Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João 4, 43-53
Naquele tempo, Jesus saiu da Samaria e foi para a Galileia. Ele próprio tinha declarado que um profeta nunca era apreciado na sua terra. Ao chegar à Galileia, foi recebido pelos galileus, porque tinham visto quanto Ele fizera em Jerusalém, por ocasião da festa, a que também eles tinham assistido. Jesus voltou novamente a Caná da Galileia, onde convertera a água em vinho. Havia em Cafarnaum um funcionário real cujo filho se encontrava doente. Quando ouviu dizer que Jesus viera da Judeia para a Galileia, foi ter com Ele e pediu-Lhe que descesse a curar o seu filho, que estava a morrer. Jesus disse-lhe: «Se não virdes sinais e prodígios, não acreditareis». O funcionário insistiu: «Senhor, desce, antes que meu filho morra». Jesus respondeu-lhe: «Vai, que o teu filho vive». O homem acreditou nas palavras que Jesus lhe tinha dito e pôs-se a caminho. Já ele descia, quando os servos vieram ao seu encontro e lhe disseram que o filho vivia. Perguntou-lhes então a que horas tinha melhorado. Eles responderam-lhe: «Foi ontem à uma da tarde que a febre o deixou». Então o pai verificou que àquela hora Jesus lhe tinha dito: «O teu filho vive». E acreditou, ele e todos os de sua casa. Foi este o segundo milagre que Jesus realizou, ao voltar da Judeia para a Galileia.
Cristo pode tudo
Que exemplo de fé nos dá o funcionário real: apesar de não ter visto a cura, o Evangelho diz-nos que acreditou e pôs-se a caminho. Cristo nunca nos abandona e devemos acreditar que o Senhor tudo pode: uma crise; uma preocupação com os filhos; um pecado do outro que parece que nunca se vai resolver. A chave está em agarrar-se bem forte ao Senhor (aproximar-se da graça, não deixar de rezar, em apoiarem-se mutuamente os esposos), porque Ele nunca dececiona.
E quando o cônjuge parece não estar nessa sintonia nem nessa graça, novamente, não desconfiar. Hoje o Evangelho anuncia que, pela fé de um, acabou por acreditar toda a família. Na vida conjugal acontece algo parecido: quando um dos esposos mantém a fé, a esperança e a confiança, essa fé acaba por fortalecer todo o lar. O casamento é de três: os esposos e o próprio Cristo, que está no meio pelo Sacramento; e, se um dos dois se segura a Cristo, já são maioria.
Recordemos, portanto, que muitas vezes o milagre na família começa com a confiança de um que decide continuar a acreditar e a caminhar.
Transposição para a vida matrimonial:
Paulo: O Evangelho de hoje fez-me pensar… aquele pai acreditou primeiro na palavra de Jesus e depois acabou por acreditar toda a sua família.
Teresa: Sim, como se a fé de um puxasse pelos outros.
Paulo: Lá em casa isso acontece muitas vezes… quando eu ando mais fraco, és tu que puxas.
Teresa: Bem… e quando eu desanimo, também és tu que me recordas que devemos confiar um pouco mais.
Paulo: É verdade. No fim de contas, no casamento parece que Deus faz equipa connosco: quando um baixa, o outro empurra.
Teresa: Como numa bicicleta tandem.
Paulo: Exatamente… embora às vezes sinta que pedalas mais do que eu.
Teresa: Não te preocupes, enquanto não fores daqueles que se desmontam nas subidas… está tudo bem.
Paulo: Descansa, eu não me desmonto… no máximo respiro fundo e digo: “Senhor, hoje pedala Tu um bocadinho”.
Teresa: Pois olha, talvez esse seja o segredo da família: que alguém continue a pedalar… e que Deus vá no meio do tandem.
Mãe
Tu que és Mãe do Amor Conjugal, ajuda-nos a sustentar-nos mutuamente e a confiar em Deus também nos momentos difíceis.
Bendita e louvada sejas para sempre, Mãe.

