Evangelho do dia
Leitura do santo Evangelho segundo São Marcos 2, 13-17
Naquele tempo, Jesus saiu de novo para a beira-mar. A multidão veio ao seu encontro, e Ele começou a ensinar a todos. Ao passar, viu Levi, filho de Alfeu, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: «Segue-me». Ele levantou-se e seguiu Jesus. Encontrando-Se Jesus à mesa em casa de Levi, muitos publicanos e pecadores estavam também à mesa com Jesus e os seus discípulos, pois eram muitos os que O seguiam. Os escribas do partido dos fariseus, ao verem-n’O comer com os pecadores e os publicanos, diziam aos discípulos: «Por que motivo é que Ele come com publicanos e pecadores?». Jesus ouviu e respondeu-lhes: «Não são os que têm saúde que precisam do médico, mas os que estão doentes. Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores».
A chamada
Hoje vemos a chamada de Jesus a Mateus, tal como há alguns dias o Evangelho nos mostrava a chamada a Pedro e André, e a Tiago e João, enquanto estavam nas suas tarefas diárias: uns a lançar as redes ao mar, outros a limpá-las, Mateus no posto de cobrança. A todos eles o Senhor escolhe. Ele toma a iniciativa, prepara o caminho, vai ao seu encontro e convida-os a segui-l’O, sem Se assustar com o estado em que se encontram, porque veio para curar os doentes, para nos salvar.
O Senhor escolheu cada um de nós e encontra-nos na nossa realidade quotidiana. Ele não olha para como estamos agora, mas para aquilo a que somos chamados. Depende de nós estarmos atentos e abertos à Sua chamada e responder, deixando para trás os nossos apegos para O seguir imediatamente, como os discípulos; ou colocando condições, como aqueles que disseram: “deixa-me primeiro ir sepultar o meu pai” ou “deixa-me despedir-me dos de minha casa”. Agarraram-se aos seus apegos e não conseguiram seguir Jesus.
Esposos, estamos atentos para reconhecer a chamada de Deus e dispostos a segui-l’O, a desprender-nos dos nossos apegos? Porque, para seguir verdadeiramente o Senhor na nossa vocação matrimonial, é preciso estarmos realmente dispostos a deixar tudo para nos entregarmos completamente a Deus, entregando-nos de corpo e alma à pessoa que Ele colocou ao nosso lado e ao cumprimento da nossa missão: representar o Amor trinitário de Deus neste mundo e colaborar na salvação do nosso cônjuge. Há algo mais belo? Há algum plano melhor? Então, atentos à Sua chamada e… à missão!
Transposição para a vida matrimonial
Francisco: Olha, o Pedro ligou-me e disse-me que já têm data para o próximo retiro e que estão à procura de equipa; perguntou-me se podíamos ir nós. O que achas?
M.ª das Dores: Nós outra vez?… Francisco, já estivemos no último há só quatro meses… lembra-te que foi uma confusão… organizar os miúdos para todo o fim de semana, os meus pais… além disso, agora que estamos tão bem os dois… era melhor aproveitarmos para fazer um programa em família.
Francisco: Sim, isso está muito bem, e podemos fazê-lo noutro fim de semana qualquer, mas chamaram-nos para este retiro… depois do que recebemos, acho que agora é a nossa vez de ajudar e não de nos acomodarmos.
M.ª das Dores: Sim, é verdade que é preciso ajudar, mas outra vez nós?
Francisco: E lembra-te de como nos fez bem; percebemos coisas que não tínhamos visto durante o nosso próprio retiro… e a alegria de ver outros casais descobrirem a beleza do seu Sacramento…
M.ª das Dores: Ai, Francisco… é que me dá preguiça sair… estamos tão bem agora…
Francisco: Já sabes o ditado… “Camarão que dorme, a maré leva”.
M.ª das Dores: (risos) Tens razão. Se nos acomodamos, recuamos.
Francisco: Já nos tinham dito: quem não constrói, destrói.
M.ª das Dores: Dou graças a Deus por ti, por puxares por mim e me tirares da minha comodidade. Gosto imenso de ti.
Mãe,
Ensina-nos a estar sempre atentos à chamada de Deus, como Tu estiveste, e dispostos a segui-l’O e a cumprir a Sua vontade. Bendita e gloriosa sejas, Mãe! Louvado seja para sempre o Senhor!

