Arquivo mensal: Fevereiro 2026

Vejo Jesus em ti. Comentário para os esposo: Mateus 25, 31-46

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 25, 31-46

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quando o Filho do homem vier na sua glória com todos os seus Anjos, sentar-Se-á no seu trono glorioso. Todas as nações se reunirão na sua presença e Ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos; e colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, benditos de meu Pai; recebei como herança o reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Porque tive fome e destes-Me de comer; tive sede e destes-Me de beber; era peregrino e Me recolhestes; não tinha roupa e Me vestistes; estive doente e viestes visitar-Me; estava na prisão e fostes ver-Me’. Então os justos Lhe dirão: ‘Senhor, quando é que Te vimos com fome e Te demos de comer, ou com sede e Te demos de beber? Quando é que Te vimos peregrino e Te recolhemos, ou sem roupa e Te vestimos? Quando é que Te vimos doente ou na prisão e Te fomos ver?’. E o Rei lhes responderá: ‘Em verdade vos digo: Quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes’. Dirá então aos que estiverem à sua esquerda: ‘Afastai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e os seus anjos. Porque tive fome e não Me destes de comer; tive sede e não Me destes de beber; era peregrino e não Me recolhestes; estava sem roupa e não Me vestistes; estive doente e na prisão e não Me fostes visitar’. Então também eles Lhe hão de perguntar: ‘Senhor, quando é que Te vimos com fome ou com sede, peregrino ou sem roupa, doente ou na prisão, e não Te prestámos assistência?’ E Ele lhes responderá: ‘Em verdade vos digo: Quantas vezes o deixastes de fazer a um dos meus irmãos mais pequeninos, também a
Mim o deixastes de fazer’. Estes irão para o suplício eterno e os justos para a vida eterna».

Vejo Jesus em ti

Jesus ensina-nos a chave para herdar um Reino preparado para nós desde a criação do mundo: ver Jesus nos outros. A alternativa é o castigo eterno. A questão é séria e leva-nos a questionar a nossa atitude perante os necessitados, perante os mais pequenos: Que faço eu? Vejo Jesus neles?
No contexto conjugal, este Evangelho leva-nos a perguntar: que faço eu perante a necessidade do meu marido? Quando está cansado, desanimado, quando se sente só, quando precisa do meu apoio, é a Jesus que estou a abandonar, se não cuido dele.
Se, em vez de atender com paciência à minha mulher, penso que ela é uma maçadora e que “lá está outra vez com as suas coisas”, estou a abandonar Jesus. É Jesus, uma e outra vez, à espera de ser amado.
Que vocação tão bela é a do casamento! Graças ao nosso Sacramento, podemos servir Jesus, através das necessidades do nosso cônjuge, todos os dias da nossa vida.

Transposição para a vida matrimonial:

Carmo:  Victor, tenho de te dizer que ultimamente te vejo muito diferente.
Victor: Espero que para melhor!
Carmo: Claro que para melhor! Vejo-te mais disponível quando chegas a casa e já não chegas tão tarde do escritório.
Victor: Tenho ajuda. Lembras-te do pequeno oratório que fiz à entrada, vindo da garagem? Cada vez que chego a casa, mesmo cansado, paro um momento para rezar e tomo consciência de que é Jesus que vou encontrar, cansado de estar toda a tarde com as miúdas. Não hei de cuidar d’Ele?
Carmo: As miúdas também já notaram… e eu acho que também vou começar a parar no oratório.
Victor: Tenho de admitir que, muitas vezes, não era assim tão importante o que me retinha no escritório. Evitava chegar a casa porque sentia que não merecia mais trabalho depois do trabalho, e isso deixava-me irritado… já sabemos como acabava o dia. Agora é diferente: já não é mais trabalho, é uma oportunidade de servir, de servir Jesus. e isso mudou tudo.
Carmo: Eu também quero essa forma de te ver!

Mãe,

faz-me ver Jesus no meu cônjuge, necessitado da minha ternura, carinho e apoio… Louvado seja o Senhor!


Afasta a tentação. Comentário para os esposo: Mateus 4, 1-11

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 4, 1-11

Naquele tempo, Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto, a fim de ser tentado pelo Diabo. Jejuou quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome.

O tentador aproximou-se e disse-lhe: «Se és Filho de Deus, diz a estas pedras que se transformem em pães».

Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: ‘Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus’».

Então o Diabo conduziu-O à cidade santa, levou-O ao pináculo do templo e disse-Lhe: «Se És Filho de Deus, lança-Te daqui abaixo, pois está escrito: ‘Deus mandará aos seus Anjos que te recebam nas suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra’».

Respondeu-lhe Jesus: «Também está escrito: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus’».

De novo o Diabo O levou consigo a um monte muito alto, mostrou-Lhe todos os reinos do mundo e a sua glória, e disse-Lhe: «Tudo isto Te darei, se, prostrado, me adorares».

Respondeu-lhe Jesus: «Vai-te, Satanás, porque está escrito: ‘Adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele prestarás culto’».

Então o Diabo deixou-O e aproximaram-se os Anjos e serviram-n’O.
Palavra da salvação.

Afasta a tentação

Acabámos de começar a Quaresma e o Evangelho apresenta-nos como Jesus é tentado pelo demónio.

Cristo claramente não cai nessas tentações. E nós? Continuamente caímos no jogo do demónio: rapidamente pedimos a Deus que faça milagres, que transforme as pedras em pão, ou que mude o meu esposo, que não é aquele que eu merecia. Mas Ele diz-nos que vivamos da Sua Palavra, que está viva e que todos os dias nos fala e nos ensina a amar o nosso esposo quando menos o merece.

Quantas vezes, diante do sofrimento ou das provações, pedimos que as retire — e Ele pode fazê-lo — mas diz-nos que conhece melhor do que nós aquilo de que precisamos, que não devemos tentar a Deus.

Pedimos a Deus que satisfaça os nossos desejos e paixões, que temos direito a ser felizes, ainda que à custa da felicidade do meu esposo, dos nossos filhos ou daqueles que nos rodeiam. E Ele diz-nos que não fixemos o olhar no mundo e nos seus tesouros finitos, que estamos chamados à Santidade na vocação em que nos colocou — e isso é infinito.

Vivamos esta Quaresma entregando-nos a Deus através do meu esposo, acompanhando Cristo no deserto e preparando os nossos corações para O acompanhar na Sua Paixão.

Transposição para a vida matrimonial

Santiago: Olá, Constança! Olha! No trabalho ofereceram-me uma estadia na Pousada dos Pirenéus durante toda a Pascoa! É a melhor Pousada de Espanha! E sabes o que o chefe me disse? Que me oferecem porque sou o melhor do escritório.

Constança: Mas… tínhamos planeado passar a Pascoa juntos com os miúdos, vivê-la acompanhando o Senhor…

Santiago: Sim, mas é a melhor Pousada de Espanha. É uma oportunidade única para passarmos uns dias fantásticos na montanha.

Constança: Mas ali não há vilas próximas, fica no meio da natureza… sim, mas é Pascoa…

Santiago: Enfim, vejo que não estás entusiasmada. Que tristeza.

(Após a oração conjugal, onde colocaram tudo na presença do Senhor)

Santiago: Tens razão. Estava a deixar-me cegar pelo luxo, por me sentir importante, e não via que era uma armadilha do demónio para nos afastar do Senhor.

Constança: Obrigada, Senhor, por este esposo que está sempre atento a seguir-Te e que se deixa iluminar pelo Espírito Santo.

Oração final

Mãe,

Fica sempre ao nosso lado para que não caiamos na tentação. Louvado seja o Senhor.


Vem e Segue‑Me. Comentário para os esposo – Lc 5, 27-32

vangelho do dia

Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 5, 27-32

Naquele tempo, Jesus viu um publicano chamado Levi, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: «Segue-Me». Ele, deixando tudo, levantou-se e seguiu Jesus. Levi ofereceu-lhe um grande banquete em sua casa. Havia grande número de publicanos e de outras pessoas com eles à mesa. Os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo aos discípulos: «Porque comeis e bebeis com os publicanos e os pecadores?» Então Jesus, tomando a palavra, disse-lhes: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim chamar os justos, vim chamar os pecadores, para que se arrependam».

Vem e Segue‑Me.

