Arquivo mensal: Outubro 2026

Negá-Lo ou testemunhá-Lo. Comentario para os esposos: Lucas 12,8-12

Evangelho Diário

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas 12,8-12

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «A todo aquele que Me tiver reconhecido diante dos homens também o Filho do homem o reconhecerá diante dos Anjos de Deus. Mas quem Me tiver negado diante dos homens será negado diante dos Anjos de Deus. E todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do homem será perdoado; mas quem tiver blasfemado contra o Espírito Santo não será perdoado. Quando vos levarem às sinagogas, aos magistrados e às autoridades, não vos preocupeis com o que haveis de responder nem com o que haveis de dizer em vossa defesa. O Espírito Santo vos ensinará naquela hora o que haveis de dizer».

Negá-Lo ou testemunhá-Lo

Esposos, hoje Jesús nos convida a preguntar-nos se é certo que Ele ocupa o centro do nosso coração e da nossa vida. Estamos a viver a aliança que um dia Lhe prometemos ou estamos a negá-Lo com a nossa maneira de nos amarmos? Podemos dizer e afirmar que acreditamos nEle, mas é a forma como nos amamos a cada dia onde se prova se estamos ou não a cumprir a aliança que um dia Lhe prometemos. Quando me fecho ao meu esposo, quando me custa perdoar ou quando me deixo de entregar, a minha vida deixa de mostrar o Amor de Cristo. Por outro lado quando acolho o meu esposo, permaneço ao seu lado e procuro a comunhão, mesmo nos momentos mais difíceis, o nosso casamento converte-se num testemunho vivo de Jesus… E que maravilha porque Jesus hoje nos transmite que não o temos que fazer sozinhos nem apoiando-nos nas nossas forças. O Espírito Santo, que habita em nós  pela graça do sacramento, nos vai ensinando como olhar, como ouvir, o que dizer e como havemos de amar. Se nos deixarmos conduzir por Ele, até as dificuldades podem ajudar-nos a nos encontrarmos de novo com Cristo, a purificar o nosso amor e a renovar a nossa entrega.

Transposição para a vida matrimonial:

João: Querida, estou um bocado tenso com a catequese que nos calhou preparar neste mês. Sinto que depende muito de mim e não sei como a hei de transmitir. 
Diana: João, que te parece se deixarmos de pensar tanto no que temos que dizer e passamos a perguntar-nos o que Nosso Senhor quer fazer no nosso casamento e nos demais casamentos do nosso grupo? 
João: Certo, mas tenho medo de ter uma branca…  
Diana: Olha João, nós não vamos como entendidos da matéria. Vamos como um casal que está a tentar viver o que Nosso Senhor nos propõe nas catequeses de São João Paulo II.
João: sim, mas……. E se não encontramos as palavras certas? 
Diana: João, não te preocupes por como ou o que vais dizer. O Espírito Santo nos mostrará nesse momento o que devemos dizer em cada momento. Vamos preparar-nos, rezar e confiar nEle.
João: Então a ideia não é fazer a catequese perfeita?
Diana: Claro. Nós pomos o coração e o Senhor põe  a graça. 
João: Obrigado, Diana. Acalma-me ver que isto não depende só de nós, afinal.
Diana: Exato.. preparemo-nos, rezemos e confiemos nEle.
João: Então, menos preocupação e mais confiança! 
Diana: E mais oração, querido!

Mãe,

faz-nos dóceis ao Espírito Santo e fieis a Jesús e acompanha-nos para que o nosso casamento seja testemunho do Seu Amor. Bendito seja o Senhor Deus para sempre.


Sem máscara. Comentario para os esposos: Lucas 12,1-7

Evangelho segundo São Lucas 12,1–7.
Naquele tempo, a multidão afluía aos milhares, a ponto de se atropelarem uns aos outros. E Jesus começou a dizer, em primeiro lugar para os seus discípulos: «Acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia.
Não há nada encoberto que não venha a descobrir-se, nem há nada oculto que não venha a conhecer-se.
Por isso, tudo o que tiverdes dito às escuras será ouvido à luz do dia e o que tiverdes dito aos ouvidos, nos aposentos interiores, será proclamado sobre os telhados.
Digo-vos a vós, meus amigos: não temais os que matam o corpo e depois nada mais podem fazer.
Vou mostrar-vos a quem deveis temer: temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar na Geena. Sim, Eu vos digo, a esse é que deveis temer.
Não se vendem cinco passarinhos por duas moedas? Contudo, nenhum deles é esquecido diante de Deus.
Mais ainda, até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais. Valeis mais do que todos os passarinhos».
Sem máscara

