Arquivo mensal: Janeiro 2026

A barca do nosso coração. Comentário para os esposos: Mc 4, 35-41

Evangelho do dia
Leitura do santo Evangelho segundo São Marcos 4, 35-41

Naquele dia, ao cair da tarde, Jesus disse aos seus discípulos: «Passemos à outra margem do lago». Eles deixaram a multidão e levaram Jesus consigo na barca em que estava sentado. Iam com Ele outras embarcações. Levantou-se então uma grande tormenta e as ondas eram tão altas que enchiam a barca de água. Jesus, à popa, dormia com a cabeça numa almofada. Eles acordaram-n’O e disseram: «Mestre, não Te importas que pereçamos?». Jesus levantou-Se, falou ao vento imperiosamente e disse ao mar: «Cala-te e está quieto». O vento cessou e fez-se grande bonança. Depois disse aos discípulos: «Porque estais tão assustados? Ainda não tendes fé?». Eles ficaram cheios de temor e diziam uns para os outros: «Quem é este homem, que até o vento e o mar Lhe obedecem?».

 

A barca do nosso coração

O Senhor convida-nos hoje a confrontarmo-nos com a nossa realidade, a entrarmos no nosso coração para descobrir o que há dentro dele. No nosso coração habita o Espírito Santo desde o nosso Baptismo, e quando nos casámos embarcámos com Jesus no nosso sacramento: Ele subiu à barca do nosso Casamento e, desde então, acompanha-nos no dia a dia. Mas, por vezes, esquecemo-nos de que Jesus está ali, entre nós; deixamos de contar com Ele e, sem nos apercebermos, afastamo-Lo, deixamo-Lo na popa, e confiamos nas nossas forças, nas nossas capacidades, no nosso esforço. Vamos impondo os nossos critérios, os nossos desejos, afastando-nos da vontade de Deus.
Esquecemo-nos de que tudo — tudo o que há de bom em nós — recebemos d’Ele.
E claro, se não estamos muito unidos a Ele, o nosso coração vai-se enchendo de porcaria que nos esconde a Sua Luz e nos leva para a escuridão da noite. Quando chegam as dificuldades, as provações no nosso Casamento, são como uma tempestade que não sabemos como enfrentar; surgem as tentações do mundo, como ondas que crescem e ameaçam inundar e afundar a nossa barca. É então que nos entra o pânico e, com sorte, lembramo-nos de Jesus e gritamos: “Senhor, salva-nos, que perecemos!”

Onde tens colocado o teu coração? Tem de chegar uma grande tempestade para nos lembrarmos de que Jesus está connosco? Esposos, esforcemo-nos por ver Deus no nosso cônjuge, e entreguemo-nos inteiramente à nossa ajuda adequada, para que, ao amá-la, O amemos a Ele. Coloquemos a nossa confiança em Cristo, e essa fé protegerá o nosso Casamento.

 

Transposição para a vida matrimonial:

Maria da Soledade: Bom dia, e muitos parabéns pelo dia do teu santo, querido. Trouxe-te o pequeno-almoço.
João Bosco: Muito obrigado querida, por te lembrares e me mimares. És um sol. Por falar nisso, nestes últimos dias parecias um pouco estranha, e desde ontem vejo-te mais contente. Aconteceu alguma coisa que deva saber?
Maria da Soledade: Bem, a verdade é que já há algum tempo que não estava a ver as coisas com clareza, isso estava a deixar-me triste e começaram a aparecer pensamentos estranhos. Então, ontem confessei-me, e o Senhor devolveu-me a alegria. Agora vejo tudo de outra maneira.
João Bosco: Pois, a mim parece-me que também se me está a escurecer o olhar. Talvez seja porque já estou há mais de duas semanas sem ir ao confessionário. Acho que não me faria mal celebrar o dia do meu santo com o sacramento da penitência.
Maria da Soledade: De certeza absoluta que não, João Bosco — antes pelo contrário. Se quiseres, vamos juntos à Missa, aproveitas para te confessar, e depois vamos celebrar com uma cervejinha.

