bem, que isso não nos aconteça. Antes de decidirmos qualquer coisa, vamos pedir ajuda a Deus.
Marta: Sim. «Senhor, salva-nos, que estamos a perecer».
Luis: E que Ele nos diga como levar os nossos filhos até Ele, sem que isso se transforme numa discussão entre famílias.
Marta: Está bem. Primeiro, rezamos nós os dois.
Luis: E depois conversamos com calma.
Marta: E o telemóvel longe.
Luis: Ámen. Por aí entram muitas ondas.
Mãe,
Ensina-nos a navegar com Jesus, a permanecer com Ele nas provações e a acreditar que nenhuma onda é mais forte do que a Sua presença. Louvado seja Deus!

E nós? Comentário para os esposos: Mateus 16,13-19

Leitura do Santo Evangelho segundo São Mateus 16,13-19

Ao chegar à região de Cesareia de Filipe, Jesus fez a seguinte pergunta aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?» 

Eles responderam: «Uns dizem que é João Batista; outros, que é Elias; e outros, que é Jeremias ou algum dos profetas.» 

Perguntou-lhes de novo: «E vós, quem dizeis que Eu sou?» Tomando a palavra, Simão Pedro respondeu: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo.»
Jesus disse-lhe em resposta: «És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que to revelou, mas o meu Pai que está no Céu. Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Abismo nada poderão contra ela. Dar-te-ei as chaves do Reino do Céu; tudo o que ligares na terra ficará ligado no Céu e tudo o que desligares na terra será desligado no Céu.»

E nós?  

No nosso casamento, vivemos muitas vezes deixando que a opinião, os critérios e os desejos dos outros, o “mundo”… sejam aqueles que governam a nossa vida. Mas Jesus olha-nos nos olhos e pergunta-nos: Quem sou Eu para o vosso casamento? Que experiência tendes de Mim na vossa vida familiar?

Ele deseja uma relação autêntica, que brote da verdade do nosso coração; quer que O acolhamos como o Messias, como o Filho de Deus que deu a Sua vida para nos salvar. Quer uma relação pessoal connosco e com a nossa família. Uma relação vivida na realidade concreta de cada dia – não numa teoria aprendida, mas numa proximidade verdadeira com um Deus que Se faz presente.

Quando acolhemos o Messias no nosso lar, estamos a colocar a pedra sobre a qual se apoiará a nossa Igreja doméstica, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Esta é a nossa esperança!

 

Transposição para a vida matrimonial

Pedro: Laura, trago no coração o desejo de entronizar o Sagrado Coração de Jesus na nossa casa antes do final do mês de junho, que é o Seu mês.

Laura: Mas Ele já está em nossa casa há tanto tempo… porque é que queres fazê-lo agora?

Pedro: No Evangelho de hoje interrogava-me: «Quem é Jesus para o nosso matrimónio? E para a nossa família?» E veio-me ao pensamento o Sagrado Coração que está no centro da nossa casa. É a Ele que, na oração, levamos as nossas inquietações; é a Ele que confiamos as nossas preocupações; é Ele quem nos acompanha nas nossas fraquezas.

Laura: É verdade. Habituámo-nos a olhar para Ele, a ver para além da imagem, a falar-Lhe com o coração, tanto nas coisas do dia-a-dia como nos momentos extraordinários…

Pedro: Será uma celebração: é Jesus vivo Aquele que colocámos no centro da nossa família. E quanto mudou a nossa vida!

 

Mãe,

Que o nosso coração permaneça unido ao Coração de Jesus.

Louvado seja Deus!

Perder a vida. Comentário para os esposos: Mateus 10, 37-42

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 10, 37-42

Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: «Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim, não é digno de Mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a Mim, não é digno de Mim. Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não é digno de Mim.

Quem encontrar a sua vida há de perdê-la; e quem perder a sua vida por minha causa, há de encontrá-la. Quem vos recebe, a Mim recebe; e quem Me recebe, recebe Aquele que Me enviou. Quem recebe um profeta por ele ser profeta, receberá a recompensa de profeta; e quem recebe um justo por ele ser justo, receberá a recompensa de justo.

E se alguém der de beber, nem que seja um copo de água fresca, a um destes pequeninos, por ele ser meu discípulo, em verdade vos digo: Não perderá a sua recompensa».

Perder a vida.

Hoje o Senhor diz-nos: «Quem perder a sua vida por Minha causa, há de encontrá-la.»

Nós, como esposos, somos chamados a perder a vida por Cristo de um modo muito concreto. Como? Perdendo-a pelo nosso esposo, pela nossa esposa, como Cristo entregou a Sua vida por nós, para a nossa salvação. Assim devemos viver os esposos, unidos pelo sacramento do matrimónio: entregando a vida, perdendo-a pela salvação do nosso esposo. Até ao extremo.

Alguém poderá dizer: «Que difícil! Isso é impossível.»

E é verdade; sozinhos nada podemos fazer. Primeiro temos de O amar a Ele e, depois, pedir ao Senhor a graça de viver por Ele e n’Ele, para que, através do nosso sacramento, torne real essa entrega.

Viver da Eucaristia, viver do sacramento da Reconciliação. Viver perdendo a vida por Ele, e então Ele nos dará a verdadeira Vida.

Transposição para a vida matrimonial:

(O André e a Cati estão no seu momento de oração conjugal, depois de lerem este Evangelho.)

Cati: André, este Evangelho colocou uma pergunta no meu coração.

André: Sim? Qual?

Cati: Pergunto-me se estaria disposta a dar a vida pela fé, por amor a Cristo.

André: Essa é uma pergunta à qual não se pode responder de ânimo leve. Foi o Senhor quem a colocou no teu coração.

Cati: Pois é. Como dizes, não se pode responder de qualquer maneira. Mas penso que, quando o Senhor fala em dar a vida, não Se refere apenas à morte deste corpo, mas sobretudo à morte do meu amor-próprio, das minhas manias, dos meus critérios, e a gastar-me plenamente na vocação para a qual Ele me chamou.

André: Também penso que é assim. É gastando a vida por ti, pela tua salvação, que o Senhor nos recompensa todos os dias com essa Vida que nos promete.

Cati: Sim. Este momento de oração a dois é precisamente um momento de vida, em que entregamos os nossos corações e a nossa vida. E, ao entregar-me a ti, entrego-me a Ele.

André: Creio que é assim que Ele nos pede para dar a vida: por ti, pela salvação das almas dos nossos filhos, da nossa família, daqueles que nos rodeiam no dia a dia e até por aqueles que nem sequer conhecemos.

Cati: Assim seja! Vamos agora pedir ao Senhor que a nossa oração Lhe seja agradável e agradecer-Lhe todo o bem que realiza em nós.

André: Que o pouco que conseguimos oferecer, Ele o faça crescer. Louvado seja o Senhor!

Cati: Seja para sempre bendito e louvado!

Mãe,

Ajuda-nos a entregar a nossa vida ao Senhor através daqueles que nos rodeiam, especialmente do nosso esposo, por meio dos pequenos gestos de cada dia. Louvado seja para sempre o Senhor!