Hoje, Jesus alerta-nos contra a hipocrisia, o fermento que vai fermentando o coração e nos leva a fingir ser o que não somos, mostrando uma faceta de nós próprios que não corresponde à nossa verdadeira essência. Mas perante Deus não existem máscaras que sirvam: Ele conhece o nosso coração, as nossas intenções e também as nossas fraquezas.
E no casamento acontece o mesmo: muitas vezes queremos que o nosso cônjuge veja a nossa melhor versão e escondemos aquilo que nos custa reconhecer: o nosso egoísmo, o nosso orgulho, as nossas raivas, as nossas inseguranças… Podemos fingir que não se passa nada enquanto acumulamos reprovações por dentro e, muitas vezes, temos dificuldade em dizer: «Errei», «Perdoa-me», «Estou a sofrer» ou «Preciso que me ajudes». Temos medo de nos mostrarmos fracos e de que o outro nos julgue, ou de que as nossas feridas sejam usadas contra nós.
No entanto, somos chamados a muito mais. Somos chamados a uma intimidade partilhada, a viver uma comunhão (união partilhada) entre nós e com Cristo. E esta intimidade começa a crescer quando deixamos de defender a nossa imagem e começamos a abrir o coração. Não se trata de nos dizermos tudo sem caridade, mas de aprender a dizê-lo com humildade e amor.

Jesus convida-nos a não ter medo; por vezes, custa-nos dar o primeiro passo para pedir perdão, reconhecer um erro ou aproximar-nos do outro após uma discussão, mas podemos dar esse passo confiando, que Deus nos sustenta. Não podemos controlar a reação do nosso cônjuge, mas podemos escolher amar e agir com base na verdade.
Estarei a viver o meu casamento com confiança ou com medo? Procuro ter razão ou construir a unidade? Escondo a minha fraqueza ou permito que Deus a transforme?
Transposição para a vida matrimonial:
Francisca: Olá, querido, já cheguei a casa! Que dia complicado tive! Não preparaste nada para o jantar? Pois, estou exausta! Parece que tenho de estar atenta a tudo!
José Maria: Pois é, eu também cheguei cansado! Parece que o que me acontece nunca conta.
Francisca: Pois claro, vou tratar disso outra vez, tu fica no sofá como sempre!
José Maria (pensa): Acho que vou rezar um Pai-Nosso para pedir ajuda ao Senhor e para que não continuemos a discutir… Pai nosso que estás no céu…
José Maria: Desculpa, querida. Fiquei na defensiva. A verdade é que estou exausto e sentei-me um momento sem pensar que tu também precisavas de descansar.
Francisca: E eu peço-te desculpa por te ter falado assim. Estou sobrecarregada e, em vez de te dizer que preciso de ajuda, acabo por te culpar.
José Maria: Temos de aprender a partilhar a luz que o Senhor nos dá, a partilhar o que temos no nosso coração, sem nos escondermos atrás da raiva nem querermos ter sempre razão.
Francisca: Sim. Hoje, Jesus diz-nos para não termos medo. Quero apoiar-me mais em ti e não dar por certo que tenho de dar conta de tudo sozinha.
José Maria: E eu quero deixar de me justificar e aprender a ouvir-te. Vamos preparar o jantar juntos.
Mãe,
Ajuda-nos a construir essa intimidade comum à qual nós, cônjuges, somos chamados. Louvado seja o Senhor!


Juntos caminhemos, Senhor. Comentario para os esposos: Mateus 11, 25-30

Leitura do Santo Evangelho segundo S. Mateus 11, 25-30

Naquele tempo, Jesus tomou a palavra e disse: «Bendigo-te, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos entendidos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque isso foi do teu agrado.Tudo me foi entregue por meu Pai; e ninguém conhece o Filho senão o Pai, como ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei de aliviar-vos. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.»