João Bosco: Que bom plano! Feito! Reserva-me esse bocadinho.

 

Mãe,

Ajuda-nos a pôr de lado os nossos gostos pessoais para estarmos sempre dispostos a cumprir a vontade de Deus e a manter-nos em Graça, como Tu nos ensinas com o Teu exemplo.
Bendita e gloriosa sejas, Mãe!

Louvado seja para sempre Nosso Senhor!

 

A nossa tarefa é semear. Comentário para os esposos: Marcos 4, 26-34

Evangelho do dia

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos 4, 26-34

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «O reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra. Dorme e levanta-se, noite e dia, enquanto a semente germina e cresce, sem ele saber como. A terra produz por si, primeiro a planta, depois a espiga, por fim o trigo maduro na espiga. E quando o trigo o permite, logo se mete a foice, porque já chegou o tempo da colheita». Jesus dizia ainda: «A que havemos de comparar o reino de Deus? Em que parábola o havemos de apresentar? É como um grão de mostarda, que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes que há sobre a terra; mas, depois de semeado, começa a crescer e torna-se a maior de todas as plantas da horta, estendendo de tal forma os seus ramos que as aves do céu podem abrigar-se à sua sombra». Jesus pregava-lhes a palavra de Deus com muitas parábolas como estas, conforme eram capazes de entender. E não lhes falava senão em parábolas; mas, em particular, tudo explicava aos seus discípulos.

A nossa tarefa é semear

O que Jesus nos pede é que espalhemos a semente, a Boa-Nova do Evangelho.  Não faremos com que ela germine, nem que as plantas cresçam, e em muitos casos não veremos os frutos.  Mas isso não deve nos deter. E embora a semente que plantamos nos pareça pequena, como o grão de mostarda, ela pode-se tornar uma grande planta que dá sombra e até abrigo às aves do céu. E quem semeou esta semente em nós? Talvez tenham sido os nossos avós, os nossos pais, um professor, um padre…

Agora Jesus pede-te a ti, pede-me a mim, que levemos a mensagem do «Casamento como Deus o concebeu» por todo o mundo, especialmente aos cantos mais remotos.

Esposos, que nada nos detenha! Ele confia em nós.

Transposição para a vida matrimonial

Miguel: Patrícia, às vezes fico desesperado, acho que nossos encontros com o casal que acompanhamos não servem para nada.

Patrícia: Claro, é o que eu também acho. Mas estou convencida de que não é assim, pois o fato de continuarmos as reuniões é um passo em direção à construção.

Miguel: Sim, mas é frustrante e desanimador não ver os frutos.

Patrícia: Miguel, a nossa função é semear, levar-lhes a Boa-Nova do Evangelho, dar-lhes esperança de que o seu casamento pode melhorar e tornar-se como Deus o pensou. Essa pequena semente que semeamos é o Senhor que a fará crescer.

Miguel: Tens toda a razão, desculpa por me deixar levar pelo desejo de ver resultados.  É claro que isto não é uma empresa onde podemos ver os lucros…

Patrícia: Tesouros no Céu. Mas aqui, o que temos é continuar a dar o nosso pequeno contributo e Ele fará o resto. 

Miguel: Muito obrigado por me ajudares a ver a parte sobrenatural. Vem cá, ajuda adequada, e dá-me um beijo!

Mãe,

Ajuda-nos a espalhar a semente do Evangelho a propósito e a despropósito.  Bendito e louvado seja o Senhor!


Escuta. Comentário para os Esposos: Marcos 4, 21-25

Leitura do Santo Evangelho segundo S. Marcos 4, 21-25

Disse-lhes ainda: «Põe-se, porventura, a candeia debaixo do alqueire ou debaixo da cama? Não é para ser colocada no candelabro? Porque não há nada escondido que não venha a descobrir-se, nem há nada oculto que não venha à luz.Se alguém tem ouvidos para ouvir, oiça.» E prosseguiu: «Tomai sentido no que ouvis. Com a medida que empregardes para medir é que sereis medidos, e ainda vos será acrescentado. Pois àquele que tem, será dado; e ao que não tem, mesmo aquilo que tem lhe será tirado.