Senhor, como é o Teu olhar! Um olhar que atravessa o pecado e alcança o coração de Mateus. Que bonito contemplar como nos revelas o rosto misericordioso do Pai: não vieste pelos sãos, mas pelos doentes; não pelos justos, mas pelos pecadores. Obrigado, Senhor, porque hoje me fazes ver como tantas vezes o meu coração não se parece com o Teu.
Quando o meu cônjuge falha, quando me magoa, quando cai no pecado… pareço‑me mais com aqueles que apontam e condenam, ou Contigo, que Te aproximas e levantas? Sou refúgio para o meu cônjuge ou sou juízo? O meu olhar afunda‑o ainda mais na culpa ou transmite‑lhe a esperança de que juntos podemos levantar‑nos?
Tu, pelo contrário, Senhor, aproximas‑Te, olhas com ternura e dizes incondicionalmente: “Segue‑Me”, chamando a uma vida nova. Senhor, ensina‑me a amar com esse mesmo coração. Grava no mais profundo da minha alma esta verdade: “Quando menos o merece, mais precisa de mim”. Que, em vez de fechar o meu coração, ele se dilate; que, em vez de me afastar do meu cônjuge, vá ao seu encontro com misericórdia e um olhar que levanta e devolve a esperança, como aquele que Mateus encontrou quando o chamaste.

Transposição para a vida matrimonial

Helena: Heitor, o dia hoje foi maravilhoso. Ver tantos casais a acolher o anúncio com o coração aberto… alguns até com lágrimas nos olhos… como o Senhor estava a agir nos seus corações! E depois, que graça tão grande recebê‑Lo na Eucaristia e sentir como confirmava em nós a obra que Ele próprio tinha iniciado.
Heitor: Querida, eu também o vivi assim. Quando o Sacerdote disse que tínhamos sido instrumentos, senti uma alegria profunda… e também temor. Pensar que algo tão frágil como nós pode tornar‑se canal da Sua graça. E… no entanto, pouco depois deixei ver o barro de que sou feito com a minha reação de ira perante a dona do cão.
Helena: Heitor, foi só um momento… mas sim… doeu. Por isso aproximei‑me e peguei‑te na mão. Quando te disse: “Continuamos a ser Eucaristia na rua”, foi o Senhor a corrigir‑nos com ternura.
Heitor: Helena, ouvir‑te acalmou‑me e pude compreender que a Eucaristia não termina ao sair da Igreja; somos chamados a permanecer na Sua presença em cada momento, atentos às pequenas provas.
Helena: Heitor! Hoje o Senhor deu‑nos duas graças: permitir‑nos experimentar como Se pode servir da nossa pobreza e, ao mesmo tempo, mostrar‑nos com delicadeza os cantos onde ainda precisa de nos purificar.
Heitor: Bem… Helena… sou de facto tão frágil… e tão infinita é a paciência do Senhor, que veio ao meu encontro através de ti.

Mãe,

Ensina‑nos a olharmo‑nos com os teus olhos e a amarmo‑nos com o teu coração, para que em cada prova saibamos responder com ternura e esperança. Bendito e louvado sejas para sempre, Senhor.

Entregar-nos a Ele. Comentario para os esposos: Mateus 9, 14-15

Evangelho do Dia

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 9, 14-15

Naquele tempo, os discípulos de João Batista foram ter com Jesus e perguntaram-Lhe: «Por que motivo nós e os fariseus jejuamos e os teus discípulos não jejuam?» Jesus respondeu-lhes: «Podem os companheiros do esposo ficar de luto, enquanto o esposo estiver com eles? Dias virão em que o esposo lhes será tirado e nessa altura hão de jejuar».

Entregar-nos a Ele

Que alegria é esta palavra do Senhor, na qual Ele se revela como esposo!

Ele é o Esposo, Esposo da Igreja. Ele alimenta-nos na Eucaristia, entrega-nos o seu corpo e diz-nos: fazei isto em memória de mim.

Que alegria e que boa notícia que nós, esposos, possamos ir com Ele, para nos entregarmos ao nosso esposo.

Com Ele, com o seu amor, com o seu olhar, com a sua caridade, com o seu corpo… tudo é possível! E a entrega torna-se mais fácil, simples e muito suportável. Porque, como Ele mesmo nos diz, «o meu jugo é suave e o meu fardo é leve».

Assim, esposos, recorramos a Ele, à sua palavra, à sua presença na confissão, à sua presença real na Eucaristia e, dessa forma, tornemo-Lo presente entre nós.

Assim, poderemos amar-nos como Ele ama, entregar-nos como Ele se entrega, e acolher-nos como Ele sempre faz com a sua esposa, a Igreja.