Juntos caminhemos, Senhor.
Encanta‑me ouvir‑Te, Senhor, quando nos dizes aos casais: «os que estais cansados e oprimidos, vinde a Mim e Eu vos aliviarei». Hoje reparei que depois acrescentas: «tomai o Meu jugo». Mas, Senhor… não nos dizias que nos ias aliviar? E agora dás‑nos um jugo?
Estamos cansados e oprimidos pelas vezes em que caímos na mesma falta, por quando falamos e não nos entendemos e acabamos tristes, pelas nossas impaciências, por aguentar os filhos, pela exigência no trabalho, por chegar ao fim do mês tão apertados…
E Tu, que sabes tudo isso, dizes‑nos que vamos a Ti; e ao escutarmos o bater do Teu Coração, tudo se ilumina.
Queres que entremos no Teu Coração, que descansemos nele, manso e humilde; e lembramos a promessa que nos chegou pelo profeta Ezequiel: «dar‑vos‑ei um coração de carne».
E percebemos que não se trata de fazer desaparecer tudo o que nos cansa e oprime, mas de o acolhermos juntos e contigo, com um coração novo.

Transposição para a vida Matrimonial

Marta: Estou exausta. Chego a casa e parece que tudo continua a depender de mim: os miúdos, o jantar, arrumar… E tu como se nada fosse.

João: Outra vez? Eu também chego cansado do trabalho. Parece que nunca é suficiente aquilo que faço.

Marta: Estás a ver? Tento dizer‑te como me sinto e acabamos a discutir.

João: Tens razão… Acontece‑nos tantas vezes. Os dois estamos cansados e acabamos por atirar o cansaço um para cima do outro.

Marta: Hoje, ao ouvir o Evangelho, impressionou‑me que Jesus não diz: “Vinde a Mim e Eu tirarei todos os vossos problemas”. Ele diz: “Tomai o Meu jugo”.

João: Talvez o jugo seja precisamente aprender a levar isto juntos… Tu, eu e Ele. Não preciso que deixes de estar cansada; preciso de entrar contigo nesse cansaço.

Marta: E eu no teu. Em vez de te exigir que me resolvas a vida, acolher‑te como chegas.

João: Senhor, dá‑nos um coração novo para levarmos juntos aquilo que hoje nos pesa.

Marta: Porque contigo, o mesmo peso… pesa de outra maneira.

Mãe,

Leva‑nos ao Coração de Jesus, é lá que queremos estar contigo. Bendita sejas, Mãe.


Ensina-me a Amar. Comentario para os esposos. Lucas 11, 42-46

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas 11. 42 – 46

Naquele tempo, disse o Senhor: «Ai de vós, fariseus, porque pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as hortaliças, mas desprezais a justiça e o amor de Deus! Devíeis praticar estas coisas, sem omitir aquelas. Ai de vós, fariseus, porque gostais do primeiro lugar nas sinagogas e das saudações na praça pública! Ai de vós, porque sois como sepulcros disfarçados, sobre os quais passamos sem o saber!». Então um dos doutores da lei tomou a palavra e disse a Jesus: «Mestre, ao dizeres essas palavras também nos insultas a nós». Jesus respondeu: «Ai de vós também, doutores da lei, porque impondes aos homens fardos insuportáveis e vós próprios nem com um só dedo tocais nesses fardos!».

Palavra da salvação

 

Ensina-me a amar.

Meu bom Jesus, quando ouço estas Tuas palavras, tão duras, num primeiro momento não me sinto identificado. «Eu não sou assim», digo a mim mesmo. Mas se aprofundar, se ouvir de verdade, surge-me no coração: «O que me queres dizer aqui, Jesus?»

E, de repente, vejo essa parte de mim que cumpre, que aparentemente faz o que está certo. Mas que, no fundo, «ignora o amor de Deus». Que não é capaz de amar verdadeiramente, de amar na fraqueza, de amar quando não gosto do que me fazem…

E vejo também essa parte de mim que continua a gostar dos primeiros lugares: que elogiem o que faço bem. Esquecendo-me de que o que faço bem é graças a Ti. Só a Ti é que devia dar graças por isso. Não me apropriar do sucesso. Porque sem Ti, Senhor, não consigo nada. Sem Ti, estrago tudo.

E vejo essa parte de mim que impõe aos outros fardos insuportáveis. Que exijo da minha esposa, dos meus filhos… dando por certo que eles têm de ter dons que talvez Tu não lhes tenhas dado. Esquecendo todas as minhas fraquezas e carências. Dando por certo e sem Te agradecer pelos dons que me deste.

Senhor, ajuda-me a dar de mim sem pedir nada em troca e sem julgar. A amar como Tu.

Transposição para a vida matrimonial

Marta: João, isto não tem sentido! Mais uma vez a chegar atrasada por tua culpa! Eu a esforçar-me ao máximo e tu, o que é que fizeste!