 

Escuta.

O Senhor chama-nos; precisamos de estar atentos e escutar aquilo que Ele nos diz. Ele oferece-nos dons para os colocarmos ao Seu serviço — não para os guardarmos ou utilizarmos apenas conforme as nossas necessidades, mas para iluminarmos o mundo através do que recebemos, entregando-o aos outros.
O sacramento do matrimónio é um dom do Senhor para manifestarmos, através da nossa entrega, o amor de Deus. Nós, maridos e mulheres, temos a missão de mostrar ao mundo a grandeza deste dom e de ser lâmpada que ilumina através da nossa entrega.
Comecemos por escutar-nos mutuamente, para revelar a todos o amor de Deus e mostrar a beleza do nosso sacramento.


Transposição para a vida Matrimonial
Rita: Muitas felicidades, meu amor!
Francisco: Muito obrigado! Que gesto tão bonito… o dia mal começou, acabou de dar meia-noite.
Rita: Sei que adoras celebrar o teu aniversário, disseste‑mo tantas vezes, e não quis perder a oportunidade de ser a primeira.
Francisco: Para mim, tu és sempre a primeira em tudo. Pensei que, quando te falava de celebrar o meu aniversário, não me tinhas ouvido; aliás, fiquei até com a impressão de que não estavas a prestar atenção.
Rita: Claro que te ouvi. Tenho aprendido a estar mais atenta ao que me dizes, para poder estar mais perto de ti.
Francisco: Agradeço‑te de coração. Sabes o quanto me ajuda sentir que estás atenta ao que digo, apesar das muitas parvoíces que às vezes digo.
Rita: Nada de parvoíces — para mim, tudo o que vem de ti é importante. Além disso, o dia do teu aniversário é um dia para agradecer especialmente a Deus por ti.
Francisco: Então vamos celebrá‑lo começando por dar graças juntos pelo nosso matrimónio.
Rita: Vamos a isso. E depois, dormir, que amanhã ainda temos muito mais para celebrar. 

Mãe
Ajuda‑nos a estar atentos ao que o teu Filho nos diz através do nosso marido/da nossa mulher . Bendito seja o Senhor.


A matemática do amor. Comentário para os Esposos: Marcos 4, 1-20

Evangelho do dia
Leitura do santo Evangelho segundo São Marcos 4, 1-20

Naquele tempo, Jesus começou a ensinar de novo à beira mar. Veio reunir-se junto d’Ele tão grande multidão que teve de subir para um barco e sentar-Se, enquanto a multidão ficava em terra, junto ao mar. Ensinou-lhes então muitas coisas em parábolas. E dizia-lhes no Seu ensino: «Escutai: Saiu o semeador a semear. Enquanto semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho; vieram as aves e comeram-na. Outra parte caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra; logo brotou, porque a terra não era funda. Mas, quando o sol nasceu, queimou-se e, como não tinha raiz, secou. Outra parte caiu entre espinhos; os espinhos cresceram e sufocaram-na e não deu fruto. Outras sementes caíram em boa terra e começaram a dar fruto, que vingou e cresceu, produzindo trinta, sessenta e cem por um». E Jesus acrescentava: «Quem tem ouvidos para ouvir, oiça». Quando ficou só, os que O seguiam e os Doze começaram a interrogá-l’O acerca das parábolas. Jesus respondeu-lhes: «A vós foi dado a conhecer o mistério do reino de Deus, mas aos de fora tudo se lhes propõe em parábolas, para que, ao olhar, olhem e não vejam, ao ouvir, oiçam e não compreendam; senão, convertiam-se e seriam perdoados». Disse-lhes ainda: «Se não compreendeis esta parábola, como haveis de compreender as outras parábolas? O semeador semeia a palavra. Os que estão à beira do caminho, onde a palavra foi semeada, são aqueles que a ouvem, mas logo vem Satanás e tira a palavra semeada neles. Os que recebem a semente em terreno pedregoso são aqueles que, ao ouvirem a palavra, logo a recebem com alegria; mas não têm raiz em si próprios, são inconstantes, e, ao chegar a tribulação ou a perseguição por causa da palavra, sucumbem imediatamente. Outros há que recebem a semente entre espinhos. Esses ouvem a palavra, mas os cuidados do mundo, a sedução das riquezas e todas as outras ambições entram neles e sufocam a palavra, que fica sem dar fruto. E os que receberam a palavra em boa terra são aqueles que ouvem a palavra, a aceitam e frutificam, dando trinta, sessenta ou cem por um».