Transposição para a vida matrimonial

Clara: Olá, Bernardo, vou à missa, queres vir?

Bernardo: Não, Clara, vai tu, porque eu realmente não consigo ir todos os dias…

Clara: Já saí, vou para casa.

Bernardo: Já estava na hora, porque estou cansado e ainda tenho que fazer o jantar…

Clara: Não te preocupes, querido, eu faço, e preparo um aperitivo delicioso, uma bebida com limão e as batatas bravas que tu adoras.

Bernardo: Ok, vem logo, porque estou com fome.

Clara: Sim, claro, já estou a caminho.

Ao chegar a casa.

Clara: Crianças, venham jantar, o pai está com fome. Ana, põe a mesa, Carlos, corta o pão e põe a água.

Bernardo: Querida, que aperitivo tão bom, e que jantar tão delicioso! De lamber os dedos… Como sabes do que eu gosto! Que maravilha ver a tua alegria e dedicação, apesar do dia que tiveste.

Clara: Pois, é a alegria e a dedicação do Senhor, Bernardo.

Bernardo: Clara, eu também quero ter o Senhor comigo, ter a Sua alegria e dedicação. Amanhã vou contigo à Missa.

Clara: Querido! O Senhor só precisa do nosso pequeno sim.

Bernardo: É incrível pensar na maravilha que o Senhor tem preparada para nós! Obrigado por me aproximares mais Dele, da felicidade entre nós.

Mãe,

Mãe do Amor Conjugal, leva-nos até ao teu Filho, para que, junto com Ele, alcancemos a comunhão entre nós. Bendito seja o Senhor.


Ele é o verdadeiro ganho. Comentário para os esposos: Lucas 9, 22-25

Leitura do Santo Evangelho segundo S. Lucas 9, 22-25
«O Filho do Homem tem de sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e pelos doutores da Lei, tem de ser morto e, ao terceiro dia, ressuscitar.»
Depois, dirigindo-se a todos, disse: «Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, dia após dia, e siga-me. Pois, quem quiser salvar a sua vida há de perdê-la; mas, quem perder a sua vida por minha causa há de salvá-la. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, perdendo-se ou condenando-se a si mesmo? 

Ele é o verdadeiro ganho
Quantas vezes queremos “salvar” a nossa vida impondo a nossa vontade e os nossos critérios, lutando contra o nosso marido/a nossa mulher ! E o que conseguimos é perder a vida, a alegria e a felicidade, porque aumentamos a distância em relação ao nosso marido/a nossa mulher e afastamo-nos de Deus.
Deus ama-nos infinitamente e quer dar-nos a verdadeira felicidade, a plenitude; e nós, em vez de acolhermos esse dom de Deus, lutamos inutilmente para alcançar essa felicidade tão desejada e acabamos exaustos e insatisfeitos. Só em Deus podemos ser plenamente saciados, mas o amor-próprio e a soberba impedem-nos de confiar n’Ele. Impedem-nos de reconhecer que Ele é o verdadeiro ganho, e que só lutando — com a sua graça — para purificar o nosso coração, alcançaremos essa felicidade tão desejada, que é viver n’Ele.
Jesus veio salvar-nos do pecado, morrendo na cruz; também nós temos de tomar a nossa cruz de cada dia, mas Ele carrega-a connosco. Bendito sejas, Senhor! 


Transposição para a vida Matrimonial
Marta/Francisco (em oração):
Senhor, venho a Ti ferida/o; sinto-me cada vez mais sozinha/o e respondo ao meu marido/á minha mulher com orgulho, com exigências. Respondo-lhe “na mesma moeda”. Sei que não é isso que Tu queres, que o Francisco a Marta  é um dom para mim e que nele/nela Te posso amar a Ti. Mas revolto-me e procuro a minha vontade e não a Tua.
Quero, Senhor, caminhar Contigo e acolher as minhas pequenas cruzes de cada dia, porque Contigo tudo posso e sem Ti nada sou.
Sagrado Coração de Jesus, em Vós confio 

Mãe
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Tu, que permaneceste com Jesus na sua paixão e na cruz, ensina-me a permanecer junto d’Ele em todas as circunstâncias da minha vida.
Dá-me a tua humildade para acolher sempre a vontade do Pai, como Tu.
Obrigada, Mãe, pelo teu “sim”!