João: Mas se eu nem parei um segundo! Além disso, não me fales assim à frente dos miúdos!

Marta: Não me ajudas nada!

(Naquela noite, após a oração conjugal)

Marta: João, perdoa-me. Esta manhã fui muito injusta contigo. Cedi à tentação. Falei-te muito mal, não me coloquei no teu lugar…

João: Obrigado, Marta. A sério que tento ser muito eficiente nesses momentos. Mas nem de longe consigo fazer tudo o que tu fazes. Perdoa-me, sou muito desajeitado.

Marta: Que querido que és! Tens um coração enorme. Exijo de ti o que para mim é fácil de fazer e esqueço-me de que o que tenho de fazer é aprender a ter a tua paciência e o teu carinho. O Senhor mostrou-me que, nesses momentos, o mais importante é procurar-te como ajuda, como exemplo de como fazer as coisas com paciência e delicadeza. E se chegarmos um pouco mais tarde, terá sido por amor. Mil vezes melhor!

João: Marta, muito obrigado por tudo. Amo-te imenso.

Marta: Igualmente! Ainda bem que perseveramos na oração. Se não, não veríamos nada.

Mãe,

Ajuda-me a entregar-me. A dar a vida sem pedir nada em troca. Como tu, como o teu Filho. Bendito e louvado seja Deus, com o seu amor infinito por nós!


Um olhar puro: Comentário para os Esposos: São Lucas11, 37-41

Evangelho do dia
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, depois de Jesus ter falado, um fariseu convidou-O para comer em sua casa. Jesus entrou e tomou lugar à mesa. O fariseu admirou-se, ao ver que Ele não tinha feito as abluções antes de comer. Disse-lhe o Senhor: «Vós, os fariseus, limpais o exterior do copo e do prato, mas o vosso interior está cheio de rapina e perversidade. Insensatos! Quem fez o interior não fez também o exterior? Dai antes de esmola o que está dentro e tudo para vós ficará limpo».
 

Um olhar puro.

Durante o namoro, olhávamos para o nosso futuro cônjuge com admiração. Descobríamos as suas virtudes, maravilhávamo-nos com os seus dons e quase tudo nele nos parecia belo. Mas, com o passar do tempo, o nosso pecado pode ir turvando esse olhar. Deixamos de admirar para julgar, de agradecer para exigir, e acabamos por ver primeiro os seus defeitos do que o dom que Deus nos concedeu.
Hoje, o Senhor convida-nos a não nos limitarmos a limpar «o exterior», pretendendo mudar o outro para que se ajuste ao que esperamos. Convida-nos a olhar para dentro, a purificar o nosso próprio coração e, a partir daí, a recuperar um olhar puro.
«Dai esmola do que há dentro de vós», diz-nos Jesus. Entreguemos, então, os dons que guardamos dentro de nós, que o Senhor nos concedeu: a nossa compreensão, a nossa ternura, o nosso perdão… e deixemos de exigir para começarmos a entregar-nos.

Transposição para a Vida Matrimonial


Alberto: Querida, lembra-te que daqui a 5 minutos saímos para jantar!

Beatriz: Alberto, já sabes que gosto estar bem arranjada para onde quer que vamos, não sei se em 5 minutos tenho tempo para me maquilhar.
Alberto: Não sei para que te maquilhas, com a beleza que tens. Não precisas de te encher de maquilhagem!
Beatriz: Amo-te, meu amor, mas as rugas têm de ser disfarçadas, em especial uma delas que já está aqui há anos…
Alberto: Bem, vou dizer-te uma coisa: a tua beleza interior é tão grande que se reflete no exterior. Sou eu, o teu marido, que te digo isso, mas as pessoas também notam — e não é um elogio!
Beatriz: Vá lá, Alberto, pára com isso, vou ficar vaidosa e isso não é bom.
Alberto: Desculpa se te incomodo, mas é que vejo como cuidas da tua vida interior, como tentas estar perto do Senhor, e isso acaba por se reflectir por fora.
Beatriz: Obrigada, querido… o mérito é de Deus. Quanto mais perto estamos d’Ele, mais podemos reflectir a Sua beleza. Tu também me ajudas muito a aproximar-me d’Ele.Mãe,
Ajuda-nos a viver com Ele, por Ele e n’Ele. Que Ele seja para sempre bendito e louvado!