 

A matemática do amor
Deus é um semeador incansável. Todos os dias Ele sai ao nosso encontro. Ele entrega-Se a nós, quer derramar a Sua Graça porque deseja que nos santifiquemos, que nos aproximenmos da divindade. Como Deus é bom! Nunca nos falta a semente. Nunca nos falta a graça. O que às vezes falta é a terra fértil, porque o semeador é sempre generoso, mas o terreno nem sempre está pronto. A pergunta é simples: que tipo de terra sou eu?

Que o maligno não nos distraia nem nos engane, porque para preparar um terreno fértil é imprescindível uma vida de oração. A alma foi criada para acolher a Deus.  Não O acolhemos se fizermos muitas coisas por Ele, mesmo que sejam coisas muito boas. Acolhemo-l’O na oração. É na oração que crescemos nessa intimidade com Deus e, nessa intimidade, enchemo-nos do Seu amor e de todas as graças que Ele quer derramar sobre nós. O fruto é a transformação de toda uma vida e a união com Ele.

 

Transposição para a vida Matrimonial:
Alberto: Isabel, percebi que assim que deixamos de lado a oração, o ambiente em casa começa a ficar tenso, já reparaste?
Isabel: Há já algum tempo que noto isso e diria que é «matemático». Quando não rezamos ou rezamos pouco, começamos logo a discutir, surgem as recriminações, as bulhas, julgamo-nos um ao outro… e há algum tempo que peço a Deus que me mostre qual é a misteriosa relação entre uma coisa e outra.
Alberto: Ai sim? E então?
Isabel: Na verdade, Ele mostrou-me isso. O próprio Jesus diz em São João 5,42 que o amor de Deus não está em nós. E acho que a chave está nisto: ou temos o amor de Deus ou temos o nosso. E já sabemos como é o nosso: limitado e rapidamente sobressai o egoísmo.
Alberto: percebo… e então, para nos enchermos do Amor de Deus, temos que recorrer à oração. Quanto mais oração, maior é o amor entre nós. E ao contrário, quanto menos rezarmos, pior nos correm as coisas.
Isabel: É mesmo assim, o amor é directamente proporcional, porque com o amor recebido, nós amamo-nos, tu e eu… o que te parece?

Alberto: Tu és muito boa na matemática do amor!

 

Mãe,

Transmitimos o amor que recebemos,  e recebemos o Amor de Deus na intimidade da oração. Tu sabes que sem oração não podemos fazer nada, por isso chamas-nos repetidamente para uma vida de oração. Bendita e louvada sejas! Louvado seja o Senhor que derrama a Sua graça!


Estraga os meus planos. Comentário para os Esposos: Marcos 3, 31-35

Leitura do santo Evangelho segundo São Marcos 3, 31-35
Naquele tempo, chegaram à casa onde estava Jesus, sua Mãe e seus irmãos, que, ficando fora, O mandaram chamar. A multidão estava sentada em volta d’Ele, quando Lhe disseram: «Tua Mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura». Mas Jesus respondeu-lhes: «Quem é minha Mãe e meus irmãos?» E, olhando para aqueles que estavam à sua volta, disse: «Eis minha Mãe e meus irmãos. Quem fizer a vontade de Deus esse é meu irmão, minha irmã e minha Mãe».

