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Alegria do reencontro
Senhor, não Te cansas de nos procurar. Não nos rejeitas pelos nossos erros e alegras-Te quando regressamos a Ti. O amor de Deus é o amor de Quem procura incansavelmente aquilo que se perdeu, até o encontrar.
Mesmo quando nos afastamos, tropeçamos ou nos sentimos indignos do Teu amor, Tu vens sempre ao nosso encontro e convidas-nos a regressar ao Teu Coração. Jesus, ensinas-nos que ninguém está excluído da Tua misericórdia divina. Não olhas apenas para as nossas quedas; olhas também para a nossa capacidade de nos levantarmos e recomeçarmos. Não podemos esquecer que temos um valor imenso aos olhos de Deus.
Na vida matrimonial, chamas-nos a descobrir que amar não consiste apenas em caminhar juntos quando tudo corre bem, mas também em ir ao encontro do nosso marido/da nossa mulher, quando algo nos afasta. Muitas vezes esperamos que seja o outro a dar o primeiro passo: a pedir perdão, a reconhecer o erro, a mudar de atitude ou a aproximar-se. Mas Tu mostras-nos que, acima do orgulho, devemos colocar o valor do nosso sacramento e o desejo de recuperar a comunhão.
O amor conjugal é chamado a ser um lugar onde possamos reconhecer as nossas fragilidades sem medo de sermos humilhados. No matrimónio, também precisamos de celebrar os pequenos regressos: uma conversa sincera depois de uma discussão, um pedido de desculpa humilde, uma carícia que rompe a distância ou uma decisão partilhada de continuar a caminhar juntos.
E quando recuperarmos a alegria de estarmos unidos, ensina-nos a dar graças, porque cada reconciliação é uma oportunidade para que o Teu amor volte a habitar entre nós. Amém.
António: Maria! Vem sentar-te, tenho uma coisa importante para te contar.
Maria: Como vens! Anda lá, conta-me.
António: O Luís ligou-me para dizer que já não vai sair de casa. Pensou muito bem no assunto e decidiu continuar a lutar pelo seu casamento.
Maria: Que alegria tão grande! Ainda no outro dia estivemos com eles e parecia que já não havia nada a fazer. Tinham perdido toda a esperança.
António: Eu também fiquei surpreendido. Disse-me que, depois de falar connosco, começou a refletir sobre tudo e sentiu no coração que não devia desistir.
Maria: O Senhor voltou a manifestar a Sua grandeza e serviu-Se de nós, instrumentos inúteis, para realizar a Sua obra.
António: É verdade. Agradeceu-me repetidamente e disse-me que ele e a Cristina querem voltar a encontrar-se connosco. Sabem que sozinhos não conseguem e precisam da nossa ajuda para reconstruir o seu matrimónio.
Maria: Que maravilha! O Senhor e Nossa Senhora não dão nenhum casamento por perdido. Tenho de pedir perdão, porque eu já não tinha qualquer esperança. No dia seguinte a estarmos com eles, liguei à Cristina e ela disse-me que não queria voltar a falar comigo, que já estava tudo decidido.
António: Pois afinal não estava. Combinámos jantar com eles esta noite. Querem contar-nos tudo. O Luís disse-me que a Cristina te ia telefonar, mas que prefere contar-te pessoalmente.
Maria: Perfeito! O que achas de irmos juntos à missa antes de estarmos com eles, para dar graças a Deus e unirmo-nos à alegria do Céu por este matrimónio, pedindo também luz para continuarmos a acompanhá-los?
Mãe:
Não importa quão longe pensemos estar do Teu Filho, o Seu amor continua a procurar-nos. E quando regressamos a Ele, encheis-vos de alegria no Céu. Louvado seja Deus.