Estraga os meus planos
Jesus não rejeita a Sua Mãe nem a Sua família. Isso seria impensável naqu’Ele que cumpriu perfeitamente o mandamento de honrar pai e mãe. Jesus não rompe laços: Ele leva-os à sua plenitude. E revela qual é o verdadeiro fundamento da comunhão com Ele: não o sangue, nem a proximidade física, nem os laços naturais, mas a obediência amorosa à Vontade do Pai. É isso que nos torna mãe e irmãos de Jesus.
Quanto nos ama Jesus! Vejam a intimidade que nos pede ! O vosso coração não se comove? Jesus não vos chama para fazer coisas para Ele. Jesus quer intimidade com cada um. Ele quer o teu coração, o teu amor. E o verdadeiro amor a Deus leva-me a entregar-Lhe a minha vontade. A fé em Deus é provada no desapego da própria vontade para aderir à Sua. Mesmo que às vezes doa. Porque mais do que à saúde, pela qual tanto se pede, mais do que ao dinheiro, mais do que até mesmo às pessoas, estamos apegados a fazer a nossa própria vontade.
 E essa é muitas vezes a raiz dos problemas entre os cônjuges: a luta de critérios, a necessidade de se impor e dominar, a recusa em renunciar para acolher a vontade do outro. Pois é a isso que Cristo nos chama. A renunciar. A obedecer. A amar até ao extremo. Para que O sigamos do Calvário à Glória! «Se alguém me quiser seguir-me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me» (Mc 8,34). O Senhor não nos diz para nos contentarmos em conhecer a Sua vontade, nem para a admirarmos, nem mesmo para a pregarmos. Ele diz-nos: cumpri-a. Porque quem a cumpre entra no Reino dos Céus saboreando já aqui um gosto desse céu na sua vida de cônjuges. No quotidiano, nas pequenas coisas.
No oculto. No que ninguém aplaude e só Deus vê: quando escolho o critério do meu cônjuge antes do meu; quando renuncio àquele comentário que sei que o vai incomodar; quando volto a perdoar, mesmo que doa; quando permaneço fiel ao amor enquanto o mundo me oferece saídas mais fáceis, mais confortáveis e profundamente contrárias ao Evangelho. Os santos não eram «boas pessoas». Os santos eram homens e mulheres que deixaram de fazer a sua vontade para fazer a de Deus. E aí encontraram a alegria e a felicidade. Aí encontraram a liberdade. Aí encontraram a verdadeira vida.

Transposição para a vida Matrimonial
Xavier: Joana, que maravilha que estavam estas favas!
Joana: Ainda bem que gostaste …Pensei que ia ter tempo esta manhã porque nao tínhamos chouriço. 
Xavier: A sério, estavam espectaculares. Ainda te vi ali a sair a correr para o supermercado.
Joana: (ri) Valeu a pena, nem que fosse só para ver-te a aproveitar uma coisa tão simples.
Xavier: És mesmo muito querida. (dão um beijinho)
Joana: Ai! Viste as horas? É tardíssimo e temos que ir buscar os miúdos ao colégio. 
Xavier: Deixa estar que eu vou lá sozinho. 
Joana: A sério?
Xavier: Claro que sim. Fica aqui a descansar, que eu vou lá. 
Joana: Ai, meu querido Xavier, gosto tanto de ti!
Xavier: A sorte que eu tenho de te ter.

Mãe,
Tu és Mãe de Deus não só porque O geraste no teu seio, mas porque ouviste, acolheste e viveste tudo segundo a vontade de Deus. Ensina-nos, como a filhos pequenos, a amar obedecendo como Tu. Louvado seja Jesus Cristo!